Ficou para depois: relator da comissão processante pede mais prazo e a entrega de relatório para dia 12

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Comissão tem até dia 2 de junho pelo arquivamento ou pelo impedimento do prefeito Ivar face as denúncias de supostas contratações sem autorização legislativa; membros da comissão divergem

Após gerar expectativa os integrantes da comissão processante, formada pelos vereadores Pastor Boaventura (PSDB), Tarciano Franco (PRTB) e Carlos Magno (PT) adiaram para o próximo dia 12 de maio a divulgação do relatório final sobre as denúncias de possíveis ilegalidades na contratação de monitores educacionais de inclusão para trabalhar com alunos especiais sem a autorização legislativa.

A reunião aconteceu no final da tarde desta quinta feira, dia 28, no plenário antes da sessão ordinária.

O relator da Comissão Processante, Tarciano Franco, favorável ao arquivamento da denúncia, disse que solicitou mais tempo para analisar os fatos, como também o projeto enviado esta semana à Casa pelo executivo que regulariza as contratações temporárias por tempo determinado. O projeto pode fim à polêmica.

Os vereadores Boaventura e Carlos Magno votaram favoráveis ao pedido do relator. A comissão tem até dia 2 de junho para apresentar o relatório dos fatos apurados e em seguida votar em plenário. Independente da comissão julgar pela procedência ou não das denúncias o relatório vai votação final dos 13 vereadores que poderá opinar pelo arquivamento ou impedimento do prefeito Ivar (PSB).

“Temos que ter muita responsabilidade neste momento e analisar com muito critério e imparcialidade, sem qualquer paixão, as denúncias”, disse Franco.

Nossa reportagem ouviu o presidente da Comissão Processante que manifestou ao contrário de seu colega relator. “Este projeto enviado a Câmara não tem nada haver com as denúncias apuradas na Comissão. Ele veio depois dos fatos acontecidos. Posso ser voto vencido mas não posso aceitar esta justificativa. Então o relator pediu mais prazo para postergar o relatório, mas ao certo estão confundindo o projeto com a comissão. Temos que separar os dois fatos que analisamos na comissão”, comentou.