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terça-feira, 27 julho 2021
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Ataque de animal selvagem assusta moradores. Suspeita é de uma onça

Um ataque de, suspeita-se, uma onça, preocupou os proprietários da fazenda Tabuões em Cachoeira do Campo, distrito em Ouro Preto. Segundo Welington Lacerda, na segunda, 13, por volta de 4h10 da manhã, um funcionário da fazenda ligou para ele e o irmão, Welingson Lacerda, informando do ataque no curral de bezerros.

O funcionário estava tirando leite das vacas e na hora que foi tratar dos bezerros percebeu o ocorrido. Chegando no bezerreiro, os irmãos Lacerda se depararam com uma bezerra morta, e marcas de mordidas em partes do corpo. Uma outra bezerra, ainda viva, estava com as orelhas dilaceradas.

O trabalhador da fazenda disse que, mais cedo, quando estava indo trabalhar de moto, encontrou dois animais na estrada, mas que no susto não conseguiu identificar quais eram os bichos. “Esperamos clarear e fomos verificar o local que ele falou que encontrou. Realmente, chegando lá nos deparamos com rastros grandes e pequenos. Concluímos que eram pegadas da onça mesmo. […] Voltando para o curral, procurando algumas coisas, porque matou a bezerra em um cantinho e puxou para o outro para comer, encontramos os animais assustados, resolvemos mandar um áudio para os vizinhos avisando o que tinha acontecido”, explicou Welington.

O proprietário da fazenda relatou que o animal não foi visto no curral por ninguém: “foi de madrugada, ela não foi vista. Pelos rastros, supusemos que fosse uma onça. Pronto, ela comeu, foi embora, de barriga cheia, amanhã não volta”.

Apesar de não esperar que o animal voltasse, na madrugada de segunda para terça, por volta de 2h da manhã, o funcionário ligou novamente para os irmãos após ter conseguido espantar a possível onça, que realizou novo ataque. “Ele não tinha dormido, estava atento, o cachorro latia que não conseguia dormir. Quando começou aquela zoeira, ele correu até o curral, aí já era tarde. O bicho que é, que a gente supõe que seja uma onça, já tinha pegado duas bezerras e arrancado as duas orelhas delas. Ele saiu gritando com a lanterna”.

Para evitar novos ataques, Welington e o irmão Welingson roçaram tudo ao redor do curral, deixando o mato baixo, e mandaram iluminar o espaço com holofotes e lâmpadas. “A patrulha rural compareceu na fazenda, o Sargento Alcides nos orientou como espantar, mas ele ia tomar alguma providência também. […] é o habitat delas (onças) e se foram elas estão por aí mesmo. […] ontem eu deixei tudo ligado, não atacou. […] vamos ver se damos mais uma verificada, rodamos lá tudo ontem, os cachorros ficaram todos quietos, ninguém quis entrar no mato, é isso que aconteceu. Vista de perto (a onça) não vimos”.

A gestora do Parque Estadual do Itacolomi, Maria Lúcia Cristo, explica que “como a gente está se aproximando muito do animal, ele acaba perdendo o medo e se acostumando com o ser humano. Ele perdendo o medo vai se aproximando mais das comunidades […]. e começa a atacar gado, na busca de alimentos”.

Maria Lúcia afirma que em caso de ataques de onças e outros animais silvestres, é recomendado chamar a polícia ambiental. “Evitar matar o animal, a gente precisa de capturar até para ver a incidência, se isso vai ser frequente, para poder tomar as medidas”. Ela lembra ainda que o abate de animais silvestres é considerado crime ambiental. O que pode ser feito é “[…] Colocar uma armadilha para capturar para que a gente possa reinseri-la no habitat natural dela. É muito importante essa preocupação de capturar de forma que mantenha a integridade do animal”.

Segundo a gestora, não é comum o ataque de onças na região: “o Parque Estadual do Itacolomi abriga várias espécies de onça e a gente tem uma área preservada, é importante que as pessoas preservem essas áreas naturais para que as espécies tenham um local de abrigo e fiquem protegidas. Se a gente degradar o meio ambiente, esse ato que é isolado vai ser mais recorrente”. 

FONTE O LIBERAL

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