Congonhas: ao menos 6 pré-candidatos ensaiam disputa nas eleições de 2024

Na cidade onde o minério irriga os cofres públicos, em um pujância de fazer inveja a muitos gestores públicos, ao menos 6 candidatos já ensaiam uma disputa para lá de competitiva nas eleições de outubro de 2024.
O atual prefeito, Cláudio Dinho (MDB) promoveu uma sacudida em seu governo já planejando a reeleição. As articulações são intensas em torno do seu vice.
Outros dois ex-prefeitos, antes no mesmo barco político, virão para a disputa em campos opostos. Anderson Cabido (PSB) já deixou clara sua disposição de encabeçar uma chapa. Ele pode reeditar a dobradinha com o médico Gilmar Seabra que em 2020 ficaram em segundo lugar com menos de 1,5 mil votos de diferença do atual mandatário em uma disputa muito equilibrada.
O ex-prefeito José de Freitas Cordeiro (PSDB), o “Zelinho”, é outro pré-candidato no páreo para 2023. Ele foi candidato a deputado federal no ano passado chegando a mais de 14 mil votos, pavimentando seu nome para 2023.
Quem se prepara para as eleições municipais é o ex-secretário da gestão de Zelinho, Christian Souza (Avante). No ano passado ele chegou a quase 10 mil votos para deputado estadual. Ele cortejado por diversos candidatos como vice, porém mira chegar ao comando da Cidade dos Profetas, um das que mais arrecada royalties de mineração no Brasil.
Outro pré-candidato que almeja administrar e gerir os quase R$900 milhões de arrecadação é o empresário e pastor Emir Marzano (PL). Nas eleições municipais de 2020 ele foi candidato e no ano passado colocou seu nome na disputa para deputado federal. O sindicalista, Rafael Duda (PSTU) é outro nome na lista dos prováveis candidatos.
A contenda eleitoral promete movimentar os bastidores com pré-candidatos de peso em uma das eleições mais acirradas dos últimos anos.

Mudanças nas regras das Eleições 2024 só podem ocorrer até o próximo mês de outubro

Princípio da anterioridade eleitoral está em vigor há 30 anos e garante segurança jurídica ao processo eleitoral

Falta pouco mais de um ano para as Eleições 2024, quando eleitoras e eleitores voltarão às urnas para escolher prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios brasileiros. O primeiro turno será no dia 6 de outubro, e, conforme prevê o artigo 16 da Constituição Federal, qualquer mudança legislativa que altere o processo eleitoral precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional com um ano de antecedência da eleição para obedecer ao princípio da anterioridade eleitoral.

Chamada também de princípio da anualidade eleitoral, a regra foi inserida na Constituição há 30 anos por meio da Emenda Constitucional nº 4/1993 e diz exatamente o seguinte: “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.

A exigência protege os direitos de cidadãs e cidadãos, fortalece o princípio da segurança jurídica e evita surpresas ao eleitorado e às candidatas e aos candidatos com alguma alteração que venha a acontecer no meio da disputa. É a garantia de que não haverá casuísmos nem benefícios a qualquer participante do processo eleitoral.

Sendo assim, para entrarem em vigor e valerem para o próximo pleito, as alterações na legislação eleitoral precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal e, em seguida, sancionadas pela Presidência da República até o dia 5 de outubro deste ano.

O que pode ser alterado

É importante ressaltar que a Constituição se refere à “lei que alterar o processo eleitoral”, ou seja, qualquer norma capaz de inovar o ordenamento jurídico deste ramo do Direito. Portanto, o princípio da anualidade não abrange os regulamentos editados pela Justiça Eleitoral para promover a fiel execução da lei, sem extrapolar seus limites legais ou inovar a ordem jurídica eleitoral.

Assim, as resoluções editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar andamento às eleições podem ser expedidas a menos de um ano do pleito eleitoral. É o que estabelece o artigo 105 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), ao informar que essas resoluções podem ser aprovadas até o dia 5 de março do ano das eleições.

Curiosidade

A Constituição também definiu que o primeiro turno da eleição ocorrerá sempre no primeiro domingo de outubro. Só os municípios com mais de 200 mil eleitores têm, caso necessário, segundo turno, no último domingo de outubro, para o cargo de prefeito, caso nenhuma das candidatas ou candidatos ao cargo obtenha metade mais um dos votos válidos no primeiro turno.

RS, MS/CM, DM

FONTE TSE

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