Passado e presente: escritor lafaietense lança livro de memórias sobre a Avenida Furtado

13

LIVRO AVENIDA FURTADO

Acontece a partir das 19:00 horas, do dia 7, sábado, no Salão de Festas da Loja Maçônica Estrela de Queluz (Avenida Furtado, 175 – São Sebastião), o lançamento do livro “Av. Furtado – No tempo do brilho dos paralelepípedos”, do escritor lafaietense, Reuber Lana Antoniazzi. Esta é a 4ª obra do autor.

Reuber faz uma viagem no tempo ao longo da gloriosa Avenida Furtado, desde o império, quando ainda existiam as corridas de cavalos. A pista era a avenida e em priscas eras o Prado Clube se situava nela. A avenida Furtado leva o nome em homenagem a um famoso médico e sanitarista que dedicou sua vida aos mais pobres

Em linguagem simples, com belo estilo literário, rico de metáforas, conforme discorre a prefaciadora, a escritora Avelina Noronha, também colunista do CORREIO DE MINAS. A obra traz aos tempos atuais a nostalgia de quem não viveu o apogeu de uma região cuja vocação comercial já se delineava no início do século passado e até hoje permanece como um dos principais traços da avenida e seu entorno.

O nome do livro remete aos anos 60 e 70 do século passado, quando a avenida ainda era em paralelepípedos lisinhos que “depois das chuvas com a chegada do sol, brilhavam como o de uma miragem nos filmes de deserto, adornada pelo arco-íris que despontava lá pelas bandas da praça”.

Ao longo das páginas o leitor se delicia no espaço e no tempo com a construção e o surgimento de prédios, casas, bares, oficinas, padarias, muitos dos quais são patrimônios históricos vivos e resistiram ao crescimento desenfreado, revelando a identidade de uma das mais belas avenidas de Conselheiro Lafaiete. O livro remete a aspectos sociológicos, antropológicos e culturais de uma região que ajudou a moldar a identidade do povo lafaietense.

A narrativa é viva como se o passado estivesse presente, trazendo a memória de moradores, figuras folclóricas, as belas moças e famílias que escreveram parte da história de nossa cidade. Muitos comércios ainda carregam os nomes de seus fundadores. Um exemplo é Pedro Chaves que é uma marca viva no marco da Furtado.

Reuber narra tantas histórias como os concorridos desfiles de Sete de Setembro, a criação do Sider Clube, este doação da CSN, e do Monumento do Expedicionário. Já o busto de JK, foi uma homenagem ao comício realizado em 1956, durante a campanha presidencial de Juscelino Kubitschek na década de 50.

O livro é também auto-biográfico onde Reuber conta parte de sua história quando na Travessa Rio Branco moravam seus ascendentes, inclusive o avô, italiano nato, Alexandre Antoniazzi. Sua avó era proprietária do primeiro e único depósito de cal da cidade da então Queluz.

O livro vai além da Furtado e conta um pouco do crescimento da cidade a partir do charme e da imponência da própria avenida. A Travessa Rio Branco experimentou em sua origem a punjância comercial, a principal característica do largo, situado aos fundos do Rio Bananeiras.

Aos mais novos o livro revela as lembranças de quem não viveu estes tempos dourados como serve de referência pelas transformações que a cidade passou ao longo das últimas décadas Vale a pena mergulhar na história!

A obra tem apresentação do poeta Jair Dias da Silva Filho e orelhas de Márcia Carreira e o ilustrador Jorge Inácio, além de belo material fotográfico.