27 de maio de 2024 21:58

Copasa reconhece erro, diz que ETE Bananeiras foi construída em local inadequado

Empresa vai testar produtos químicos para minimizar problemas, mas odor não será eliminado por completo; moradores não descartam pedido de construção de nova ETE em outro local

Há seis anos ETE mau cheio na Barreira/Reprodução
Problema do mau cheiro dura mais de 6 anos e sem qualquer solução paliativa

Pela primeira vez, desde que foi inaugurada em fevereiro de 2010, a Copasa reconheceu erro na concepção e construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Rio Bananeiras informando que ela foi construída em um local inadequado. A obra já consumiu mais de R$10 milhões.

O anúncio foi feito no dia 12 de maio durante reunião agendada pelo Deputado Glaycon Franco (PV) na sede da estatal mineira, em Belo Horizonte, na qual participaram os presidentes da Associação do Bairro São Benedito, Geraldo Sabino, da Associação do Bairro Santa Cruz, Darcy José.  As duas entidades representavam mais de bairros da Barreira aterrorizados pelo mau cheiro da ETE.

O deputado Glaycon Franco, Geraldo Sabino e Darcy Sousa conversam com representante da Copasa
O deputado Glaycon Franco, Geraldo Sabino e Darcy Sousa conversam com representante da Copasa

Na reunião, o deputado pediu providências a Copasa em resolver o problema que aflige as comunidades inclusive com danos diretos a saúde e ao mercado imobiliário. Os representantes relataram o desconforto com a ETE e agonia na convivência com o problema que se arrasta a mais de 6 anos, sem uma solução definitiva.

Frederico Delfino, Diretor de Operação Sul da Copasa, responsável pela operação da empresa em Lafaiete, esclareceu que o local onde foi construída a ETE é inadequado para obras deste impacto, próxima a população.

Ele disse que algumas providências foram tomadas e que foram feitos testes com um novo produto químico que deve ser aplicado nos próximos dias e que, aos poucos, o problema do mau cheiro deve diminuir, mas não será eliminado totalmente, pois as ETE’s possuem odoro residual.

O deputado e os presidentes de associações vão aguardar os resultados dos testes para tomar as medidas cabíveis. Caso o mau cheiro persista a comunidade quer a intervenção do Ministério Público parar a construção de uma nova ETE, em local distinto do atual.

Fotos:Reprodução/divulgação

 

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