Governo do Estado nomeia interlocutor para retomada do Hospital Regional

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Ação proposta pelo Ministério Público quer reparação de danos e suposto desvio de recursos o hospital regional/Arquivo
Governo do Estado nomeia interlocutor para retomada do Hospital Regional/Arquivo

A novela do hospital regional de Lafaiete tem agora novos e decisivos capítulos. Há mais de 6 anos paralisada, a obra é um imbróglio que mescla inúmeras versões em tono de seu atraso. Negligência, descaso, falta de recursos, superfaturamento são algumas das justificativas apontadas para a sua paralisação. Enquanto isso, a obra seria a solução para os problemas de saúde enfrentados por Lafaiete e a região.

Esta semana durante reunião da Federação das Associações de Bairros (Famocol), o prefeito Mário Marcus (DEM)foi questionado sobre a real situação do equipamento e antecipou às lideranças, que acatando um pedido do deputado Glaycon Franco (PV), o Governador Fernando Pimentel (PT) nomeou um interlocutor, ligado a Secretaria de Governo (SEGOV), que cuidará diretamente das demandas do hospital regional.  O imóvel foi repassado ao Estado para agilizar a retomada da obra, mas esbarra em intravesses legais e burocráticos.

Mário Marcus ressaltou que o hospital é a prioridade regional dentro das demandas do Fórum Regional e especula-se que com a presença em outubro em Lafaiete o governador anuncie a tão sonhada retomada da obra. “A gente deposita confiança que o governador vá anunciar esta obra que é prioridade regional, ou então estes fóruns regionais nada resolvem“, desabafou.

Após a nomeação do interlocutor, o que demonstra sinalização do governador em resolver esta pendenga, na terça feira, dia 18, o prefeito esteve reunido na Cidade Administrativa para avançar nas análises técnicas e legais que envolvem a obra complexa. “Nós precisamos conhecer a real situação estrutural do prédio do hospital. Ele vem se deteriorando a cada ano. A situação do convênio firmando a época, em 2008, é outra situação a ser analisada, inclusive alvo de ação do Ministério Público. Então temos que discutir,analisar para avançarmos para destravarmos esta obra das burocracias e enfim chegarmos a sua conclusão. A operacionalidade e funcionalidade serão outros desafios”, pontuou Mário Marcus.