Congonhas lança o Circuito Municipal de Museus

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Evento realizado no Museu de Congonhas contou com a presença de artistas, parceiros e servidores públicos municipais/Divulgação

A Prefeitura de Congonhas e a Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo (FUMCULT) anunciaram, nesta segunda-feira, 20, a criação do Circuito Municipal de Museus, em evento realizado no Museu de Congonhas e que contou com a presença de artistas, parceiros e servidores públicos municipais. Ao longo do último ano, foram realizadas parcerias com entidades, empresas, fundações, UNESCO, o Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e Governo do Estado de Minas Gerais, para concretização de um dos maiores programas de ação cultural do interior do estado, que dará vida nova a museus, centros culturais e igrejas de Congonhas localizadas num percurso histórico de devoção e fé. Serão promovidos na ladeira histórica da cidade – onde os equipamentos estão instalados -, shows, concertos, bate-papos, seminários, lançamentos de livros, CDs, oficinas, workshops, exposições, especiais de televisão e um amplo programa educativo.

Os projetos artísticos foram elaborados para potencializar o turismo e a cultura de Congonhas, cidade que há 30 anos ganhou o título de “Patrimônio Cultural Mundial”. A proposta foi escolhida em diálogo com as diretrizes internacionais estabelecidas pela UNESCO, que elegeu 2017, o ano para garantir que “o turismo sirva para preservar, em vez de destruir o patrimônio multifacetado do mundo, contribuindo para o bem-estar e a dignidade das comunidades, além de proporcionar a reunião das pessoas”.

O secretário municipal de Comunicação e Eventos, Sergio Rodrigo Reis, destaca que o Circuito Municipal de Museus irá potencializar o cenário cultural e artístico da cidade. “Já temos, naturalmente, um percurso de devoção e fé, recheado por turismo e cultura. Estamos utilizando esse percurso para ativar cultura, arte e entretenimento. Temos ideias semelhantes a essa sendo empregadas com muito sucesso em algumas partes do mundo, como nos Estados Unidos e na França. No Brasil, uma experiência como essa foi adotada na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte”, completa.

Os eventos foram divididos em eixos programáticos que pretendem ampliar e fomentar as atividades da economia criativa de Congonhas, potencializar a agenda dos espaços culturais e estabelecer um amplo programa local de educação patrimonial. A proposta vai ao encontro de um momento histórico no município quando se celebra, em 2017, a origem das suas principais devoções religiosas: 260 anos da peregrinação a Bom Jesus de Matosinhos e 200 anos da fé a São José Operário.