Idas e volta da política: ao votar contra denúncia, PT lembra a Ivar a cassação de Júlio Barros

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Pacto ou não, Tarciano Franco diz que sugeriu ao prefeito o envio de projeto

para por fim da polêmica

 

Quis o destino que a bancada do PT fosse o fiel da balança na vitória contundente de Ivar na Câmara livrando-o de uma eventual cassação a quase 6 meses de encerrar seu mandato. E o PT ainda levou consigo o voto do vereador Benito Laporte que afirmou que votaria junto com a sigla.

Depois de certo suspense do partido, tão logo o vereador Carlos Magno (PT) discursou e declinou seu voto pelo arquivamento, a vitória de Ivar descortinava no plenário, já que pela contagem os votos do PT eram suficientes para o prefeito livrar-se um afastamento. Magno disse que não havia provas suficientes para cassar o prefeito e a denúncia era sem fundamento. “Não houve má fé e  sequer prejuízos ao município. Aqui não é momento de vingança, como foi há anos atrás com o ex prefeito Júlio Barros. As urnas devem ser respeitadas e quem cassa o prefeito é o povo”, sentenciou. À época, em 2007, Ivar foi um dos principais defensores da cassação do ex prefeito.


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Em seguida foi a vez de Toninho do PT discursar também contra a denúncia seguindo a argumentação de seu colega. Ele comparou o quadro local e nacional. “Somos oposição, mas vamos fazer uma análise a partir do ângulo dos alunos especiais. Eu ainda discordo das contratações e digo que faltou planejamento. Nossa posição foi coletiva e acredito que não houve prejuízos ou dolo”.

O relator da Comissão Processante, Tarciano Franco (PRTB), fez uma síntese do relatório e criticou o denunciante, Valdney Alves. Ele insinuou efeitos políticos e eleitorais na acusação. “Não vi nada de ilegal na denúncia que não tem respaldo. Isso que o prefeito passa aqui é uma covardia. Tudo poderia ter sido resolvido em uma conversa com o denunciante”, criticou. E emendou: “Nós sugerimos ao prefeito que enviasse o projeto para regulamentar a situação dos monitores. E ele fez isso. Para mim a polêmica está encerrada”.

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Benito Laporte (PROS) também defendeu a idoneidade do prefeito. “Não quero que cassem o prefeito e sou contra a denúncia”, discursou Divino Pereira (PSL). Já Gildo Dutra criticou o denuncismo atual, como também desclassificou a acusação contra Ivar.

Pedro Américo (PT) foi bem autêntico. “Acredito que houve erros e não vejo motivos para cassação. Agora neste período surgem muitas denúncias e muita gente tira proveito do momento eleitoral. E a Câmara já tem várias denúncias aqui. È o povo que tem de cassar”, comentou. Fernando Bandeira também repudiou a denúncia e pontuou pela legalidade da administração.

 

“Não há perseguição”, avaliam os vereadores 

A principal linha jurídica defendida pelos vereadores favoráveis ao afastamento é que o prefeito não agiu de má fé, mas cometeu infração. O Presidente da Comissão Processante, Pastor Boaventura (PSDB) houve ilegalidade no ato e prefeito deveria ser punido. Para ele a contratação em caráter excepcional não poderia passar de 180 dias, o que não ocorreu. “O prefeito fez a coisa certa de maneira errada. Houve ilegalidades em sucessivos editais e o prazo de contratação e ultrapassou o limite de 180 dias. Então isso não é perseguição. O que a gente percebe que faltou planejamento e feriu o princípio da legalidade”, justificou.

Sessão ivar

João Paulo, um dos mais ferrenhos opositores, disse que a conduta feriu a legislação. “Era necessária uma lei específica. Isso não temos qualquer dúvida. Na verdade os editais mascaram a falta de planejamento. Não estamos aqui para julgar se o prefeito é honesto ou não. Quanto a isso não temos dúvida, mas na Câmara a punição é política”, frisou. Pedro Loureiro considerou os editais violaram a lei municipal. “Não podemos negar que houve infração do prefeito”, considerou.

Fotos:CORREIO DE MINAS

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