Volta do trem de passageiros com reativação do ramal do Paraopeba ligará Lafaiete a Capital Mineira; deputado propõe união regional para discutir investimentos ferroviários

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Revitalização da Estação Ferroviária de Lafaiete; chegada da linha de ferro em 1873 provou desenvolvimento; história e formação da cidade está ligada a ferrovia

“Lafaiete pode ser dividida entre antes e depois da linha ferro”. Assim expressou o Deputado Estadual Glaycon Franco (PV) na abertura da audiência pública da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta sexta-feira (27/9/19), na Câmara de Lafaiete.

A renovação antecipada da concessão ferroviária da MRS Logística vai trazer investimentos para cidade onde a empresa opera. Uma das obras asseguradas pela empresa é um viaduto sobre os trilhos que cortam o município e são um gargalo no trânsito, conforme antecipou o prefeito Mário Marcus Leão Dutra.

Mas durante audiência ficou claro que moradores e lideranças querem, principalmente, a volta do trem de passageiros no chamado Ramal Paraopeba, que chega a Belo Horizonte. “Esse transporte de passageiros alavancaria ainda mais o desenvolvimento da nossa região. É demanda e sonho do nosso povo”, sintetizou o deputado Glaycon Franco (PV), que solicitou a audiência. Para ele é necessário garantir esse investimento nas discussões da renovação do contrato da MRS. “Conselheiro Lafaiete é uma antes da estrada de ferro e outra depois da estrada de ferro”, reiterou.

Além de ser um anseio da cidade, vereadores e prefeitos destacaram que os trens de passageiros e de pequenas cargas seriam uma solução para evitar os constantes acidentes na BR-040, impulsionar o turismo e fazer o transporte de produtos da agropecuária, sobretudo o leite. Muitos participantes também relataram ser ex-ferroviários ou filhos de ferroviários, com histórias de vida ligada às ferrovias.

Houve, porém, quem duvidasse da realização desse “sonho”, que já teria sido anunciado em outros anos e não seria de interesse das concessionárias. O presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), destacou o momento diferente e propício a investimentos, em função da renovação das concessões e também da elaboração do Plano Estratégico Ferroviário (PEF), pelo governo de Minas. Segundo ele, a Fundação Dom Cabral (FDC) já foi contratada para fazer o diagnóstico do PEF.

“No início, nós éramos contrários à renovação antecipada. Mas percebemos que estávamos diante de uma oportunidade para o retorno do trem de passageiros. Isso vai acontecer”, apostou. Ele também comunicou apresentação da Proposta de Emenda à Constituição 43/19, que busca garantir na Carta mineira o cumprimento do PEF.

Lideranças de Conselheiro Lafaiete entregaram à comissão um documento com o estudo de viabilidade técnica do trecho até Belo Horizonte, feito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Ele será encaminhado à FDC, conforme garantiu João Leite. Eles sugeriram, ainda, visita técnica ao trecho. Representantes de outros municípios da região também participaram da audiência.

O deputado Glaycon Franco propôs que através do Codap, os municípios da região aglutinem propostas comuns de investimentos para inserção oPlano Estratégico Ferroviário.

Empresa pode ceder passagem para trem de passageiros

Os deputados Glaycon Franco e João leite e os vereadores de Lafaiete

A MRS deve ceder o direito de passagem para trens de passageiros a empresas interessadas. É o que prevê o contato atual da companhia, conforme atestou o gerente de Controle e Fiscalização de Infraestrutura e Serviço da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Daniel de Oliveira Santos. A MRS, porém, não pode operar essa linha, como a Vale faz na Estrada de Ferro Vitória à Minas.

Durante entrevista, o consultor Ferroviário da MRS Logística Sérgio Henrique Carrato afirmou que a necessidade de altos investimentos na linha férrea intimida eventuais interessados. Segundo ele, o Ramal Paraopeba tem linha única (singela), o que poderia comprometer o transporte de passageiros do ponto de vista da segurança. “Temos que lutar para ter linhas duplas”, reiterou.

Para o consultor, porém, o PEF será um norte dentro das políticas públicas do Estado a determinar os investimentos no modal. Carlos Magno Rodrigues, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários de Conselheiro Lafaiete, reiterou que o transporte de passageiros junto com o de cargas seria arriscado. “Haveria muitos atrasos também”, completou.

Ele defende que, a partir dos novos contratos de concessão, a duplicação das linhas seja uma exigência. “A maioria das estações do Ramal Paraopeba estão recuperadas ou passíveis de recuperação”, afirmou. Segundo a ANTT, em dois ou três meses, será finalizada a análise das contribuições colhidas na fase de audiências da renovação da concessão da MRS.

 

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