Experiência de construção de casas populares rurais em Belo Vale é modelo para região

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Com a racionalização dos recursos foi possível instalar aquecedor solar nas 83 moradias construídas

Uma experiência pioneira de Belo Vale na construção de moradias populares para camadas da sociedade de baixa renda é modelo para a região. Recentemente foram entregue pelo PNHR (Programa Nacional de Habitação Rural) 83 casas contemplando famílias, muitas da quais em situação de risco social, e resgatando a dignidade de belovalenses. A experiência foi capitaneada pela ONG INSTITUTO AQUA XXI que concebeu, captou e executou o projeto desde o seu início até a entrega das moradias. O empreedimento belovalense vai participar do Prêmio nacional de Melhores Práticas na área de moradia e sustentabilidade do Ministério das Cidades e será replicado na região.

Solenidade de entrega das moradias rurais/Reprodução

As 83 casas foram construídas em sistema de auto gestão. O que difere o projeto de outras experiências é que ele agregou o conceito de sustentabilidade. “Mais que a moradia nós agregamos energia solar, fossa séptica em comunidades carentes, preservação de nascentes com plantio de mudas em áreas remanescentes de mineração. Como também incentivamos os assistidos com o plantio de hortas familiares nas 83 unidades habitacionais para fortalecer a agricultura orgânica. Nosso projeto foi além da entrega das casas”, explicou o sociólogo da ONG, Newton Emediato Filho.

Ao longo da execução do projeto, paralelamente os moradores participaram de palestras informativas para estruturar as famílias nas novas moradias,  e informações sobre meio ambiente, trabalho e renda e educação patrimonial.

Entrada principal do quilombo da chacrinha em Belo Vale MG/Divulgação

Um diagnóstico realizado nas comunidades assistidas constatou que falta de saneamento básico e um nível elevado de consumo de bebidas alcoólicas. “Na medida do possível, estes problemas foram solucionados. Quanto ao saneamento básico, construímos as fossas sépticas em todas as unidades e quanto ao alcoolismo, levamos especialistas que abordaram o tema”, avaliou o sociólogo. Em algumas comunidades a queda no consumo de bebida foi constada.

Com parceria da EMATER foram introduzidas nas comunidades a importância dos produtos agroecológicos para uma mudança de uma alimentação mais saudável com produção de alimentos sem agrotóxicos. “Mais que moradias melhoramos auto estima, incentivamos a melhoria alimentar e perspectivas de aumento da renda”, avaliou a presidenta da ONG, Glória Maia, comemorando os resultado e feitos da experiência exitosa com impactos no êxodo rural.

Radiografia e mudanças

Horta familiar na casa da Beneficiária Lizânia no Quilombo da Chacrinha em Belo Vale MG/Divulgação

A radioagrafia da comunidade antes do projeto de moradia era essencialmente, nas condições em que viviam muitas famílias quilombolas, tanto na Comunidade Quilombola Boa Morte e no Quilombo da Chacrinha e em comunidades tradicionais como Borges, João Dantas e João Dantas de Cima. Eram casas de pequenos cômodos que abrigavam demasiado número de moradores e, alguns,ainda, pagando aluguel. No Quilombo da Chacrinha, identificaram-se famílias morando em situação de risco – bem próximo à linha férrea e, após a construção das casas, foram remanejadas, passando a habitar dignamente.Outro aspecto relevante do trabalho é que se conseguiu trazer de volta às comunidades rurais famílias que estavam morando na cidade de Belo Vale, em condições precárias e pagando aluguel, pois não tinham onde morar em seus locais de origem. Quanto à aquisição do aquecedor solar em todas as 83 casas construídas, a principal estratégia para obter esse ganho, uma vez que o aquecedor solar é opcional no programa, foi o desempenho do Instituto na racionalização dos recursos financeiros, comprando materiais diretamente dos fabricantes, além do uso correto dos materiais de construção adquiridos.Esta economia propiciou a compra de material de qualidade e com menor preço.Por ser a preservação ambiental uma das metas do Instituto, houve a preocupação em analisar criteriosamente a legislação ambiental no que tange à utilização de madeiras que não comprometessem os biomas Cerrado e Mata Atlântica brasileiros. Toda a madeira utilizada nas construções das unidades Belo Vale foram devidamente fiscalizadas e de uso adequado. Outra conquista relevante foi a melhoria da mobilidade rural nas comunidades, com a instalação da energia elétrica e o destino correto do esgoto sanitário, que antes escorria a céu aberto. O projeto de moradia popular rural compartilhou parcerias com a EMATER, FETAEMG, Prefeitura Municipal de Belo Vale, Secretaria de Saúde, Secretaria de Assistência Social, Defesa Civil, CEMIG e o IEF/MINAS GERAIS que fez doações de mudas nativas do cerrado. “Tais parcerias foram imprescindíveis para a obtenção de resultados históricos no município, o que nos trouxe grande aprendizagem e alegria”, resumiu Glória.

Projeto incentivou plantio de árvores nativas e preservação das nascentes/Reprodução

Novos projetos

Grande experiência que o projeto trouxe ao INSTITUTO AQUA XXI que agora conta com habilitação no Ministério das Cidades.  Diante disto, o Instituto já se prepara para realizar um novo projeto, com o compromisso de reaplicar e melhorar todas as experiências até aqui acumuladas em outros municípios vizinhos. O novo projeto contemplará Moeda, Jeceaba, Belo Vale e Congonhas, totalizando mais 260 novas moradias. O projeto tem previsão para 2018.

 

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