Falta de garantia inviabilizou instalação de bombeiros em Congonhas

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Capitão Ronaldo e o Presidente da Câmara Adivar Barbosa/CORREIO DE MINAS

A falta de garantia para construção de uma unidade dos bombeiros inviabilizou a instalação de um pelotão padrão em Congonhas. A afirmação foi do Capitão BM Ronaldo Rosa Lima, comandante da 2ª Companhia de Bombeiros Militar, sediada em Lafaiete, em conversa ontem, dia 4, pela manhã durante sessão na Câmara. Ele foi convidado pelo Legislativo para explicar a demora nas negociações para que a “Cidade dos Profetas” receba uma unidade da corporação, solicitação que se arrasta há pelo menos 8 anos. Segundo ele o investimento estaria em torno de R$ 2 milhões. Durante quase 2 horas o Comandante respondeu a inúmeros questionamentos dos vereadores. Lafaiete banca R$108 mil ao ano com o custeio dos bombeiros, como água, energia e manutenção das estrutura física.

Ronaldo reforçou a necessidade de Congonhas ter uma unidade do Corpo de Bombeiros lembrando as características próprias  como  a vulnerabilidade como a possibilidade de enchentes, o cuidado com patrimônio histórico e BR 040 cujo trajeto é o mais perigoso nos mais de 1 mil km de rodovia . “È mais que urgente que a cidade precisa de um pelotão pelos problemas que Congonhas enfrenta”, assinalou, explicando a 2ª Companhia trabalha em 21 municípios para um público de 350 mil pessoas, mas com um efetivo de 66 militares.

Em 2010, quando ocorreu um incêndio em casarões próximo a Basílica, o trabalho dos bombeiros conseguiu debelar as chamas e afastar o risco de uma tragédia, caso que espertou para necessidade de um pelotão na cidade. “Muita das vezes a nossa capacidade de atendimento escapa da nossa responsabilidade pelo nosso pequeno efetivo, mas damos total apoio a Congonhas pela sua importância”, disse Ronaldo lembrando que as negociações sobre instalação do pelotão estão diretamente ligadas a prefeitura e o comando da corporação. Ele disse que as tratativas avançaram e aguarda uma boa notícia ainda este ano.

Ronaldo disse que um pelotão teria 30 bombeiros e pelo menos 12 veículos para os diversos atendimentos, como resgate, fiscalização e incêndio e pânico.

Outra alternativa seria a instalação de um posto avançado do Corpo de Bombeiros com veículos e de 16 a 20 bombeiros, sendo 4 de plantão.  Segundo ele a efetivação do pelotão ainda não aconteceu por garantias de construção padrão e o custeio da fração dos bombeiros em Congonhas. Ele disse que o terreno oferecido pelo município, perto do Cefet, está em estudo técnico de viabilidade, porém a sede perto da rodoviária não ia atende aos bombeiros.

Hoje para se protocolar um projeto de prevenção o empresário tem de se dirigir a Lafaiete. O Comandante disse que a Câmara aprovou convênios de ajuda e custeio ao corpo de bombeiros mas não foram efetivados.

Ronaldo disse que muitos empresários contratam o Auto de Vistoria do Corpo de bombeiros não executam impendido a adoção de mecanismos de prevenção. Na parte história foram instalados 5 hidrantes que auxiliam no reabastecimento dos carros dos bombeiros.

O presidente da Câmara, Adivar Barbosa (PSDB) enalteceu o esforço do governo municipal, MS que recentemente o prefeito se reuniu com o comando dos bombeiros quando ficou acertado que ainda este ano Congonhas seria anunciada no plano de investimentos para instalação do Pelotão.