Copa Amalpa: Casa Grande esnoba goleada de 6 a 3, coloca mão na taça e provoca Lafaiete

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Torcida lotou o estádio Torquatão e vibrou com a vitória de Casa Grande/CORREIO DE MINAS

Foi um jogo digno de uma grande decisão e todos os ingredientes estiveram presentes em campo. Não faltaram emoção, garra, empurrões, provocações, expulsões, chuva, torcidas inflamadas e muitos gols.

Assim se resume o que aconteceu na tarde de ontem, dia 19, no primeiro jogo da final da Copa Amalpa. A seleção de Casa Grande não tomou conhecimento do adversário e aplicou uma goleada de 6 a 3 contra Lafaiete credenciando a levantar a taça.

A segurança foi reforçada. Apesar do clima de rivalidade o jogo foi disputado dentre lealdade apesar de muitas jogadas violentas. O Casa Grande começou a todo vapor e aos 2 minutos, Joni fez 1 a 0. Um minuto depois, Marco Túlio amplia para 2 a 0 incendiando o Estádio Torquatão. Nos dois gols o sistema defensivo lafaietense falhou. “Sai da frente. Aqui em Casa Grande é diferente”, bradava em alto som a torcida casagrandense desafiando o adversário.

Defesa lafaietense falhou em vários lances de gols/CORREIO DE MINAS

Aos 20 minutos, o artilheiro do torneio, Tiago Arcenio, do Casa Grande, deixou o campo contundido. Em seu lugar entrou Mulico, autor do gol que garantiu na semana passada a classificação na vitória por 1 a 0 contra Lamim.

Aos 22 minutos, Rogério arriscou de fora de área e goleiro Gabriel levou um frango fazendo 3 a 0 para Casa Grande. Na comemoração, o reserva Danilo, do Casa Grande, foi expulso.

Aos 25, o lateral direito, Bode, chutou de fora de área e goleiro Weverton aceitou, mas o gol foi anulado. O jogadores partiram para cima do bandeira Vander, iniciando um tumulto.  Aos 37, em outro vacilo da defesa, Marco Túlio fez 4 a 0, dando números finais ao primeiro tempo.

Segundo tempo

Lafaiete reclamou de gol anulado e fez pressão sobre bandeirinha/CORREIO DE MINAS

Veio a segunda etapa e Lafaiete fez duas trocas entrando Dudu e Michael e o time foi para cima do rival. E as substituições deram resultado. Aos 3 minutos, Kaká, de cabeça, fez o primeiro gol para Lafaiete e dois minutos depois Dudu fez o segundo tento. No placar 4 a 2 e Lafaiete entrou no jogo e quando estava melhor momento na partida, aos 8 minutos, Mulico fez o 5º de Casa Grande.

Aos 16 minutos, a seleção local fez duas substituições. Aos 18 minutos, Dieguinho, que acabara de entrar fez o sexto gol. Aos 18, o técnico Tucano fez mais duas substituições e Lafaiete era todo ataque. Aos 28, Merlon entrou no lugar de Ian, na equipe de Casa Grande.

Aos 38, Isaac cobrou penalidade e fez o 3º gol de Lafaiete. E aí começou a maior confusão e tumulto e o goleiro Weverton, de Casa Grande, foi expulso e o atacante Issac, levou amarelo. O atacante Merlon tomou as luvas e virou arqueiro. A partida ficou paralisada por 10 minutos quando um torcedor de Casa Grande passou mal foi atendido por um enfermeira.

Quando a partida reiniciou os ânimos estavam mais calmos. Aos 40, Wesley foi expulso e Casa Grande terminou a partida com 2 a menos. Ao apito final do juiz, a torcida desabafou e provocou Lafaiete. “Temos que passar um borracha”, dizia o lateral Jessi, de Lafaiete. Do outro lado, o técnico do Casa Grande, usava o tom da humildade. “Não tem nada ganho. Eles têm um grande equipe, mas vamos para vencer e jogar de igual para igual”.

A final

Jogadores e comissão técnica de Casa Grande comemoram gol/CORREIO DE MINAS

No próximo domingo, dia 26, no Campo do Mineiro, Lafaiete joga entra em campo tentando reverter o placar adverso. A equipe de Casa Grande precisa de um empate simples para conquistar um título inédito. Pelo regulamento, o saldo de gols será critério de desempate na prorrogação.

A Lafaiete cabe a missão de vencer no tempo normal e ainda derrotar Casa Grande na prorrogação. Caso Lafaiete triunfe por um placar de três gols de diferença levanta a taça que vencer na prorrogação. Persistindo o empate, o campeão será decidido nas cobranças de pênaltis.