Após levar 10 facadas e um tiro, mulher se esconde de ex marido para evitar nova tragédia e divide drama com filho longe de casa

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Comunidade e familiares ainda temem por novas investidas de Copasa/REPRODUÇÃO

Quase 100 dias de uma das maiores tragédias que sacudiu a região, em 2019, a dor, a tristeza e revolta marcam os jeceabenses que cobram a urgência da prisão de José Hamilton Dias Mendes, de 43 anos, vulgo “Copasa”. Uma família destruída pelo ódio. As membros ainda sentem o medo e a insegurança da possibilidade da volta do autor que, segundo muitos moradores, ronda a cidade e estaria morando por perto de Jeceaba.  São inúmeros relatos de sua passagem pela cidade, mas nada de confirmação.  Mesmo com a prisão decretada, Copasa segue livre.

Temor

Eram por volta das 5:00 horas, da madrugada do dia 14 de setembro, quando Copasa, motivado por ciúmes, invadiu a casa e matou o ex sogro, José Antônio Donizete Cerqueira, de 56 anos, com tiro na cabeça.  A esposa dele, Cláudia Messias da Silva, foi alvo de um tiro às costas de raspão, mas conseguiu escapar com vida e mora em Jeceaba.

A filha do casal e ex companheira de Copasa, Sabrina da Silva Cerqueira, de 24 anos, levou 10 facadas e um tiro no peito. Ela ficou internada no Hospital e Maternidade São José, em Lafaiete, por mais de 30 dias. Sabrina ficou com uma bala alojada na costela, fez cirurgias para reconstrução do dedos já que no dia da tragédia ela rompeu o tendão da mão.

Para salvar os pais e filho, Sabrina enfrentou o autor no dia da tragédia e ainda conseguiu arrancar de sua mão uma faca.

Sumiço

Contam que a intenção de Copasa era também atacar toda a família inclusive o filho, Luiz Miguel, de apenas 3 anos.  Após a tragédia, Copasa contou que voltaria para “concluir seu serviço”. Desde que deixou o hospital, Sabrina e o filho. sumiram de Jeceaba e foram morar em um local seguro diante da possibilidade de  novas investidas do autor. Ninguém sabe onde os dois estão residindo neste momento de tensão por que passa a família.  O filho ficou traumatizado porque assistiu todas as cenas da tragédia. Sabrina ainda sofre dores com a bala alojada no corpo e, segundo familiares, vive angústia, ansiedade, agonia e passa por momentos de depressão.

O maior comentário em Jeceaba é o temor pelo retorno de Copasa. Os moradores pedem Justiça. “Quem estão presos é a Sabrina e seus familiares. Já o autor permanece em total liberdade”, assinalou um jeceabense a nossa reportagem.

Distante de sua casa e da cidade onde nasceu, Sabrina divide o drama e trauma com o filho. Os dois vivem a dor de uma ferida que insiste em não cicatrizar!

 

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