Para cumprir carga horária de 8 horas diárias, médicos cobram melhorias salariais

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O prefeito Mário Marcus (DEM) comentou esta semana durante reunião da Federação das Associações de Bairros (Famocol) o adiamento por 60 dias da implantação da agenda programada que já funcionaria nesta semana. Ele afirmou que se reuniu com os profissionais de postos e PSF”s, juntamente com o vice prefeito, Marco Antônio, onde eles manifestaram preocupação com mudanças pretendidas. Mário Marcus disse que os médicos se queixaram da remuneração oferecida pela prefeitura, caso tenham que trabalhar 8 horas diárias. “Nós entendemos a situação e estamos estudando uma complementação salarial para que os médicos trabalhem com dedicação e entusiasmo e busquemos a valorização do profissional até mesmo para cobramos resultados . È uma situação complicada e por isso pedimos a prorrogação por mais 60 dias até que encontremos uma solução e implementemos a agenda programada que será o maior avanço na saúde em Lafaiete e que pela primeira vez um governo assume esse desafio da sua implantação”, avaliou Mário Marcus.

Hoje um médico do PSF ganha em torno de R$ 7,8 mil, sem os descontos em folha, o que chega a menos de R$ 5 mil. O salário é considerado baixo pelos padrões locais e regionais, já que um profissional médico do “Programa Mais Médicos”, do Governo Federal, ganha mais de R$ 12 mil. Para chegar a esta equação, a prefeitura já está economizando com gasto na policlínica em recursos humanos e adequações, saindo de R$450 mil/mês para R$290mil/mês. Esta economia seria uma das alternativas estudadas para complementação salarial dos médicos. “Nenhum médico vai trabalhar pelo valor atual pago pela prefeitura para 8 horas diárias”, disse um alto funcionário da prefeitura a nossa reportagem.

A intenção do novo sistema de agendamento é por fim a constantes reclamações de faltas de médicos nos PSF’s, eliminar as filas e estabelecer normas de controle de horário, ampliando o atendimento/Arquivo

Agenda programada

Na semana passada a Câmara Técnica do Conselho Municipal de Saúde aprovou o pedido da Secretaria Municipal de Saúde de prorrogação por 60 dias da implantação da agenda programada de atendimento da atenção básica. A resolução, já aprovada no conselho, previa um novo modelo de atendimento com agendamento dos pacientes em toda a rede municipal, como PSF’s e postos.

Pela proposta haveria uma rotina padrão nas unidades médicas como a criação de mecanismos nos quais os médicos contratados cumpririam 8 horas diárias de trabalho, totalizando 40 horas semanais quando atendimentos começariam às 7:00 horas e término ás 12:00 horas. No turno da tarde, o início seria às 14:00 horas e término às 17:00 horas, de segunda a sexta feira. O novo fluxo previa um atendimento de 24 pacientes ao dia através de consultadas agendadas, espontâneas e retorno. O atendimento seria por ordem de chegada.  A intenção do novo sistema de agendamento é por fim a constantes reclamações de faltas de médicos nos PSF’s, eliminar as filas e estabelecer normas de controle de horário, ampliando o atendimento. A previsão inicial é que a agenda programada começasse no próximo dia 20.

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