Jubileu de Congonhas: a fé que movimenta o comércio

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As barracas enfileiradas na ladeira trazem não só produtos, mas também histórias de todos os cantos. Há 27 anos Maria Salete Souza sai do Ceará para participar do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Em uma caminhonete, ela e seu marido viajam durante três dias para chegar a Congonhas, onde vendem produtos artesanais, como pano de prato, toalhas e tapetes. Emocionada, Maria Salete conta o motivo que a trouxe à Cidade dos Profetas: “Comecei a participar da festa para ganhar dinheiro e formar meus dois filhos. Agora meu sonho está se cumprindo: eles já estão se formando”. Para ela, Congonhas é como se fosse seu lar. “Eu me sinto em casa aqui. Fiz muitas amizades. Quando subo a ladeira e vejo o Santuário, parece que estou vendo ele pela primeira vez. Me sinto renovada”, completa.

O comércio no Jubileu consolidou vocação comercial da festa religiosa

O vendedor José Eduardo, de São Paulo, veio ao Jubileu pela primeira vez em 1971. Ficou os últimos 10 anos sem participar da festa, mas este ano retornou. “É muito bem organizado. Tenho muita fé no Bom Jesus. Pretendo voltar no próximo ano. Enquanto eu tiver vida, vou continuar. Tenho até vontade de morar aqui em Congonhas. Gosto muito da cidade”, destaca.

 Nas ladeiras íngremes e em volta da Basílica, o comércio monopoliza a maior festa de Congonhas que atrai mais de 100 mil pessoas durante 15 dias. A fé como o comércio movimentam a economia local. Para os congonhenses é momento de faturar com alugueis de casas, estacionamento, venda de marmitex e outras atividades que geram um bom rendimento extra.