Obra de Aleijadinho arremata paisagens de Minas Gerais, eleito melhor destino histórico

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Mudanças pouco expressivas nos resultados da edição de 2017 do Melhor de São Paulo Turismo, reforçam o diagnóstico de que há ainda espaço importante a ser explorado por marcas do setor no imaginário do consumidor. A taxa média de entrevistados que não conseguem apontar os melhores players em 50 categorias ultrapassa 30%, um escore elevado considerando-se as características de perfil do universo —paulistanos das classes A/B que viajaram nos últimos 12 meses.”Esses profetas são filhos de um cinzel tosco e ignorante”, escreve Bernardo Guimarães, autor do romance “A Escrava Isaura”, sobre a obra-prima do conterrâneo morto em 1814, 11 anos antes do seu nascimento. A obra de Aleijadinho em Congonhas, o maior acervo barraco da América Latina a céu aberto, foi eleito pelos paulistanos o melhor destino histórico.

Congonhas é o destino preferido dos paulistanos

O tempo, porém, soube fazer justiça a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, escultor nascido em Ouro Preto (MG) filho de um arquiteto português e de uma escrava. Seu trabalho é o aspecto mais encantador do passado de Minas Gerais.

A suntuosidade das igrejas —seja pelo ouro, seja pelo requinte dos detalhes— seria mais do que suficiente ainda sem a bênção das montanhas, que são moldura para os amantes da fotografia e aliadas para os simpatizantes de baixas temperaturas.

Nas cidades históricas mineiras, até perder-se nas ladeiras na vã tentativa de evitá-las vale a pena. Passeios de trem e visitas a museus pedem pausas para cerveja artesanal com pastel de angu ou chocolate quente com pão de queijo.

Entre os pontos obrigatórios estão o Museu de Congonhas, inaugurado em 2015 na cidade de mesmo nome, onde estão os 12 Profetas de Aleijadinho, e os clássicos Museu da Inconfidência e Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto.

A senzala da Casa dos Contos é, aliás, uma lembrança da tragédia humana sobre a qual se ergueu o ciclo do ouro. A escravidão está também no pelourinho ao centro da praça Minas Gerais, em Mariana.

Nas ruas de pedra de Diamantina a São João Del-Rei, passeiam Marília de Dirceu, Tiradentes, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e, é claro, Aleijadinho. Sua obra, diz Oswald de Andrade, é “bíblia de pedra-sabão banhada no ouro das minas”.

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