Mário Marcus vai a Câmara e explica que iluminação pública foi suspensa porque prefeitura negocia preços que vão economizar R$ 50 mil/mês

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O prefeito Mário Marcus garantiu que licitações seguem seu curso normal /CORREIO DE MINAS

Usando o discurso do interesse público e da eficiência na aplicação dos recursos, o prefeito Mário Marcus (DEM) explicou aos vereadores ontem a noite na Câmara, dia 17, as razões pelas quais levaram a suspensão dos serviços de iluminação pública prestados pelo Consórcio Intermunicipal de Iluminação Pública. Ele disse que não é interesse deixar o consórcio, porém os preços mais baixos praticados por outros consórcios que atendem as prefeituras da região forçaram a administração negociar as tarifas. “Zelo pelo interesse público e pela boa gestão dos recursos. Como tal me deparei com a prefeitura pagando preços mais elevados pelos serviços do que outras prefeituras de outros consórcios. Estamos negociando os valores. Por isso vim aqui explicar a todos as razões que movem nesta causa”, assinalou.

Há mais de 2 meses o serviços de iluminação pública foram suspensos por falta de pagamento. Mário Marcus justificou que vem tentando a exaustão todos os tipos de negociações com o consórcio, mas não houve entendimento.


Mário Marcus defendeu que negociação com Casip levam em conta a economia e os princípios da administração pública/CORREIO DE MINAS

Isso porque, segundo ele, a prefeitura detectou falhas e irregularidades na licitação feita pelo Casip na qual a empresa Quarker foi e vencedora. “Como gestor posso ser penalizado em não zelar pela aplicação correta dos recursos públicos. No primeiro momento procuramos negociação, mas não avançaram. Acredito que não houve a rapidez necessária para resolver a questão. Mas antes buscamos a negociação para evitar a suspensão”, relatou, criticando que alguns documentos solicitados pela prefeitura não foram repassados. “Nossa posição sempre foi de continuar no consórcio, mas queremos negociar”, disse afirmando que situação idêntica ocorreu com Ecotres (consórcio que gere o aterro sanitário) e em um curto de espaço de tempo foi solucionada. A fundamentação da prefeitura na qual ela justifica suas razões pela negociação dos novos preços foi enviada ao Ministério Público, Tribunal de Contas e a Câmara, como ao Casip.

Mário contou que em um segundo momento os prefeitos e procuradores dos municípios consorciados entenderam a proposição da prefeitura, mas as negociações travaram no valor dos novos preços a serem praticados. Lafaiete com um parque de iluminação pública de 12 mil pontos e pagava R$7,60/mês por cada um deles pela manutenção feita pelo Casip. Mário alega que o valor é bem acima do mercado.

Durante as negociações o valor chegou a R$6,70, porém a prefeitura defende R$4,99. “Foi graças ao nosso empenho e esforço que conseguimos diminuir o valor beneficiando os municípios”, ressaltou.

Na Câmara, Mário Marcus defendeu as negociações da prefeitura com o Casip que já beneficiam os municípios consorciados com redução de tarifas/CORREIO DE MINAS

Ele explicou Lafaiete economizaria com o valor final proposto pelo Casip de mais de R$ 50 mil/mês. “Como no consórcio, a prefeitura busca preços mais baixos, estamos fazendo em todas as áreas da administração conseguindo preços mais baratos como o cimento, o papel e outros. Assim vamos investir em creches e escolas”, afirmou.

Mário adiantou que as tratativas estão na fase final. Ontem, dia 17, os representantes da prefeitura e Casip se reuniram e assinaram um termo em que definiram o prazo de 48 horas, a se encerrar na próxima quarta feira, dia 23, para encerrar as negociações. “Se o Casip entender que nosso preço será mais viável, traremos outros municípios como Ouro Branco e Congonhas para se integrar ao consórcio e fortalecê-lo. Volto a frisar de que acima de tudo está o interesse de Lafaiete. Ou permanecemos dentro da nossa proposta ou desligaremos e vamos procurar outro consórcio”, finalizou, deixando o plenário aplaudido pelos vereadores.