Glaycon Franco mira a Amalpa para ampliar força política da região no governo do Estado

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Glaycon Franco quer buscar a união de esforços para que o Estado reconheça a força da região

A vitória de Mário Marcus (DEM) não só altera o quadro político trazendo de volta um grupo novo, como muda a geopolítica regional. Desde 2012, com ascensão de Ivar Cerqueira (PSB) ao poder, a Amalpa ganhou um perfil de atuação. Nesse formato e com distensão entre as duas principais lideranças lafaietenses, o deputado afastou-se da entidade. Em diversas reportagens no CORREIO DE MINAS, ele mesmo reclamava que não era convidado aos encontros mensais e do tratamento a ele dispensado.

Com a eleição de seu pupilo, a entidade passou a prioridade no radar do deputado Glaycon Franco.

Glaycon Franco quer buscar a união de esforços para que o Estado  reconheça a força da região
Glaycon Franco quer buscar a união de esforços para que o Estado reconheça a força da região

Ele já intensifica contatos pela região estreitando laços com os novos eleitos como também preparando terreno para que a entidade assuma um novo papel de protagonismo político. “Precisamos através da Amalpa mostrar e com isso queremos mais recursos e mais atenção do Governo do Estado”, reforçou o deputado, durante entrevista na semana passada.

Como sempre foi um “acordo de cavaleiros” Lafaiete tradicionalmente assume o comando da entidade no primeiro ano da safra dos novos prefeitos. Agora resta saber que, caso Mário Marcus aceite a direção da entidade, quem ele vai indicar para assumir a secretaria executiva.

Diversos nomes são ventilados e um deles pode ser o ex prefeito e ex secretário executivo da entidade, entre 2008 e 2012, Vicente Faria, que reúne qualidades de liderança e articulação.

Resistências

O que nossa reportagem pode apurar é que há resistências de diversos prefeito em relação a atuação da entidade. Além do alto custo de manutenção, há críticas direcionadas a cabide de emprego na entidade e que ela não corresponde a sua finalidade precípua. O novo presidente deve enfrentar estas críticas. Cada município repassa 1% do Fundo de Participação dos Municípios, o que pode chegar a mais de R$5 mil/mês.