Dengue: Minas Gerais confirma 7.083 novos casos

O número de casos passou de 114.544 registrados nessa terça-feira (27/2) para 121.627 contabilizados nesta quarta (28/2).

Minas Gerais confirmou 7.083 novos casos de dengue nas últimas 24 horas. De acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), os casos confirmados passaram dos 114.544 registrados na terça-feira (27/2) para 121.627 contabilizados nesta quarta (28/2).

Além disso, o estado registrou 334.532 casos prováveis, um aumento de 34.369 casos comparado ao número da terça-feira, de 327.908.

O balanço ainda contabilizou 33 mortes confirmadas, uma diminuição em comparação às 37 apontadas nessa terça, já que, de acordo com a SES-MG, o número de óbitos pode sofrer alterações após o fim do processamento dos casos. Na última atualização, eram 228 óbitos em investigação.

Em relação a chikungunya, foram registrados 37.322 casos prováveis da doença, um aumento de 4,79% comparado ao número divulgado anteriormente, de 35.615. Até o momento, sete mortes foram confirmadas por chikungunya, e 23 estão em investigação.

Quanto à zika, foram registrados 67 casos prováveis e sete confirmados para a doença. Não há mortes confirmadas ou em investigação por zika em Minas.

Casos em Belo Horizonte

A capital mineira acumula até o momento 7.665 casos confirmados de dengue, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira. Quanto aos casos suspeitos, são contabilizados 29.159. O número de mortes em BH permanece o mesmo do último boletim divulgado na sexta-feira (23/2), contabilizando sete.

Neste ano, foram confirmados ainda 542 casos de chikungunya em residentes de Belo Horizonte e um óbito pela doença. Há 549 casos em investigação. No dia 23, havia 452 casos registrados de chikungunya, sofrendo um aumento de 19,82%. Não há casos de zika confirmados na capital.

Vacinação em BH

Em meio ao aumento de casos das arboviroses transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, a vacinação contra a dengue começou nesta terça-feira nos 152 Centros de Saúde de Belo Horizonte. A aplicação da vacina Qdenga será inicialmente em crianças de 10 e 11 anos.

A capital mineira recebeu do Ministério da Saúde 49,5 mil doses do imunizante, destinadas à aplicação de primeiras doses, contemplando as duas idades, que totalizam 48 mil pessoas. Como o esquema vacinal da Qdenga é composto por duas doses, que devem ser aplicadas em um intervalo de três meses, será necessário que o município receba mais vacinas para a posterior aplicação da segunda dose.

Outras 22 cidades do estado iniciaram a vacinação na terça. Ao todo, são 78.790 doses. Os municípios contemplados estão, em sua maioria, na Grande BH e na Região do Vale do Rio Doce.

FONTE ESTADO DE MINAS

Hoje (28) tem vacinação contra a Covid-19 para as crianças

A Secretaria Municipal de Saúde informa o calendário de vacinação para crianças:
➡ Quarta-Feira, 28/02 das 07 às 17h: Primeira dose, segunda dose e dose de reforço de PFIZER BABY e PFIZER PEDIÁTRICA para crianças de 06 MESES A 11 ANOS 11 MESES E 29 DIAS
➡ A imunização será realizada na Unidade Central de Vacinação nos horários acima. Destacamos que nestes horários o atendimento na Unidade Central de Vacinação será EXCLUSIVO para aplicação da vacina COVID-19. (Neste dia a à vacinação de rotina das demais vacinas podem ser administradas nas Unidades de Estratégia de Saúde da Família dos bairros).
Av. Dom Pedro II, nº178, Bairro São Sebastião
⚠ Documentação a ser apresentada:
É indispensável a apresentação do cartão de vacina, cartão do SUS ou CPF.
✅ Os menores deverão estar acompanhados de seus pais e/ou responsáveis

No limite: Hospital e Maternidade São José opera com capacidade máxima e faz alerta

Lafaiete (MG) e região seguem em alerta máximo em função da capacidade instalada do sistema privado de saúde em função da escalada de mortes e contágio pela dengue. Ainda ontem (26) a Fundação Ouro Branco divulgou nota explicativa que, devido ao surto de dengue, chikungunya e zika que atinge todo o estado de Minas Gerais, a capacidade de atendimento das unidades atingiu níveis críticos, operando em seu limite máximo.

Nesta tarde, outra instituição privada, o Hospital e Maternidade São José, em Lafaiete, informou que diante do quadro de pandemia e crescente demanda por serviços está operando com sua capacidade limite de atendimento, o que memanda esforços extraordinários para manter a qualidade, mas que por outro lado, confirma o compromisso para garantir os atendimentos.

O cenário

Desde o início de janeiro, o Brasil já registrou 920.427 casos prováveis de dengue. O país contabiliza ainda 184 mortes confirmadas pela doença e 609 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência da dengue no Brasil, neste momento, é de 453,3 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, divulgados nesta terça-feira (27) pelo do Ministério da Saúde

Já no ranking dos estados, Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (311.333). Em seguida aparecem São Paulo (161.397), Distrito Federal (98.169) e Paraná (94.361).

Sistema de saúde da região está beira de colapso e FOB atinge capacidade máxima de atendimento

janeiro e fevereiro de 2024 será marcado pela pandemia da dengue em Minas e no Brasil. O número de casos confirmados no Estado cresceu 43% nos últimos sete dias, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Saúde (SES-MG). No mesmo período, o número de mortes cresceu 84%. Entre 21 e 26 de fevereiro, o número de casos confirmados da doença passou de 75.310 para 108.027, enquanto o número de óbitos subiu de 19 para 35. Outros 311 mil casos e 176 mil mortes prováveis ainda são investigadas pela pasta.

Lafaiete e região

Em Lafaiete, a policlínica realiza mais 400 atendimentos ao dia e trabalha na sua capacidade máxima inclusive com a abertura de Ala II e a contratação de mais profissionais diante do Estado de Emergente. O setor privado não foge a realidade do vírus. È comum os laboratórios estarem tomados por pacientes.

FOB

Diante da escalada de contaminação em toda a região, Fundação Ouro Branco (FOB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira (26) que atua na sua capacidade máxima de atendimento em sua sede em Ouro Branco e na filial em Lafaiete. “O Hospital FOB comunica que, devido ao surto de dengue, chikungunya e zika que atinge todo o estado de Minas Gerais, a capacidade de atendimento das unidades atingiu níveis críticos, operando em seu limite máximo”, diz o comunicado postado nas redes sociais.

“No entanto, o Hospital FOB solicita a colaboração da comunidade e orienta que busquem o atendimento de urgência e emergência no Pronto Atendimento apenas em casos de extrema necessidade. É importante ressaltar que, devido à alta demanda, os tempos de espera podem estar significativamente aumentados.

e. “O Hospital FOB comunica que, devido ao surto de dengue, chikungunya e zika que atinge todo o estado de Minas Gerais, a capacidade de atendimento das unidades atingiu níveis críticos, operando em seu limite máximo”, diz o comunicado postado nas redes sociais.

Diante da escalada de contaminação em toda a região, Fundação Ouro Branco (FOB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira (26) que atua na sua capacidade máxima de atendimento em sua sede em Ouro Branco e na filial em Lafaiete. “O Hospital FOB comunica que, devido ao surto de dengue, chikungunya e zika que atinge todo o estado de Minas Gerais, a capacidade de atendimento das unidades atingiu níveis críticos, operando em seu limite máximo”, diz o comunicado postado nas redes sociais, alertando para o aumento significativo do tempo de espera.

“No entanto, o Hospital FOB solicita a colaboração da comunidade e orienta que busquem o atendimento de urgência e emergência no Pronto Atendimento apenas em casos de extrema necessidade”, salienta a FOB sobre o estado crítico da saúde na região.

Aumento de casos de COVID-19! Máscaras voltam a ser obrigatórias em cidade da região

Nesta segunda-feira (26) foi divulgado um decreto que torna obrigatório o uso de máscaras nas dependências das Unidades de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde. O motivo é o aumento alarmante no número de Síndromes Gripais e casos de COVID-19.

Considerando os dados fornecidos pela Vigilância Epidemiológica, que apontam uma elevação significativa e em progressão geométrica dos casos positivos de COVID-19 em de São João del Rei (MG), Karina Cardoso, Gerente do Setor de Atenção à Saúde, com anuência do Gestor de Saúde, determino o uso obrigatório de máscaras cirúrgicas em todas as dependências das Unidades de Saúde do município, bem como da Secretaria Municipal de Saúde, especialmente durante o atendimento ao público.

Além disso, é imprescindível manter o distanciamento mínimo de 1,5 metros da pessoa que estiver sendo atendida e orientá-la da necessidade do uso de máscara, em caso de sintomas de Síndrome Gripais. Observamos um aumento alarmante no número de Síndromes Gripais e casos de COVID19, o que pode ser atribuído ao pós-carnaval, imunidade baixa devido às Arbovirores e ao relaxamento no autocuidado por parte de nossos munícipes. Diante dessa situação, é fundamental adotarmos medidas rigorosas para proteger a saúde de todos os envolvidos em nossas atividades. A colaboração de cada um é essencial para enfrentarmos esse desafio com responsabilidade e solidariedade. Conto com a compreensão e o comprometimento de todos para que possamos atravessar esse período de maneira segura e resiliente.

Na dianteira da saúde: Belo Vale (MG) inicia vacinação contra dengue nesta segunda-feira (26)

A vacinação contra a dengue, destinada para crianças de 10 e 11 anos residentes na cidade iniciou hoje (26) em Berlo Vale (MG). Os imunizantes serão aplicados na Policlínica Municipal das 7:00 às 17h. Lembre-se, é obrigatório apresentar o cartão do SUS e a caderneta de vacinação.

Belo Vale é uma das 22 cidades mineiras que receberam a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda.

Belo Vale (MG) realiza mutirão de catarata e de pterígio

Qualidade de vida garantida! No 5° Mutirão de Catarata e 1° Mutirão de Pterígio, a Prefeitura de Belo Vale realizou, no Hospital Municipal, ontem, 19/02, com sucesso, 36 cirurgias de catarata e 17 de pterígio, oferecendo tratamento oftalmológico acessível e eficaz à comunidade, destacando-se pelo compromisso com a saúde ocular. Prefeitura Municipal de Belo Vale, Transformando e Desenvolvendo para Todos.

Operação de guerra contra a dengue: prefeitura amplia atendimento 24 horas na Ala II, cria novas unidade de atendimentos em PSF’s e vai contratar 85 profissionais

Em meio a pandemia da dengue, que já vitimou 3 pessoas e contaminou milhares de lafaietense, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou na tarde de ontem (23) uma “operação de guerra” de combate ao mosquito transmissor. Entre as medidas adotadas estão a abertura de 5 unidades sentinelas, com funcionamento de 7:00 às 19:00 horas de segunda a segunda, bem como a permanente abertura da Ala II da policlínica por 24 horas, também todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados para intensificar o combate a dengue em Lafaiete (MG).

As unidade sentinelas são pontos atendimentos aos paciente, via PSF’S, para a realização de exames e atencimento exclusivo aos pacientes de dengue. Para atender a amplição do atendimento, a Prefeitura abriu processo seletivo para a contratação de 25 novos médicos (10 em PSF’s e 15 na policlínica), além 15 enfermeiros, 25 técnicos em enfermagem e 20 auxiliares de administrativos totalizando 85 profissionais para atuarão 24 horas para o suporte aos tratamento de pacientes positivos de dengue diante do cenário de Estado de Emergência, decretado no dia 1º de fevereiro.

As contratações obedecem o caráter emergencial para garantir resposta ágil a população diante da gravidade do quadro epidemiológico em Lafaiete. A cidade é a segunda em Minas em mortes por dengue, atrás apenas de Belo Horizonte com 5 óbitos.

Na Câmara

O cenário pandêmico de dengue repercutiu na Câmara de Lafaiete na noite desta quinta-feira com cobranças de ampliação do atendimento. Tanto setor público como o privado sofrem com a superlotação. Diante desse cenário alarmante, o Vereador Erivelton Jayme (PRD) pediu a ampliação dos horários de atendimento dos ESF (Estratégia Saúde da Família) além de estender seu funcionamento para os finais de semana.

O Vereador destaca que essa iniciativa, conhecida como “força-tarefa”, já tem sido implementada com sucesso em outros municípios, demonstrando resultados positivos na contenção da propagação da dengue e no atendimento à população. Ele ressalta a importância de descentralizar o atendimento e reduzir as filas e o tempo de espera, fatores cruciais diante da gravidade da situação atual.

Diante da urgência da crise de saúde pública e da necessidade premente de ações efetivas para enfrentar o surto de dengue, a proposta do Vereador Jayme emerge como uma alternativa viável e necessária para garantir um atendimento adequado à população de Conselheiro Lafaiete. Agora, cabe às autoridades competentes analisar e implementar essas medidas com celeridade, visando o bem-estar e a saúde de todos os cidadãos.

Teste do Pezinho ampliado identifica primeiro caso de Atrofia Muscular Espinhal

Tratamento iniciado antes da ocorrência de sintomas da doença aumenta chances de um desenvolvimento típico e sem sequelas

O diagnóstico precoce de doenças raras é crucial, pois amplia as opções de tratamentos ou terapias possíveis, com o propósito de amenizar os sintomas e proporcionar uma vida típica e de mais qualidade aos pacientes e às famílias. Muitas dessas doenças podem ser detectadas nos primeiros dias de vida, por meio do Programa de Triagem Neonatal (PTN), conhecido popularmente como Teste do Pezinho.

Crédito: Débora Drumond

Em Minas Gerais, o programa foi ampliado em 30/1 de 2024, e todas as amostras de recém-nascidos estão sendo testadas para 15 doenças, incluindo a Atrofia Muscular Espinhal (AME), a Imunodeficiência Combinada Grave (Scid) e a Agamaglobulinemia (Agama).

As três doenças incluídas em janeiro são consideradas graves, podem ser hereditárias ou causadas por alterações genéticas, e dificilmente possuem sintomas na fase natal. Se corretamente diagnosticadas e tratadas nos primeiros dias de vida da criança, a recuperação é certamente efetiva.

Ao longo deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vai investir R$12 milhões para operacionalizar esta fase de expansão do PTN. Com a ampliação, as crianças mineiras serão testadas em massa para doenças de difícil diagnóstico, o que vai permitir a identificação pré-sintomática e o início do tratamento com mais celeridade.

O Teste do Pezinho é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios do estado e cerca de mil amostras são analisadas diariamente pelo Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Durante o ano de 2023, foram cerca de 200 mil amostras triadas e cerca de 400 diagnósticos confirmados e acompanhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Minas Gerais está sendo um grande exemplo para o Brasil no tratamento das pessoas com doenças raras. Não apenas identificamos, mas iniciamos imediatamente o tratamento e acompanhamento das nossas crianças. Estamos muito felizes que, logo no primeiro dia desta última ampliação, identificamos um bebê com AME e o tratamento já foi iniciado. Isso vai mudar tudo em sua vida, pois, do contrário, não apenas as sequelas, mas o risco de morte seria muito alto. Essa criança vai poder levar vida habitual como qualquer outra que não tem essa doença rara”, comemora o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Em 8/2, a família da pequena Heloísa, de apenas 19 dias, foi recebida por uma equipe multidisciplinar no Ambulatório de Doenças Neuromusculares do Hospital das Clínicas da UFMG, administrado pela Rede Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ela, que mora em Divinópolis, realizou o Teste do Pezinho no dia 30/1, e alguns dias depois veio o resultado: diagnóstico positivo para AME.

A tia da recém-nascida, que prefere não se identificar, fala que o primeiro sentimento foi de medo pelo futuro de Heloísa. “Foi um baque muito grande para todos nós quando soubemos do resultado do exame. Eu corri para a internet para entender melhor do que se tratava e fiquei realmente assustada. Chorei demais”, conta.

“Depois da consulta com os médicos, estamos bem mais tranquilos, por saber que foi muito melhor termos descoberto antes, graças ao Teste do Pezinho, e por saber que a Heloísa será bem cuidada. Temos que retornar para nova consulta em dois meses e a equipe vai fazer o acompanhamento do caso dela. Agora estamos com as melhores expectativas de que vai dar tudo certo no tratamento”, diz, aliviada.

Juliana Gurgel / Crédito: Débora Drumond

De acordo com a neuropediatra e professora do Departamento de Pediatria da UFMG, Juliana Gurgel Giannetti, a AME é uma doença neuromuscular progressiva que pode levar à morte, principalmente nos casos em que o início dos sintomas é precoce, devido ao comprometimento respiratório e da deglutição.

“A AME é considerada a segunda doença neuromuscular mais frequente da infância. Temos uma proteína que é muito importante para a sobrevivência do neurônio que está na medula. Se essa proteína não é produzida, por algum defeito genético, ocorre a perda desse neurônio e, como consequência, ocorre uma fraqueza muscular progressiva, que acomete os músculos dos braços, pernas, da respiração e da deglutição, por isso, é uma doença muito grave. Muitas vezes, os pacientes da AME Tipo 1 apresentam esses sintomas de forma intensa e precisam ser entubados, sem que o diagnóstico tenha sido feito”, aponta.

Juliana Giannetti é a médica que atendeu Heloísa já na primeira consulta, junto a uma equipe multidisciplinar, composta também por fisioterapeutas e fonoaudióloga. Segundo a neuropediatra, o diagnóstico pelo Teste do Pezinho foi primordial e o tratamento iniciado imediatamente.

“O melhor tratamento para a AME é aquele iniciado mais rápido. Pelos exames clínicos realizados, podemos determinar que a bebê não tem sintomas. Essa é a diferença crucial da ampliação da triagem neonatal, porque ela passaria pela consulta com o pediatra ou neuropediatra e não seria identificado nenhum sinal da doença. Então, quando retornasse ao médico, já poderia apresentar fraqueza, dificuldade para mamar ou respirar”, explica.

“Consideramos que essa criança foi diagnosticada no tempo certo, o que vai fazer toda a diferença na vida dela e da família. Vamos acompanhar seu desenvolvimento neuropsicomotor e acreditamos que os marcos naturais serão alcançados nas idades certas e ela terá o desenvolvimento de uma criança típica, e o melhor, sem sequelas”, ressalta a médica.

Para o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Aro, o diagnóstico da AME por meio do Teste do Pezinho, é um enorme ganho para toda a sociedade. “Se a criança não tem o diagnóstico correto, a doença evolui e isso compromete severamente seu desenvolvimento. Quando identificada no Teste do Pezinho, a criança realiza o tratamento adequado e passa a ter uma vida típica. É muito bom poder falar que estamos salvando a vida de milhares de pessoas que vão nascer com Atrofia Muscular Espinhal, mas que terão tratamento certo, na hora certa”, salienta Aro.

Tratamento e linha de cuidado

A Atrofia Muscular Espinhal (AME) é dividida em cinco tipos, sendo os Tipos 1 e 2 considerados os mais graves. Na AME Tipo 1, que é mais frequente, os sintomas começam nos primeiros três meses de vida. Na AME Tipo 2, os primeiros sintomas se manifestam entre os 6 e 12 meses.

“Temos outras formas de AME, em que os sintomas se iniciam mais tarde. O paciente pode atingir a capacidade de se sentar, mas tem dificuldades para andar, ou adquire a marcha, mas pode perder a capacidade de andar ao longo da vida. Sempre que diagnosticamos a AME, nas formas Tipo 1 e 2, temos indicação do tratamento aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) com medicação oral, usada diariamente, dentro de casa e medicação intratecal, em que é necessária internação para que o medicamento seja injetado no paciente, por meio de uma punção lombar”, explica Juliana Giannetti.

“São medicamentos de alto custo, custeados pelo Ministério da Saúde, que a SES-MG está fornecendo para os pacientes mineiros. De acordo com o protocolo técnico da Conitec, um dos critérios para indicar o uso da medicação é tratar pacientes pré-sintomaticos identificados pela triagem neonatal”, destaca a neuropediatra.

Tamara Braga, fisioterapeuta voluntária do Ambulatório de Doenças Raras HC-UFMG/Ebserh, faz parte da equipe multidisciplinar que atendeu o caso da pequena Heloísa. Ela conta que depois da primeira consulta, a linha de cuidados dispensados a essa criança envolve a atuação de vários profissionais.

Tâmara Braga / Crédito: Débora Drumond

“Essa bebê tem um contexto extremamente favorável, pois não apresenta sintomas. A atuação da equipe multidisciplinar vai ser para acompanhar o neurodesenvolvimento e fazer as avaliações motoras. Na equipe temos profissionais que fazem a fisioterapia motora, fisioterapia respiratória, fonoaudiologia com ênfase em linguagem e desenvolvimento, fonoaudiologia com ênfase em disfagia, terapia ocupacional, nutrição, ou seja, são várias especialidades envolvidas para uma linha de cuidado integral”, explica.

Teste do Pezinho

O exame é feito a partir do sangue coletado do calcanhar do bebê por meio de uma punção local e, por isso, é chamado de Teste do Pezinho. O indicado é que o material seja colhido entre o 3º e o 5º dia de vida, quando a criança nasce com nove meses (bebê a termo). Quando o bebê é prematuro, são necessárias três amostras para o teste, colhidas no 5º dia de vida, no 10º dia e 30º dia.

As gotinhas de sangue são colocadas no papel filtro e o envelope é encaminhado ao Nupad para processamento. O resultado é disponibilizado no site da instituição e, caso o resultado apresente alteração, o município de residência do paciente é acionado.

Dessa forma, as consultas e exames especializados são agendados para que seja feita a confirmação do diagnóstico. Caso confirmado o resultado para alguma das doenças triadas, o paciente é encaminhado imediatamente para o tratamento pelo SUS.

Confira as 15 doenças triadas atualmente pelo PTN-MG realizado no SUS:

  • Hipotireoidismo congênito
  • Fenilcetonúria
  • Doença falciforme
  • Fibrose cística
  • Deficiência de biotinidase
  • Hiperplasia adrenal congênita
  • Toxoplasmose congênita 
  • Atrofia Muscular Espinhal (AME)
  • Imunodeficiência Combinada Grave (SCID)
  • Agamaglobulinemia (AGAMA)
  • Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia muito longa (VLCADD)
  • Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia longa (LCADD)
  • Deficiência de proteína trifuncional – DPTC
  • Deficiência primária de carnitina – DPC
  • Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCADD)

Entre as possibilidades de tratamento para as três doenças incluídas no PTN-MG estão o transplante de medula óssea, o uso de imunoglobulina humana endovenosa e medicamentos que impedem a degeneração neuronal. 

FONTE AGÊNCIA MINAS

Minas confirma mais 10 mortes por dengue em 24 horas

Em novo balanço, os casos de dengue aumentaram quase 8% no estado

Minas Gerais confirmou mais 10 mortes por dengue na manhã desta quinta-feira (22). De acordo com os dados da secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o estado soma agora 36 mortes e 93.059 casos confirmados somente em 2024. O número representa um aumento de quase 8% em 24 horas. 

Em relação aos casos prováveis, Minas Gerais registrou 268.903 casos prováveis da doença. Já as mortes em investigação passaram de 147 para 155. 

Dados da chikungunya e zika

Em relação à chikungunya, foram registrados 29.864 casos prováveis da doença, dos quais 19.256 foram confirmados. Até o momento são cinco mortes confirmadas por chikungunya no estado, um a mais do que ontem, e 20 estão em investigação. 

Quanto à zika, a SES-MG informa que foram registrados 54 casos prováveis e seis confirmados para a doença, sem mudança em relação a quarta-feira. Não há mortes confirmadas ou em investigação por zika em Minas.

Belo Horizonte

O balanço dos números da dengue e outras arboviroses em Belo Horizonte foi divulgado nessa terça-feira (20/2) pela secretaria Municipal de Saúde. Os números apontam que os casos de dengue na capital subiram 28,72% em apenas quatro dias, saltando de 3.718 para 4.786 casos em 2024, com cinco mortes. 

Neste ano foram confirmados ainda 311 casos de chikungunya em residentes de Belo Horizonte, sem mortes. Há 396 casos notificados pendentes de resultados. No dia 16, os casos de chikungunya eram de 259. Como a dengue, também houve aumento, mas de 20%. Não há casos de zika confirmados na capital. 

O prefeito Fuad Noman (PSD) decretou situação de emergência em saúde pública na capital mineira devido ao número de casos de dengue, chikungunya e zika na cidade no sábado (17), por meio do Diário Oficial do Município (DOM). 

A decisão levou em consideração que BH atingiu uma incidência média superior a 300 casos prováveis de dengue por 100 mil habitantes, caracterizando um estado de epidemia estabelecida, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde.

FONTE ESTADO DE MINAS

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