“Não podemos falar em perda de verba se não houve convênio”, insinua Ivar ao se referir ao anúncio de recursos do deputado Glaycon Franco

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Durante coletiva, Ivar disse que houve apenas informações sobre possível convênio /Foto:Correio de Minas

Em seu programa semanal de rádio, na manhã de hoje, o prefeito Ivar, acompanhado do Procurador, Luiz Antônio, rebateu as críticas de que Lafaiete teria perdido verba de convênios, oriundas de emendas parlamentares do deputado Glaycon Franco. A notícia foi veiculada neste site na segunda feira, dia 2. “Lafaiete não perdeu nenhuma verba. Nós nem assinamos convênios, então não podemos falar em perda de recursos.”, afirmou o prefeito. O que houve foi exploração indevida dos fatos”, disse Ivar

Já o procurador disse que o município recebeu apenas informações de uma suposta verba que seria destinada ao município, inclusive de 12 academias ao ar livre, mas nenhum comunicado oficial dirigido ao município pelo deputado. “Tivemos informações de que Lafaiete poderia ganhar academias. Nas 5 academias destinadas anteriormente pelo deputado, o Governo do Estado exigiu, como sempre fez, a certidão do CAGEC ou do SIAF, nas quais o município está regular em dia. Agora vieram exigindo a CND do INSS. Isso não era exigido. Então nos dois sistemas estamos prontos para receber quaisquer recursos”, frisou Luiz Antônio. “Não exijam aquilo que não temos”, emendou Ivar.

Segundo o Procurador a exigência da Certidão Negativa de Débitos (CND) é mais uma forma não de repassar os recursos aos municípios ou politicagem do Estado. “Como Lafaiete, 90% dos municípios mineiros, quiçá do Brasil, não possuem esta certidão”, informou Luiz.

Luiz explicou que a dívida de Lafaiete com o INSS na atual gestão é de R$ 15 milhões, pela falta de recolhimento entre agosto de 2015 a janeiro de 2016. “A parte de recolhimento dos funcionários está em dia e não vai prejudicar os direitos, como aposentadoria, de nossos servidores”, frisou Ivar que garantiu que todas as obrigações com fornecedores e folha de pagamentos estão estritamente em dia. “Se os governos estadual ou federal não têm dinheiro não devem inventar moda para dificultar aos municípios assinarem os convênios”, arrematou Ivar que insinuou má vontade das esferas governamentais em relação aos interesses de Lafaiete. Ele citou, por exemplo, o hospital regional e a Alfredo Elias Mafuz.

O município de Lafaiete tem também uma dívida de cerca de R$55 milhões com INSS de gestões anteriores que está parcelada em 180 vezes.

O outro lado

Informações colhidas por nossa reportagem são de que o deputado Glaycon Franco destinou através de emendas parlamentares recursos da ordem de R$ 1 milhão para Lafaiete, assim distribuídos: 12 academias, 3 ambulâncias, um ônibus e R$250 mil para construção do centro de zoonoes. No dia 28, prazo final para realocação das emendas, como município não dispunha de CND, o deputado destinou as verbas a outras cidades.

 imagens de capa:Reprodução