Diretoria do Atlanta reclama de má vontade da prefeitura em uma parceria para construção de muro de arrimo e contenção

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Anda estremecida a relação entre a diretoria do Clube Atlanta e a prefeitura de Lafaiete. A construção de um muro de arrimo na rua Melvin Jones, na região central de Lafaiete, que traz perigo para pedestres e carros, foi o estopim entre as partes. Carlos Eduardo, Presidente do Clube, conta que na década de 90 o clube deixou que a prefeitura passasse em seus terrenos um cano de rede pluvial para ajudar no escoamento de água favorecendo o escoamento e prevenindo possíveis enchentes. Em 2015, a diretoria do clube procurou a prefeitura, na gestão do ex prefeito Ivar Cerqueira (PSB), e propôs a retirada dos tubulões. A obra foi feita em parceria com a administração e o clube construiu todo o passeio lateral, ajardinou e colocou bancos ao entorno do imóvel, situado perto da rodoviária. Porém o peso da máquina retroescavadeira estragou o passeio. Com a infiltração de água desde 2015 os buracos comprometeram a rua e ainda por cima destruiu, em dezembro de 2015, um muro de arrimo antigo, construído a mais de 20 anos pela prefeitura.

Por causa da situação as chuvas do ano passado levaram barro e lama para dentro do clube causando transtornos e prejuízos. A diretoria chegou a procurar a defesa civil. Antes da posse, o presidente Carlos Eduardo explicou a situação ainda ao futuro prefeito Mário Marcus (DEM) que se sensibilizou com o clube, sinalizando a possibilidade de parceria. “Fomos parceiros da comunidade e da prefeitura e acreditávamos que a parceria continuaria”, explicou Carlos. Ainda em janeiro deste ano, o clube protocolou um pedido de parceria para a construção de muro não obtendo resposta da prefeitura. O Ministério Público, cuja sede fica ao lado do clube, e bem próximo da erosão, pediu solução para o problema sob o temor de comprometer o seu imóvel. Em 31 de maio em reunião, na sede do Ministério Público, o Atlanta insistiu em uma parceria com a prefeitura que também não prosperou. O clube propôs que a prefeitura entrasse com maquinário, areia e terra, o restante, desde projeto e mão de obra seriam bancados pelo Atlanta. A proposta não avançou.

Muro de contenção, arcado pelo Atlanta, vai trazer segurança para motoristas e pedestres/CORREIO DE MINAS

Na reunião entre as 3 partes o clube assumiu toda o custeio e a construção da obra. Com prontidão e agilidade a diretoria se movimentou contratou um engenheiro para acompanhar a obra da erosão. Hoje a pleno vapor a contenção deve ficar pronta até final de julho, recuperando a rua e oferecendo segurança a quem transita no local. Hoje a área está isolada por precaução já que a erosão toma parte da rua.

O presidente Carlos Eduardo como a diretoria do Atlanta lamentam a morosidade da decisão da prefeitura como também a negativa de parceria já que a erosão foi causada por máquinas da própria prefeitura. “O que gente pedia era menos de 20% do total da obra. O restante o clube iria bancar. Não estávamos pedindo nada de privilégio, mas o reconhecimento de uma dívida com o clube por parte da prefeitura, de longos anos. A erosão foi provocada pela prefeitura. A obra é em uma área pública. Acredito que faltou boa vontade em promover esta parceria em prol do próprio interesse público. Isso a gente lamenta já que o diálogo não prosperou. Quando se quer construir uma parceria com uma entidade as coisas acontecem. Mas o Atlanta com toda a sua diretoria está promovendo uma obra que vai beneficiar toda a população. Infelizmente não fomos reconhecidos pelo poder público”, finalizou Carlos Eduardo.