A decisão ocorre em razão da Operação “Sangria” envolvendo a entidade, ligada do ex-prefeito Cláudio Dinho, que resultou na apreensão de R$ 587 mil em espécie, em sua casa. O despacho determina a suspensão imediata de obras e atividades ligadas ao termo; a apresentação, pela associação, de extratos bancários dos últimos 12 meses da conta vinculada, prestação de contas parciais, projetos arquitetônicos e comprovação de capacidade técnica; além da ciência imediata ao representante legal da entidade. O documento ainda prevê a instauração de Tomada de Contas Especial caso sejam identificados indícios de irregularidades, para apurar possíveis danos ao erário e a responsabilidade dos envolvidos. A Câmara já havia investigado em uma CPI a relação suspeita entre os convênios milionários da Pró-Vida e a prefeitura no ano passado.
Repercussão
Por outro lado, prefeito de Lagoa Santa, Breno Salomão Gomes, exonerou, a pedido, Allan Diego Falci do cargo de secretário municipal de Saúde. O ato oficial, de número 9.091, foi publicado nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, e passa a valer a partir da data de sua publicação. Falci foi ex-secretário da mesma pasta em Congonhas e foi um dos alvos da operação Sangria.
Foram ainda cumpridos mandados de busca e apreensão em seis endereços em Congonhas e Belo Horizonte. Foram alvos também da operação além do ex-prefeito de Congonhas, Cláudio Dinho, a sua esposa dele, Libertad Lamarc, e o presidente da Associação Pró-Vida Congonhas, Arthur Padovani, segundo informou o O Fator. As investigações, que tramitam em segredo de justiça, apuram se houve desvios nos repasses da Prefeitura de Congonhas à Associação Pró-Vida entre 2021 e 2024.
A operação
A operação contou com a participação de dois promotores de Justiça, dois delegados, um escrivão e nove investigadores. O material apreendido será analisado para subsidiar o Procedimento Investigatório Criminal, que segue em andamento.
A ação teve origem na Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária (PCO), com apoio do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público (GEPP). Os indícios apontam para irregularidades graves em um Termo de Fomento firmado entre uma associação e o município de Congonhas, com o objetivo de elaborar projetos arquitetônicos, estruturais e de engenharia necessários à construção do complexo hospitalar.
- Foto Divulgação. Na materia postada anterior foi divulgada do valor de R$567 milhões e na verdade seria de R$567 mil.