Moradores de Bento Rodrigues conhecem projeto do novo distrito

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Um ano após a barragem de Fundão se romper, as famílias que moravam no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, totalmente destruído pela lama, conhecem o novo local para viver. Neste sábado (28), a partir das 9 horas, eles participam de uma assembleia no Centro de Convenções, para validação do projeto urbanístico para a reconstrução da nova vila. O novo distrito será erguido em um local conhecido como Lavoura.

Trata-se de etapa necessária para o processo de reassentamento das mais de 200 famílias que perderam suas moradias em virtude do rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em novembro de 2015. Para que seja aprovada essa fase do projeto, é necessária a presença de ao menos um representante de 75% das famílias de Bento Rodrigues atingidas e o voto positivo de 75% dos presentes.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG acompanhará a votação e fará o registro em ata para evitar qualquer irregularidade no processo. Além disso, uma nova votação será realizada posteriormente para aprovar o projeto arquitetônico final. O promotor de Justiça Guilherme de Sá Meneghin, enfatiza que o MPMG sempre fiscalizará todas as ações da empresa para resguardar os direitos dos atingidos no processo de reassentamento.

ENTENDA – O rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, ocorreu em 5 de novembro de 2015 e liberou mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Considerado a maior tragédia ambiental do país, o episódio provocou devastação da vegetação nativa, poluição da bacia do Rio Doce e destruição dos distritos de Bento Rodrigues e de Paracatu, além de outras comunidades.

Decreto governador ajuda Samarco a voltar

Um decreto assinado pelo governador de Minas, Fernando Pimentel, deixa a Samarco Mineração mais perto de retornar as atividades. A legislação autoriza que licenças ambientais prévias (LP) e de instalação (LI) sejam emitidas juntas para qualquer projeto, o que possibilita agilidade nas obras da Cava de Alegria Sul. A estrutura é necessária para o depósito de rejeito, já que não tem conexão com o sistema de barragens de Germano e Fundão, onde ocorreu o rompimento que provocou a tragédia em novembro de 2015. Com isso, ganha força o cronograma que prevê o retorno da empresa em julho. O ministro de Minas e Energias, Fernando Coelho Filho, havia previsto a volta da mineradora às operações em 2 meses, o que, na verdade, é a expectativa para início das obras na cava. A partir daí, as perspectivas são de retomada entre julho e outubro.

Fonte: Jornal A Tribuna – ECONOMIA “DIA A DIA”.