27 de abril de 2024 12:40

Falso médium é preso por curar ‘mau-olhado’ em troca de sexo

O farsante, cujo codinome era Joaquim de Amapé, prometia o livramento às pessoas com ‘mau-olhado’, em Materlândia. Em troca, exigia favores sexuais às vítimas

Um homem que dizia ter poderes mediúnicos para curar “mau-olhado” e outros males que acometem as pessoas, foi preso nesta quarta-feira (23/6) em Materlândia, Vale do Rio Doce, por uma equipe da Polícia Civil de Minas Gerais. A prisão ocorreu como parte da Operação Amapé, que investigava as ações deste homem.

Ele agia interpretando dois personagens: um “médium”, cujo codinome era Joaquim de Amapé, que seria capaz de garantir o livramento às pessoas, e outro, de voz sedutora, que intermediava o encontro das pessoas com o “médium”.
Ao modificar a sua voz para ligar para as pessoas, ele informava que elas estavam possuídas e acometidas de “mau-olhado“. E orientava as suas vítimas a se encontrar com o homem que teria os tais poderes mediúnicos.
Ao telefone, ele dizia que somente aquele homem seria capaz de conceder o livramento a elas, afirmando que, dessa forma, o feitiço seria quebrado e elas estariam a salvo de um mal maior, como a morte, por exemplo.
Marcado o encontro, em um lugar indicado pelo personagem de voz sedutora, a pessoa, iludida e esperançosa pela cura, corria ao encontro do “médium”, ou seja, a mesma pessoa que havia ligado para ela.
Durante o suposto atendimento espiritual, o “médium” dizia que para a pessoa ser livrada de todos os males, teria de cumprir determinadas ações, dentre essas, manter relações sexuais com ele.

O delegado Sávio Moraes explicou que, “como as vítimas eram pessoas conhecidas do indiciado, tendo ele conhecimento da rotina, de nomes de familiares e acontecimentos recentes, elas acabavam acreditando numa espécie de poder mediúnico do tal curandeiro”.
Mas a polícia deu um basta no teatro macabro e pôs fim à farsa armada pelo homem com os dois personagens. Depois das investigações bem-sucedidas, ele foi preso por violação sexual mediante fraude, que prevê pena de dois a seis anos de reclusão.

Até o momento, duas vítimas já foram identificadas, sendo uma na forma consumada e outra, tentada.
“A equipe policial da Delegacia em Sabinópolis fez um trabalho de investigação criminal genuína, investigação técnica na essência, que somente foi exitosa devido ao uso da tecnologia e de técnicas de inteligência policial. Essa é a função primordial da Polícia Judiciária: investigação criminal qualificada”, disse o delegado Moraes.

O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde está à disposição da Justiça.

FONTE ESTADO DE MINAS

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