Começa amanhã (16) as celebrações de Ouro Branco dos seus 300 anos de história, com olhar voltado para a inovação

Ouro Branco celebra 300 anos de história, com olhar voltado para a inovação

PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Ouro Branco celebra 300 anos de história, com olhar voltado para a inovação

Uma das mais belas cidades de Minas Gerais prepara uma grande festa para 2024. Ouro Branco, localizada há 100 km de Belo Horizonte, comemora, no dia 16 de fevereiro, 300 anos de fundação do povoado. Para celebrar esse marco na história de Minas Gerais e do Brasil, serão realizados diversos eventos, shows musicais, entrega de honrarias e homenagens para personalidades e autoridades que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.

Destaque em gestão e qualidade de vida
O município tem 38.724 habitantes, distribuídos em 32 bairros e 19 comunidades rurais. No âmbito da gestão pública, a cidade é pautada pela Governança e Madala ODS’s e figura a 53ª posição no Ranking Firjan de Gestão Fiscal em Minas Gerais e a 402ª no Brasil. Ouro Branco ainda está no ranking das 20 cidades responsáveis por mais da metade do PIB de Minas Gerais.

História

povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem nos finais do século XVII, provavelmente em 1694, como consequência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras que, subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre (tombada pelo IEPHA em 07/11/1978). Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas, tornada colativa pelo alvará de 16 de fevereiro de 1724, expedido pela Rainha Maria I, durante o governo de Dom Lourenço de Almeida. O ouro de tonalidade clara possuía valor econômico inferior em relação à extração praticada em Ouro Preto (daí o nome Ouro Branco). Pela má qualidade das jazidas auríferas e dificuldades de exploração, a atividade mineradora retrocedeu.

Em 12 de dezembro de 1953, a cidade deixa de ser distrito de Ouro Preto e passa a ser elevada à categoria de município, obtendo sua emancipação política. Nesse período, Ouro Branco já possuía considerável importância econômica e prosperidade de sua população advinda da agricultura, usina hidrelétrica e produção de talco.

Desde o início, foram vários ciclos econômicos. O primeiro deles foi o Ciclo do Ouro. Com o declínio da produção aurífera, Ouro Branco se voltou para a agricultura. Primeiro veio o Ciclo da Uva e depois o Ciclo da Batata. Atualmente, a atividade preponderante é a industrial, desde a implantação da então Aço Minas Gerais S.A em 1976, atual Gerdau, que inaugurou o Ciclo do Aço. A Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. Em 2008, se iniciou o Ciclo do Conhecimento, com a chegada do Campus Alto Paraopeba da UFSJ e campus do IFMG.

300 anos da Paróquia de Santo Antônio

A Paróquia da Igreja Católica de Santo Antônio, que é Orionita (Dom Orione) também celebra os 300 anos da chegada da Igreja Católica em nossa cidade (1724-2024). 

Pontos Turísticos

Além de uma vasta rede hoteleira e de restaurantes, a cidade possui uma diversidade de belezas naturais e culturais, sendo uma excelente opção para o turismo de aventura e cultural. O Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e Monumento Natural de Itatiaia são tombados pelo IEPHA e possuem diversas cachoeiras, além de uma rica fauna e flora da Serra do Espinhaço e Quadrilátero Ferrífero. A comunidade de Itatiaia é um dos locais mais frequentados. Seus bares e restaurantes se misturam com a tradição e cultura do artesanato local. A Igreja Matriz de Santo Antônio, em Itatiaia, é uma das mais antigas de Minas Gerais e tem registros de 1714.

Nas margens da Estrada Real, a Fazenda de Carreiras, antigo pouso dos tropeiros e ponto da cobrança do Quinto da Coroa Portuguesa, é mais um dos atrativos da Estrada Real. Na região central, casarões antigos compõem o conjunto arquitetônico junto com a Igreja Matriz de Santo Antônio, rica em pedra sabão e que possui peças do trabalho de Mestre Ataíde, datados de 1774. 

Tradição em Eventos

O Festival da Batata, realizado no mês de outubro, atrai milhares de pessoas que conferem de perto os pratos típicos e shows musicais na Praça de Eventos. Outro evento tradicional é a Etapa Internacional de Mountain Bike Chaoyang Estrada Real que reúne mais de 4 mil atletas que percorrem as trilhas do circuito urbano e rural. A Semana do Desenvolvimento Econômico também já está consolidada. Em 2023, foram mais de 8 mil visitantes, 800 horas de capacitação, 120 estandes e 95 expositores.

E assim, Ouro Branco segue sua vocação e se mantém de portas abertas para turistas e novos empreendimentos. São 300 anos de história e um grande futuro pela frente!

ESTRADA REAL- MG 129, Ouro Branco-Ouro Preto 

Ouro Branco faz parte da Estrada Real, caminho traçado originalmente durante o Ciclo do Ouro e do Diamante.  A estrada servia de ligação entre o litoral e o interior da colônia e, ao longo dela, foram construídos boa parte dos bens que hoje compõem nosso patrimônio histórico e cultural.

Ao longo da Estrada Real, muito da história de Minas Gerais se passou. Local de conspiração dos Inconfidentes, ali também foram expostas as partes esquartejadas do alferes Tiradentes.

Vários vilarejos e povoados surgiram em sua extensão. A Rua Santo Antônio, principal via do Centro Histórico do município, fica no traçado da Estrada Real.

Atualmente, o trajeto todo asfaltado, 30 km, faz a ligação entre Ouro Branco e Ouro Preto e possui diversos atrativos turísticos como lugarejos, cachoeiras e trilhas. Ao longo da via estão o Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e o Monumento Natural Estadual de Itatiaia.

Parque Estadual: No século XVIII era também conhecida como Serra do Deus-te-livre, em razão dos saques realizados por escravos fugitivos aos viajantes da Estrada Real e devido à dificuldade de travessia. A Serra do Ouro Branco é o marco inicial sul da Cadeia do Espinhaço. Tem aproximadamente 1.614 hectares e uma altitude que varia de 1250 a 1568 metros. Abriga ecossistemas dos mais ricos do mundo, os campos rupestres. É uma importante área de recarga das Bacias dos Rios Paraopeba e Doce, apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade. Além disso, suas nascentes fornecem toda a água que é consumida pela cidade de Ouro Branco. A vegetação presente em toda área que compõem a serra de Ouro Branco, é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartzítica. Esse mosaico é constituído de cinco formações: Grupos Graminóides, Afloramentos Rochosos, Matas de Galerias e Capões, Campos Brejosos e Campos de Velózias (Canela-de-Ema). Essa diversidade ambiental condiciona uma flora rica, diversificada e endêmica (ocorrência restrita). O maciço guarda sítios arqueológicos do caminho velho e do novo da Estrada Real, além de fazendas centenárias e diversos casarios da época.

CAPELA NOSSA SENHORA APARECIDA DO ALTO DA SERRA

A capela Nossa Senhora Aparecida foi edificada como pagamento de graça concedida a mãe do Sr. Nego Ferreira, que reuniu esforços junto à comunidade e ergueu a capela em 1959. A partir dessa data, a capela passou a ser destino de peregrinações e local de procissões e festa religiosa, dando origem a Festa da Serra.

ITATIAIA – Monumento Natural Estadual de Itatiaia

Belíssimas paisagens, cachoeiras e uma diversidade imensa da flora, a Serra de Itatiaia é uma área de grande diversidade biológica. Importantíssima, abriga endemismos de flora rupestre nos afloramentos rochosos e alta relevância na cadeia do espinhaço, demonstra ainda riqueza de fauna e de outros elementos da flora. Beleza cênica e paisagística, sítios de importância histórica e abrigo de um acervo fantástico de ruínas do ciclo do ouro.

Se considerarmos a chegada dos primeiros Bandeirantes, Borba Gato ficou uma temporada em Itatiaia, para plantação de grãos e pesquisas minerais, em 1675.

Igreja Matriz de Santo Antônio (Itatiaia)

Construída por iniciativa das Irmandades dos Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e São Benedito, data do começo do século XVIII, sendo uma das primeiras igrejas construídas na região.

Pousada de Itatiaia

Lugarejo acolhedor que retrata a receptividade do povo mineiro. O local fica às margens da Estrada Real e possuiu bares e restaurantes aconchegantes, com comidas típicas (um deles indicado pelo Guia 4 Rodas), e uma paisagem deslumbrante.

FAZENDA CARREIRAS

Localizada na margem da Estrada Real, entre Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete, a Fazenda Carreiras é uma construção típica do período colonial. Caracterizada pela arquitetura rural que data de meados do século XVIII: paredes de pau-a-pique, telhado entrelaçado com cipó amarrando as estruturas de madeira, pisos de tábua corrida, trancas reforçadas, sala para guarda valores, uma grande varanda contornando todos os cômodos. Na entrada principal da casa foi preservado o guichê que era utilizado para o comércio do ouro e a cobrança do Quinto do Ouro, imposto cobrado pelo governo durante o Brasil Colônia. Não podemos esquecer que a Estrada Real está diretamente ligada aos acontecimentos políticos da Inconfidência Mineira e ao surgimento de várias fazendas ao longo do seu trajeto, que serviam de posto de abastecimento, troca e venda para os tropeiros e viajantes, além de hospedagem. E foi dentro nesse contexto que foi instalada a Fazenda Carreiras. Uma das versões para o nome dado à fazenda, segundo a tradição oral, é que ali era um local de criação, venda ou troca de cavalos.

A denominação teria se originado das “carreiras” que os tropeiros davam nos animais para testar a sua força e resistência. Uma curiosidade: os moradores antigos do município de Ouro Branco denominam a casa como Fazenda Tiradentes ou Casa Velha de Tiradentes, pois acredita-se que o Inconfidente teria pernoitado ali durante uma viagem de São João Del Rei à Vila Rica, em 1788.

O desenho do povoado caracteriza as ocupações mineiras no período da exploração do ouro. Segundo Augusto de Lima Junior (1968), os povoados mineiros começavam por um rancho de tropas onde os mineradores iam fazer suas compras nas mãos dos comboieiros que traziam as mercadorias de consumo da Bahia, do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Ao redor desses ranchos, fixavam as casas de venda e, sobretudo aos domingos, os religiosos celebravam missas, batizados e casamentos, que deram origem às capelas sucedidas pelas grandes igrejas: no princípio, constituíam-se em um cruzeiro e um altar rústico, posteriormente transformados em templo definitivo. Espalhados pelas montanhas e vales, os mineradores construíam casas junto às capelas e, aos sábados, vinham pernoitar com suas famílias. Aos domingos, assistiam à missa e faziam suas compras.

CASARÕES HISTÓRICOS

O Centro Histórico de Ouro Branco possui casarões do Século XVIII, com arquitetura colonial, entre eles, a antiga casa paroquial. Conforme inscrição em pedra no local, sua construção foi concluída em 1759.

IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO

A cidade guarda bens históricos, como a Igreja Matriz de Santo Antônio. A construção, iniciada nos primeiros anos do século XVIII, foi concluída, provavelmente, em 1779. Todo esse tempo é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos. Grande patrimônio histórico e religioso, a igreja passou por reformas introduzidas por Aleijadinho. Também recebeu o talento do pintor marianense Manoel da Costa Ataíde, o “Mestre Ataíde”.

Seguem as obras de restauração da Igreja Matriz de Santo Antônio. O trabalho vem sendo acompanhado por uma equipe técnica do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O fim das obras está previsto para o 1º semestre de 2023.

PARQUE ESTADUAL SERRA DO OURO BRANCO

É um paredão que corta a região com 1.568 metros de altitude. Tem como destaque sua imponência e beleza paisagística, além de importante sítio histórico com inúmeras ruínas da época do Ciclo do Ouro. É uma das serras com maior biodiversidade da Cadeia do Espinhaço, refúgio de várias espécies ameaçadas de extinção. Também é local de belas cachoeiras e piscinas naturais. É tombada pelo IEPHA como conjunto paisagístico – Decreto 19.530, de 07 de novembro de 1978. No alto da serra, largo e plano, coberto por vegetação rasteira, temos uma ampla vista das cidades de Ouro Branco, Congonhas e Conselheiro Lafaiete.

É considerada o marco inicial sul da Cadeia do Espinhaço, que compreende um grupo de serras com altitudes variáveis, ao longo de 1.100 km de extensão, até a Bahia. Essa cadeia abriga um dos mais ricos ecossistemas do mundo, os campos rupestres.

A Serra do Ouro Branco é uma importante área de recarga das bacias do Rio Paraopeba e Rio Doce. Apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade. Além disso, fornece toda a água que é consumida pela cidade de Ouro Branco.

Ambos os gêneros que eles formam, Barbacenia e Vellosia, são chamados no país por canela de ema, e são, na falta de lenha combustível, preferidos por sua considerável quantidade de resina; parece que só crescem no micaxisto quartzítico e são tidos pelo povo como sinal característico da riqueza dum terreno em ouro e diamantes.

FLORA DE NOSSA TERRA  ORQUÍDEAS

A Serra do Ouro Branco abriga 75 espécies da família Orchidaceae, algumas endêmicas, como a Hadrolaelia brevipedunculata (ameaçada de extinção), distribuídas em 36 gêneros. Números que, em comparação às demais áreas da Cadeia do Espinhaço e regiões montanhosas do leste de Minas Gerais, representam 17% das espécies e 34% dos gêneros pertencentes a essa família e que são encontrados nessas regiões. Esses dados comprovam a elevada riqueza de orquidáceas encontradas em nossa Serra e, por ser uma área relativamente pequena quando comparada a outras serras, toda a sua relevância ambiental. A Serra do Ouro Branco representa um verdadeiro refúgio de biodiversidade e é, portanto, uma área prioritária para conservação.

CAPELA DE SANTANA E A CASA SEDE DA FAZENDA PÉ DO MORRO

Localizada aos pés da Serra do Ouro Branco, a Fazenda Pé do Morro e seu casarão, exemplar da arquitetura rural colonial brasileira, está localizada junto à Estrada Real, entre Ouro Branco e Ouro Preto. Sua origem está relacionada ao abastecimento da crescente sociedade mineradora da região, tendo também servido de abrigo a viajantes e contrabandistas de ouro. A construção data do século XVIII e, por sua importância patrimonial, foi tombado pelo IEPHA em dezembro de 2009.

Em 1746, Domingos Pinheiro, Provedor da Fazenda Real, organizou uma lista dos homens mais abastados da Capitania e oito deles pertenciam à freguesia de Ouro Branco.  Antônio Dutra Gonçalves, Constantino Barbosa da Cunha, Capitão Mor Domingos Moraes, Capitão Domingos Moreira Fernandes, Gervásio Ferreira da Silva, Manoel Gomes da Cruz, Manoel Fernandes da Costa e Capitão Manoel de Sá Tinoco. Alguns relatos mostram que Ouro Branco chegou a ter mais de 32 estalagens para receber os viajantes que pousavam aqui antes de seguir para Ouro Preto.

CAPELA DE SÃO VICENTE DE FERRER

A capela de São Vicente de Ferrer está localizada na comunidade do Morro do Gabriel, pequeno povoado localizado na zona rural de Ouro Branco. A capela apresenta características marcantes da arquitetura colonial religiosa da 1ª fase do barroco mineiro. Além disso, sua implantação em um terreno em aclive promove um acentuado grau de teatralidade, característico do estilo barroco. O bem em questão, apesar de afastado da sede do município, é de grande importância religiosa, social, cultural e histórica para a comunidade de Ouro Branco. O imaginário em torno da antiguidade da capela é mais um dos elementos que compõem a identidade do povo de Morro do Gabriel.

CLIMA

Predominante na cidade é o tropical de altitude. Os verões são quentes e chuvosos, com céu predominantemente encoberto. O mês mais chuvoso em Ouro Branco é dezembro, com média de 264 milímetros de precipitação de chuva. Fevereiro é o mês mais quente, com temperaturas diárias máximas de 28° C e mínimas de 19° C, em média.  A estação chuvosa termina no início do mês de abril. Os invernos são secos, com temperatura agradável e céu quase sem nuvens. O mês menos chuvoso em Ouro Branco é julho, com média de 6 milímetros de precipitação de chuva. Julho também é o mês mais frio, com temperaturas diárias máximas de 23 °C e mínimas de 11 °C, em média.

Pode-se dizer que, durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 28 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 31 °C. A melhor época do ano para visitar Ouro Branco e realizar atividades turísticas gerais ao ar livre, é do meio de abril ao início de outubro.

1.568 METROS DE ALTITUDE, área aproximada de 1.614 hectares e 20km de extensão a sudeste.

Por Assessoria de Comunicação

Ouro Branco celebra 300 anos de história, com olhar voltado para a inovação

PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Ouro Branco celebra 300 anos de história, com olhar voltado para a inovação

Uma das mais belas cidades de Minas Gerais prepara uma grande festa para 2024. Ouro Branco, localizada há 100 km de Belo Horizonte, comemora, no dia 16 de fevereiro, 300 anos de fundação do povoado. Para celebrar esse marco na história de Minas Gerais e do Brasil, serão realizados diversos eventos, shows musicais, entrega de honrarias e homenagens para personalidades e autoridades que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.

Destaque em gestão e qualidade de vida

O município tem 38.724 habitantes, distribuídos em 32 bairros e 19 comunidades rurais. No âmbito da gestão pública, a cidade é pautada pela Governança e Madala ODS’s e figura a 53ª posição no Ranking Firjan de Gestão Fiscal em Minas Gerais e a 402ª no Brasil. Ouro Branco ainda está no ranking das 20 cidades responsáveis por mais da metade do PIB de Minas Gerais.

História

povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem nos finais do século XVII, provavelmente em 1694, como consequência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras que, subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre (tombada pelo IEPHA em 07/11/1978). Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas, tornada colativa pelo alvará de 16 de fevereiro de 1724, expedido pela Rainha Maria I, durante o governo de Dom Lourenço de Almeida. O ouro de tonalidade clara possuía valor econômico inferior em relação à extração praticada em Ouro Preto (daí o nome Ouro Branco). Pela má qualidade das jazidas auríferas e dificuldades de exploração, a atividade mineradora retrocedeu.

Em 12 de dezembro de 1953, a cidade deixa de ser distrito de Ouro Preto e passa a ser elevada à categoria de município, obtendo sua emancipação política. Nesse período, Ouro Branco já possuía considerável importância econômica e prosperidade de sua população advinda da agricultura, usina hidrelétrica e produção de talco.

Desde o início, foram vários ciclos econômicos. O primeiro deles foi o Ciclo do Ouro. Com o declínio da produção aurífera, Ouro Branco se voltou para a agricultura. Primeiro veio o Ciclo da Uva e depois o Ciclo da Batata. Atualmente, a atividade preponderante é a industrial, desde a implantação da então Aço Minas Gerais S.A em 1976, atual Gerdau, que inaugurou o Ciclo do Aço. A Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. Em 2008, se iniciou o Ciclo do Conhecimento, com a chegada do Campus Alto Paraopeba da UFSJ e campus do IFMG.

300 anos daParóquia de Santo Antônio

A Paróquia da Igreja Católica de Santo Antônio, que é Orionita (Dom Orione) também celebra os 300 anos da chegada da Igreja Católica em nossa cidade (1724-2024). 

Pontos Turísticos

Além de uma vasta rede hoteleira e de restaurantes, a cidade possui uma diversidade de belezas naturais e culturais, sendo uma excelente opção para o turismo de aventura e cultural. O Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e Monumento Natural de Itatiaia são tombados pelo IEPHA e possuem diversas cachoeiras, além de uma rica fauna e flora da Serra do Espinhaço e Quadrilátero Ferrífero. A comunidade de Itatiaia é um dos locais mais frequentados. Seus bares e restaurantes se misturam com a tradição e cultura do artesanato local. A Igreja Matriz de Santo Antônio, em Itatiaia, é uma das mais antigas de Minas Gerais e tem registros de 1714.

Nas margens da Estrada Real, a Fazenda de Carreiras, antigo pouso dos tropeiros e ponto da cobrança do Quinto da Coroa Portuguesa, é mais um dos atrativos da Estrada Real. Na região central, casarões antigos compõem o conjunto arquitetônico junto com a Igreja Matriz de Santo Antônio, rica em pedra sabão e que possui peças do trabalho de Mestre Ataíde, datados de 1774. 

Tradição em Eventos

O Festival da Batata, realizado no mês de outubro, atrai milhares de pessoas que conferem de perto os pratos típicos e shows musicais na Praça de Eventos. Outro evento tradicional é a Etapa Internacional de Mountain Bike Chaoyang Estrada Real que reúne mais de 4 mil atletas que percorrem as trilhas do circuito urbano e rural. A Semana do Desenvolvimento Econômico também já está consolidada. Em 2023, foram mais de 8 mil visitantes, 800 horas de capacitação, 120 estandes e 95 expositores.

E assim, Ouro Branco segue sua vocação e se mantém de portas abertas para turistas e novos empreendimentos. São 300 anos de história e um grande futuro pela frente!

ESTRADA REAL- MG 129, Ouro Branco-Ouro Preto 

Ouro Branco faz parte da Estrada Real, caminho traçado originalmente durante o Ciclo do Ouro e do Diamante.  A estrada servia de ligação entre o litoral e o interior da colônia e, ao longo dela, foram construídos boa parte dos bens que hoje compõem nosso patrimônio histórico e cultural.

Ao longo da Estrada Real, muito da história de Minas Gerais se passou. Local de conspiração dos Inconfidentes, ali também foram expostas as partes esquartejadas do alferes Tiradentes.

Vários vilarejos e povoados surgiram em sua extensão. A Rua Santo Antônio, principal via do Centro Histórico do município, fica no traçado da Estrada Real.

Atualmente, o trajeto todo asfaltado, 30 km, faz a ligação entre Ouro Branco e Ouro Preto e possui diversos atrativos turísticos como lugarejos, cachoeiras e trilhas. Ao longo da via estão o Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e o Monumento Natural Estadual de Itatiaia.

Parque Estadual: No século XVIII era também conhecida como Serra do Deus-te-livre, em razão dos saques realizados por escravos fugitivos aos viajantes da Estrada Real e devido à dificuldade de travessia. A Serra do Ouro Branco é o marco inicial sul da Cadeia do Espinhaço. Tem aproximadamente 1.614 hectares e uma altitude que varia de 1250 a 1568 metros. Abriga ecossistemas dos mais ricos do mundo, os campos rupestres. É uma importante área de recarga das Bacias dos Rios Paraopeba e Doce, apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade. Além disso, suas nascentes fornecem toda a água que é consumida pela cidade de Ouro Branco. A vegetação presente em toda área que compõem a serra de Ouro Branco, é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartzítica. Esse mosaico é constituído de cinco formações: Grupos Graminóides, Afloramentos Rochosos, Matas de Galerias e Capões, Campos Brejosos e Campos de Velózias (Canela-de-Ema). Essa diversidade ambiental condiciona uma flora rica, diversificada e endêmica (ocorrência restrita). O maciço guarda sítios arqueológicos do caminho velho e do novo da Estrada Real, além de fazendas centenárias e diversos casarios da época.

CAPELA NOSSA SENHORA APARECIDA DO ALTO DA SERRA

A capela Nossa Senhora Aparecida foi edificada como pagamento de graça concedida a mãe do Sr. Nego Ferreira, que reuniu esforços junto à comunidade e ergueu a capela em 1959. A partir dessa data, a capela passou a ser destino de peregrinações e local de procissões e festa religiosa, dando origem a Festa da Serra.

ITATIAIA – Monumento Natural Estadual de Itatiaia

Belíssimas paisagens, cachoeiras e uma diversidade imensa da flora, a Serra de Itatiaia é uma área de grande diversidade biológica. Importantíssima, abriga endemismos de flora rupestre nos afloramentos rochosos e alta relevância na cadeia do espinhaço, demonstra ainda riqueza de fauna e de outros elementos da flora. Beleza cênica e paisagística, sítios de importância histórica e abrigo de um acervo fantástico de ruínas do ciclo do ouro.

Se considerarmos a chegada dos primeiros Bandeirantes, Borba Gato ficou uma temporada em Itatiaia, para plantação de grãos e pesquisas minerais, em 1675.

Igreja Matriz de Santo Antônio (Itatiaia)

Construída por iniciativa das Irmandades dos Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e São Benedito, data do começo do século XVIII, sendo uma das primeiras igrejas construídas na região.

Pousada de Itatiaia

Lugarejo acolhedor que retrata a receptividade do povo mineiro. O local fica às margens da Estrada Real e possuiu bares e restaurantes aconchegantes, com comidas típicas (um deles indicado pelo Guia 4 Rodas), e uma paisagem deslumbrante.

FAZENDA CARREIRAS

Localizada na margem da Estrada Real, entre Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete, a Fazenda Carreiras é uma construção típica do período colonial. Caracterizada pela arquitetura rural que data de meados do século XVIII: paredes de pau-a-pique, telhado entrelaçado com cipó amarrando as estruturas de madeira, pisos de tábua corrida, trancas reforçadas, sala para guarda valores, uma grande varanda contornando todos os cômodos. Na entrada principal da casa foi preservado o guichê que era utilizado para o comércio do ouro e a cobrança do Quinto do Ouro, imposto cobrado pelo governo durante o Brasil Colônia. Não podemos esquecer que a Estrada Real está diretamente ligada aos acontecimentos políticos da Inconfidência Mineira e ao surgimento de várias fazendas ao longo do seu trajeto, que serviam de posto de abastecimento, troca e venda para os tropeiros e viajantes, além de hospedagem. E foi dentro nesse contexto que foi instalada a Fazenda Carreiras. Uma das versões para o nome dado à fazenda, segundo a tradição oral, é que ali era um local de criação, venda ou troca de cavalos.

A denominação teria se originado das “carreiras” que os tropeiros davam nos animais para testar a sua força e resistência. Uma curiosidade: os moradores antigos do município de Ouro Branco denominam a casa como Fazenda Tiradentes ou Casa Velha de Tiradentes, pois acredita-se que o Inconfidente teria pernoitado ali durante uma viagem de São João Del Rei à Vila Rica, em 1788.

O desenho do povoado caracteriza as ocupações mineiras no período da exploração do ouro. Segundo Augusto de Lima Junior (1968), os povoados mineiros começavam por um rancho de tropas onde os mineradores iam fazer suas compras nas mãos dos comboieiros que traziam as mercadorias de consumo da Bahia, do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Ao redor desses ranchos, fixavam as casas de venda e, sobretudo aos domingos, os religiosos celebravam missas, batizados e casamentos, que deram origem às capelas sucedidas pelas grandes igrejas: no princípio, constituíam-se em um cruzeiro e um altar rústico, posteriormente transformados em templo definitivo. Espalhados pelas montanhas e vales, os mineradores construíam casas junto às capelas e, aos sábados, vinham pernoitar com suas famílias. Aos domingos, assistiam à missa e faziam suas compras.

CASARÕES HISTÓRICOS

O Centro Histórico de Ouro Branco possui casarões do Século XVIII, com arquitetura colonial, entre eles, a antiga casa paroquial. Conforme inscrição em pedra no local, sua construção foi concluída em 1759.

IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO

A cidade guarda bens históricos, como a Igreja Matriz de Santo Antônio. A construção, iniciada nos primeiros anos do século XVIII, foi concluída, provavelmente, em 1779. Todo esse tempo é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos. Grande patrimônio histórico e religioso, a igreja passou por reformas introduzidas por Aleijadinho. Também recebeu o talento do pintor marianense Manoel da Costa Ataíde, o “Mestre Ataíde”.

Seguem as obras de restauração da Igreja Matriz de Santo Antônio. O trabalho vem sendo acompanhado por uma equipe técnica do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O fim das obras está previsto para o 1º semestre de 2023.

PARQUE ESTADUAL SERRA DO OURO BRANCO

É um paredão que corta a região com 1.568 metros de altitude. Tem como destaque sua imponência e beleza paisagística, além de importante sítio histórico com inúmeras ruínas da época do Ciclo do Ouro. É uma das serras com maior biodiversidade da Cadeia do Espinhaço, refúgio de várias espécies ameaçadas de extinção. Também é local de belas cachoeiras e piscinas naturais. É tombada pelo IEPHA como conjunto paisagístico – Decreto 19.530, de 07 de novembro de 1978. No alto da serra, largo e plano, coberto por vegetação rasteira, temos uma ampla vista das cidades de Ouro Branco, Congonhas e Conselheiro Lafaiete.

É considerada o marco inicial sul da Cadeia do Espinhaço, que compreende um grupo de serras com altitudes variáveis, ao longo de 1.100 km de extensão, até a Bahia. Essa cadeia abriga um dos mais ricos ecossistemas do mundo, os campos rupestres.

A Serra do Ouro Branco é uma importante área de recarga das bacias do Rio Paraopeba e Rio Doce. Apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade. Além disso, fornece toda a água que é consumida pela cidade de Ouro Branco.

Ambos os gêneros que eles formam, Barbacenia e Vellosia, são chamados no país por canela de ema, e são, na falta de lenha combustível, preferidos por sua considerável quantidade de resina; parece que só crescem no micaxisto quartzítico e são tidos pelo povo como sinal característico da riqueza dum terreno em ouro e diamantes.

FLORA DE NOSSA TERRA  ORQUÍDEAS

A Serra do Ouro Branco abriga 75 espécies da família Orchidaceae, algumas endêmicas, como a Hadrolaelia brevipedunculata (ameaçada de extinção), distribuídas em 36 gêneros. Números que, em comparação às demais áreas da Cadeia do Espinhaço e regiões montanhosas do leste de Minas Gerais, representam 17% das espécies e 34% dos gêneros pertencentes a essa família e que são encontrados nessas regiões. Esses dados comprovam a elevada riqueza de orquidáceas encontradas em nossa Serra e, por ser uma área relativamente pequena quando comparada a outras serras, toda a sua relevância ambiental. A Serra do Ouro Branco representa um verdadeiro refúgio de biodiversidade e é, portanto, uma área prioritária para conservação.

CAPELA DE SANTANA E A CASA SEDE DA FAZENDA PÉ DO MORRO

Localizada aos pés da Serra do Ouro Branco, a Fazenda Pé do Morro e seu casarão, exemplar da arquitetura rural colonial brasileira, está localizada junto à Estrada Real, entre Ouro Branco e Ouro Preto. Sua origem está relacionada ao abastecimento da crescente sociedade mineradora da região, tendo também servido de abrigo a viajantes e contrabandistas de ouro. A construção data do século XVIII e, por sua importância patrimonial, foi tombado pelo IEPHA em dezembro de 2009.

Em 1746, Domingos Pinheiro, Provedor da Fazenda Real, organizou uma lista dos homens mais abastados da Capitania e oito deles pertenciam à freguesia de Ouro Branco.  Antônio Dutra Gonçalves, Constantino Barbosa da Cunha, Capitão Mor Domingos Moraes, Capitão Domingos Moreira Fernandes, Gervásio Ferreira da Silva, Manoel Gomes da Cruz, Manoel Fernandes da Costa e Capitão Manoel de Sá Tinoco. Alguns relatos mostram que Ouro Branco chegou a ter mais de 32 estalagens para receber os viajantes que pousavam aqui antes de seguir para Ouro Preto.

CAPELA DE SÃO VICENTE DE FERRER

A capela de São Vicente de Ferrer está localizada na comunidade do Morro do Gabriel, pequeno povoado localizado na zona rural de Ouro Branco. A capela apresenta características marcantes da arquitetura colonial religiosa da 1ª fase do barroco mineiro. Além disso, sua implantação em um terreno em aclive promove um acentuado grau de teatralidade, característico do estilo barroco. O bem em questão, apesar de afastado da sede do município, é de grande importância religiosa, social, cultural e histórica para a comunidade de Ouro Branco. O imaginário em torno da antiguidade da capela é mais um dos elementos que compõem a identidade do povo de Morro do Gabriel.

CLIMA

Predominante na cidade é o tropical de altitude. Os verões são quentes e chuvosos, com céu predominantemente encoberto. O mês mais chuvoso em Ouro Branco é dezembro, com média de 264 milímetros de precipitação de chuva. Fevereiro é o mês mais quente, com temperaturas diárias máximas de 28° C e mínimas de 19° C, em média.  A estação chuvosa termina no início do mês de abril. Os invernos são secos, com temperatura agradável e céu quase sem nuvens. O mês menos chuvoso em Ouro Branco é julho, com média de 6 milímetros de precipitação de chuva. Julho também é o mês mais frio, com temperaturas diárias máximas de 23 °C e mínimas de 11 °C, em média.

Pode-se dizer que, durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 28 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 31 °C. A melhor época do ano para visitar Ouro Branco e realizar atividades turísticas gerais ao ar livre, é do meio de abril ao início de outubro.

1.568 METROS DE ALTITUDE, área aproximada de 1.614 hectares e 20km de extensão a sudeste.

INOVAP:  CDL Lafaiete participa de Workshop para potencializar a inovação no município

O Workshop visa apoiar o ecossistema local de inovação para dar prosseguimento à execução do planejamento, intervenção e consolidação do INOVAP.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Conselheiro Lafaiete – CDLCL participou, ontem (30), na sede do Sebrae em Conselheiro Lafaiete do Workshop INOVAP: Estratégias de Crescimento para Ecossistemas de Inovação.

O evento foi um workshop prático, no qual cada instituição apresentou demandas para potencializar a inovação no município e definir as ações estruturantes necessárias para avançar com as atividades do INOVAP, a fim de potencializar os resultados.

 A CDLCL, representada pelo gerente-executivo – Luiz Candido, contribuiu levando temas relacionados ao comércio que podem aprimorar e otimizar em conjunto para impulsionar o desenvolvimento em nosso município.

Com aportes de quase meio bilhão de reais, Governo de Minas executa investimento recorde pelo 2º ano consecutivo em ciência, tecnologia e inovação

Valor implementado em 2023, por meio da Sede-MG e pela Fapemig, equivale a mais de 100% do total previsto inicialmente

Investimentos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação abrem novas perspectivas para o estado e trazem benefícios para todos os mineiros. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), bateu, pelo segundo ano consecutivo, novo recorde de execução orçamentária em 2023: mais de R$ 470 milhões, oriundos do Tesouro do Estado, foram investidos em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) em Minas. Além de superar a marca de 2022 — de R$ 453,4 milhões —, o montante é maior do que o previsto no começo de 2023 (R$ 446 milhões) e representa mais de 100% do orçamento inicial.  

O recebimento e a execução integral do orçamento representam conquistas para instituições científicas e pesquisadores mineiros, que recebem mais recursos para investir em pesquisas com potencial para melhorar e até transformar a vida da população. Ana Luiza Bittencourt Paiva, pesquisadora e chefe do Serviço de Toxinologia Molecular da Fundação Ezequiel Dias (Funed) destaca a importância desses recursos para a ciência.

“Toda pesquisa precisa de financiamento, é necessário comprar insumos e equipamentos. Com o financiamento da Fapemig, a gente consegue a compra desses materiais de forma muito mais ágil, o que acelera o desenvolvimento dos projetos”, pontua a pesquisadora, que está desenvolvendo pesquisa para aperfeiçoar a produção de soro contra o tétano, doença grave que pode levar à morte. 

O soro é uma terapia imediata, um coquetel de anticorpos, que neutraliza o patógeno, seja vírus ou bactéria, antes dele se replicar e causar os sintomas das doenças. No Brasil, os soros somente são produzidos por instituições públicas. No estado mineiro, a Funed é a instituição responsável por essa produção.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passalio, empreendedorismo, tecnologia e inovação são pontos fundamentais para o crescimento de Minas Gerais e têm colocado o estado como um dos grandes protagonistas no cenário nacional.

“Pelo segundo ano consecutivo, tivemos investimentos recordes em inovação e, desta vez, executamos mais de 100% do recursodestinado para impulsionar o desenvolvimento inovador e tecnológico em Minas. Esse resultado mostra o papel que a inovação representa para a gestão do governador Romeu Zema e significa geração de mais empregos, renda e criação de uma cultura focada em soluções que dão certo”, destaca Passalio.

Investimentos fazem a diferença na vida dos mineiros

O orçamento da Fapemig está previsto na Constituição Mineira e corresponde a, no mínimo, 1% da receita orçamentária corrente do Estado. Esses recursos são investidos em diversas frentes de impulsionamento, tais como programas, liderados pela Sede-MG, e financiamento de bolsas de pesquisas oferecidas pela fundação. 

Para o presidente da Fapemig, Carlos Arruda, essa é uma conquista relevante, que ajuda a instituição a desenhar seu planejamento para os próximos anos.

“Alcançar essa marca é importante, por um lado, porque mostra que a Fapemig está apta a desempenhar seu papel de agente de fomento e indução à ciência, tecnologia e inovação, contribuindo para que o estado se destaque ainda mais em termos de oportunidades e competitividade. Por outro, porque nos permite atender aos anseios do sistema de CT&I como um todo, identificando demandas e fomentando soluções baseadas no conhecimento”, afirma Arruda.

De acordo com Ana Luiza Paiva, em Minas Gerais, a Fapemig é o principal órgão em que os pesquisadores captam recursos para o desenvolvimento de projetos.  

“Ter uma tecnologia mais moderna, produto com rendimento maior e de melhor qualidade é a garantia de que os mineiros que precisarem serão atendidos com um medicamento de qualidade, de maneira gratuita nas unidades de saúde do estado, e de que não vai faltar produto”, aponta a analista de Saúde e Tecnologia e pesquisadora da Funed, Sophie Yvette Leclercq, que está trabalhando no desenvolvimento de antígenos contra a raiva, doença que afeta animais e humanos, podendo causar paralisia e até óbito. 

A Funed está desenvolvendo formas alternativas de produzir antígenos contra doenças como o tétano e raiva, de forma mais segura, visto que os agentes causadores de ambas são extremamente patogênicos. Os projetos já estão na fase de testes.

“Além da habilidade científica, sem dinheiro, sem infraestrutura e sem pessoas qualificadas, a gente não consegue fazer nada. É muito frustrante ter vontade de trabalhar e não conseguir”, completa Sophie.

Os financiamentos auxiliam na continuidade das pesquisas, já que atrasos e burocracias para a compra desses materiais podem interferir no andamento dos projetos, resultando em interrupções e até no encerramento dos estudos. 

Incentivo à formação profissional

Em 2023, também foram concedidas 1.149 Bolsas de Iniciação Científica Júnior (BIC-Jr), destinadas a alunos do ensino médio ou técnico, mais de três mil Bolsas de Iniciação Científica – BIC (para alunos da graduação) e 2.701 bolsas de pós-graduação (mestrado e doutorado).

“O dinheiro da Fapemig vem para complementar o orçamento da instituição e, principalmente, para a questão de pessoal. A gente tem muitos bolsistas, o que é muito importante para capacitar essas novas gerações para se tornarem pesquisadores”, frisa Sophie. 

O estudante de Farmácia, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Vitor Daniel Viegas Sena, que atua junto à pesquisadora no desenvolvimento de antígeno contra a raiva, ressalta que sua experiência na Funed, por meio da bolsa de Iniciação Científica, foi o primeiro contato que ele teve com o laboratório e que essa vivência agrega valor à sua formação profissional.   

Parte dos recursos empenhados foram utilizados na execução de programas e na criação de novas oportunidades de apoio.

Ao todo, em 2023, a Fapemig lançou 20 chamadas públicas para financiamento de projetos em diferentes áreas do conhecimento. Destacam-se as oportunidades direcionadas a empresas para apoio a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, parceiros importantes para a competitividade e o desenvolvimento econômico do estado. 

Gestão comprometida com o desenvolvimento inovador do estado

“É o segundo ano consecutivo que batemos um recorde de investimentos em CT&I, mais que isso, esses recursos são vocacionados para o incremento da competitividade e desenvolvimento do setor produtivo mineiro, garantindo mais inovação e o fomento à prática da Pesquisa e Desenvolvimento em Minas Gerais. Além disso, muitas iniciativas têm possibilitado a atração de investimentos de base tecnológica para nosso estado, gerando emprego e renda de qualidade para os mineiros”, ressalta o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Bruno Araújo. 

Desenvolvidos pela pasta, por meio da Subsecretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Subinova), programas como o Seed MG, Pró-Inovação, HubMG Gov, Compete Minas, entre outros, têm o objetivo de criar no estado um ambiente competitivo para a inovação com foco em alavancar as expertises de ciência e tecnologia desenvolvidas e aplicadas em Minas Gerais. Em 2023, além das chamadas exclusivas da Fapemig, algumas iniciativas foram desenvolvidas em uma parceria da Sede-MG com a fundação e outros órgãos do Estado. 

Entre elas, os novos produtos do Pró-Inovação, que possibilitaram uma linha de crédito dedicada à inovação com condições mais atrativas; o Incremento da Maturidade Tecnológica, com objetivo de viabilizar o avanço de novas tecnologias; bem como o apoio a projetos de laboratórios certificadores de produtos genuinamente mineiros, como a cachaça. Vale destacar ainda a publicação da Chamada Pesquisador na Empresa, que visa aumentar a competitividade e a cultura de inovação do setor produtivo, mediante inserção de pesquisadores e cientistas para alavancar a área de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Para 2024, além das chamadas rotineiras como a Demanda Universal, a Fapemig projeta fomentar iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cadeia do lítio, descarbonização, laboratórios certificadores e incentivo à capacitação, entre outros. No mesmo bojo, a Sede-MG atuará com foco em alavancar a inovação mineira, por meio de programas e ações.

FONTE AGÊNCIA MINAS

Arquiteta Lafaietense assina projeto de lavabo em feira nacional

A lafaietense Nathalia Coelho, arquiteta e designer de interiores, é fundadora do escritório NC Arquitetura e Interiores. Com mais de 5 anos, de experiência e atuação, com um olhar atento aos detalhes, tem o objetivo de criar espaços que não apenas encantem, mas que também funcionem perfeitamente para atender as necessidades de seus clientes. O escritório trabalha em conjunto com os clientes, entendendo seus desejos mais profundos, propondo soluções e estética única.

Este ano, o escritório recebeu o honroso convite para participar da Feira Home Design 2023, que aconteceu entre 25 a 29 de outubro, reunindo profissionais renomados e escritórios para apresentar as últimas tendências em ambientes assinados pelos profissionais.

O evento foi voltado para profissionais e empresas do setor, mas também para o público em geral que busca inspiração e orientação para construir, reformar, montar ou repaginar a casa.

Representando Lafaiete com elegância e inovação, Nathalia Coelho assina o Lavabo na feira. Este espaço é uma verdadeira obra de arte, com elementos fora do padrão, principalmente pelo forro utilizado

Arquiteta Lafaietense assina projeto de lavabo em feira nacional

A lafaietense Nathalia Coelho, arquiteta e designer de interiores, é fundadora do escritório NC Arquitetura e Interiores. Com mais de 5 anos, de experiência e atuação, com um olhar atento aos detalhes, tem o objetivo de criar espaços que não apenas encantem, mas que também funcionem perfeitamente para atender as necessidades de seus clientes. O escritório trabalha em conjunto com os clientes, entendendo seus desejos mais profundos, propondo soluções e estética única.

Este ano, o escritório recebeu o honroso convite para participar da Feira Home Design 2023, que aconteceu entre 25 a 29 de outubro, reunindo profissionais renomados e escritórios para apresentar as últimas tendências em ambientes assinados pelos profissionais.

O evento foi voltado para profissionais e empresas do setor, mas também para o público em geral que busca inspiração e orientação para construir, reformar, montar ou repaginar a casa.

Representando Lafaiete com elegância e inovação, Nathalia Coelho assina o Lavabo na feira. Este espaço é uma verdadeira obra de arte, com elementos fora do padrão, principalmente pelo forro utilizado

Prefeitura de Lafaiete passa por grande transformação digital: inovações que facilitam a vida dos cidadãos

Hoje, dia 05 de outubro, no gabinete do Prefeito, aconteceu uma reunião com secretários municipais, assessores e técnicos de informática da prefeitura sobre a implantação do sistema de georreferenciamento, que se encontra em fase bem adiantada no município.
Em breve será uma realidade a interligação dos sistemas de cadastros e serviços de todas as secretarias em um único banco de dados com as informações necessárias para aferição da qualidade dos serviços e criação de políticas públicas que atendam aos anseios da comunidade.
Os recursos para aquisição deste moderno sistema foram oriundos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Copasa e o Ministério Público, graças à intervenção do Promotor de Justiça, Dr. Glauco Peregrino.

Hoje o município conta com um Sistemas de Informações Georreferenciadas (S.I.G) e Cadastro Territorial Multifinalitário (C.T.M.) para modernização dos controles: Fiscal, Territorial e Tributário do Município de Conselheiro Lafaiete. Esse sistema está sendo fundamental na elaboração do Plano de Diretor, Lei de Uso e Ocupação do Solo, Plano de Mobilidade Urbana, Plano de Habitação de Interesse Social, Planta de Valores Imobiliários, Estudo de Bacias de Macro e Micro Drenagem do Município.

O processo de aprovação de construções e loteamentos e demais serviços ligados ao setor de construção civil já são totalmente informatizados, permitindo uma diminuição do tempo de análise e redução de custos de deslocamentos, fomentando projetos geradores de trabalho e renda.
O protocolo digital permite que qualquer cidadão possa formalizar seus pedidos ao município de forma remota, podendo realizar o acompanhamento de todos os processos em ambiente digital com dispensa de deslocamento aos prédios da Prefeitura e trâmite em papéis.
A Secretaria de Saúde está em fase de informatização total, permitindo o planejamento, controle e acompanhamento de todos os serviços de saúde, dessa forma tanto a gestão conseguirá dimensionar as demandas, como a população poderá acompanhar o andamento de seus pedidos.

Prefeitura de Lafaiete passa por grande transformação digital: inovações que facilitam a vida dos cidadãos

Hoje, dia 05 de outubro, no gabinete do Prefeito, aconteceu uma reunião com secretários municipais, assessores e técnicos de informática da prefeitura sobre a implantação do sistema de georreferenciamento, que se encontra em fase bem adiantada no município.
Em breve será uma realidade a interligação dos sistemas de cadastros e serviços de todas as secretarias em um único banco de dados com as informações necessárias para aferição da qualidade dos serviços e criação de políticas públicas que atendam aos anseios da comunidade.
Os recursos para aquisição deste moderno sistema foram oriundos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Copasa e o Ministério Público, graças à intervenção do Promotor de Justiça, Dr. Glauco Peregrino.

Hoje o município conta com um Sistemas de Informações Georreferenciadas (S.I.G) e Cadastro Territorial Multifinalitário (C.T.M.) para modernização dos controles: Fiscal, Territorial e Tributário do Município de Conselheiro Lafaiete. Esse sistema está sendo fundamental na elaboração do Plano de Diretor, Lei de Uso e Ocupação do Solo, Plano de Mobilidade Urbana, Plano de Habitação de Interesse Social, Planta de Valores Imobiliários, Estudo de Bacias de Macro e Micro Drenagem do Município.

O processo de aprovação de construções e loteamentos e demais serviços ligados ao setor de construção civil já são totalmente informatizados, permitindo uma diminuição do tempo de análise e redução de custos de deslocamentos, fomentando projetos geradores de trabalho e renda.
O protocolo digital permite que qualquer cidadão possa formalizar seus pedidos ao município de forma remota, podendo realizar o acompanhamento de todos os processos em ambiente digital com dispensa de deslocamento aos prédios da Prefeitura e trâmite em papéis.
A Secretaria de Saúde está em fase de informatização total, permitindo o planejamento, controle e acompanhamento de todos os serviços de saúde, dessa forma tanto a gestão conseguirá dimensionar as demandas, como a população poderá acompanhar o andamento de seus pedidos.

Feira de Inovação e Tecnologia do UNIFASAR reúne estudantes e atores do ecossistema local de inovação

O Centro Universitário Santa Rita – UNIFASAR promoveu no dia 5 de julho a Feira de Inovação e Tecnologia – TECFIN. O evento reuniu 25 trabalhos apresentados no formato de feira, além de outros 16 projetos no formato de PITCH, desenvolvidos pelos alunos dos cursos de Administração, Engenharia de Produção, Engenharia Civil e Engenharia de Controle e Automação em disciplinas como Projeto Integrador, Teoria da Inovação, Modelagem de Sistemas de Produção e Sistema de Desenvolvimento de Produtos.

A TECFIN foi organizada pelo Departamento de Inovação e Tecnologia do UNIFASAR e destacou-se como um importante espaço para os estudantes compartilharem suas ideias e mostrarem seu potencial criativo e inovador. Os trabalhos apresentados abordaram uma ampla gama de temas relacionados ao empreendedorismo, à inovação e tecnologia, demonstrando a aplicação das Metodologias Ativas de Aprendizagem e a diversidade de conhecimentos presentes no ambiente acadêmico do UNIFASAR.

O evento contou com a participação de atores do Ecossistema Local de Inovação do Alto Paraopeba – INOVAP, que desempenharam o papel de avaliadores dos trabalhos. Entre os avaliadores estavam representantes do SEBRAE, da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete, do Hub de Inovação de Ouro Branco – Ouro HUB, do QG da Inovação de Congonhas, da HomeInn Automação e da Socondmind Solutions. A presença desses atores externos ao ambiente acadêmico proporcionou uma avaliação mais abrangente e a troca de conhecimentos entre diferentes setores da sociedade.

Os trabalhos apresentados pelos alunos se destacaram pela qualidade, criatividade e aplicabilidade das ideias propostas. Os projetos demonstraram soluções inovadoras para problemas do cotidiano, abordando temas como sustentabilidade, acessibilidade, mobilidade, otimização de processos e automação. Os estudantes tiveram a oportunidade de expor seus trabalhos, receber feedbacks construtivos e estabelecer contatos com profissionais e empresas atuantes no mercado.

A Feira de Inovação e Tecnologia do UNIFASAR fortalece a relação entre a academia e o mercado, promovendo a interação e o compartilhamento de conhecimentos. Além disso, o evento incentiva o empreendedorismo e a criatividade dos estudantes, preparando-os para os desafios e demandas da atualidade.

O sucesso da TECFIN evidencia o compromisso do UNIFASAR em fomentar a inovação e o desenvolvimento tecnológico, proporcionando aos estudantes um ambiente propício para o aprendizado e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. A feira consolida-se como um espaço de destaque na região, reunindo estudantes, professores, empresas, instituições parceiras e o Ecossistema Local de Inovação – INOVAP em prol da inovação e do progresso tecnológico.

Com iniciativas como a Feira de Inovação e Tecnologia, o UNIFASAR reafirma seu papel como centro de excelência acadêmica e impulsionador do desenvolvimento regional, preparando profissionais capacitados e engajados com os desafios e oportunidades do mundo contemporâneo.

Estude com a qualidade de ensino que você merece. Venha para o Centro Universitário Santa Rita – UNIFASAR. Sua carreira começa aqui. Inscrições abertas com bolsas de estudo até 100%. Saiba mais em www.unifasar.edu.br/vestibular

O profissional mais buscado das próximas 2 décadas já está em falta

A sexta onda da inovação, focada na sustentabilidade, deve perdurar até 2045 e já gera grande demanda por especialistas no tema; veja como se qualificar

É difícil prever como os hábitos, os negócios ou o mercado de trabalho estarão daqui a alguns anos. Mas é possível enxergar tendências porque a economia não é estática. 

Segundo a teoria das ondas de inovação elaborada pelo economista Joseph Schumpeter, a próxima grande tendência é a sustentabilidade e o ESG. De acordo com o conceito, a onda da sustentabilidade teve início em 2020 e vai se prolongar, pelo menos, até 2045, ou seja, pelos próximos 23 anos. 

É por isso que a busca por profissionais especializados em ESG cresceu tanto nos últimos anos e tende a seguir em alta pelas próximas duas décadas. Por outro lado, o número de profissionais qualificados no tema é muito baixo e gera uma busca apressada do mercado. Isso significa que o profissional que será mais buscado pelas próximas duas décadas, já está em falta.

A era da sustentabilidade será marcada por modelos de negócios mais sustentáveis, conscientes e responsáveis com a sociedade e com o planeta. E, na prática, isso já está acontecendo. Só aqui no Brasil, 95% das empresas têm ESG como prioridade em suas agendas, segundo esta pesquisa.

Para 69% dos executivos C-Level de 16 países do mundo, trabalhar temas de sustentabilidade é essencial para o sucesso de qualquer negócio. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Google Cloud em parceria com a consultoria The Harris Poll.

A busca por profissionais se justifica pelo fato de que as empresas precisam de especialistas que saibam colocar as estratégias ESG em prática. Por isso, a EXAME e o Ibmec estão promovendo um Workshop gratuito sobre o tema com foco em mostrar, na prática, como as pessoas podem se especializar neste setor. 

Teoria das ondas de inovação

Em 1945, o economista Joseph Schumpeter elaborou a teoria das ondas de inovação, pela qual afirma que o capitalismo nunca fica parado, mas sim em constante evolução.

De acordo com o especialista, existe um motor por trás do capitalismo que o faz se reinventar de tempos em tempos: é a chamada destruição criativa.

Esse fenômeno acontece quando novas tendências, negócios e tecnologias são introduzidos na sociedade e causam um impacto tão, mas tão profundo, que chegam a reestruturar a economia – e, assim, acabam moldando e empurrando o capitalismo para frente, para a sua próxima era.

É exatamente a partir desse fenômeno que surgem as ondas de inovação. Até hoje, o mundo já completou 5 grandes ondas:

  • 1ª onda (1785 – 1845): Revolução Industrial
  • 2ª onda (1845 – 1900): Idade do Vapor
  • 3ª onda (1900 – 1950): Era da Eletricidade
  • 4ª onda (1950 – 1990): Produção em Massa
  • 5º onda (1900 – 2020): Redes e Tecnologias da Informação e Comunicação

6º onda: Sustentabilidade e ESG

Hoje, o mundo já vive a sexta grande onda: a da sustentabilidade e do ESG. E é justamente dentro desse ciclo que a revolução ESG está se desdobrando, a ponto de já ter prendido a atenção de governos, empresas e executivos de todo o mundo, passando a guiar as suas decisões nos últimos anos.

O tema foi destaque do último Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro deste ano, com os maiores líderes empresariais e políticos do mundo.

A primeira onda foi a Revolução Industrial, marcada pela chegada das fábricas de produção, principalmente a têxtil. Um dos maiores nomes desse ciclo foi o fabricante inglês Richard Arkwright, que fez história com a invenção da Water Frame, uma máquina de fiar hidráulica que transformava a fibra do algodão em fio.

A segunda onda foi a Idade do Vapor, marcada pelas máquinas a vapor, ferrovias e pelo uso do aço.  Já a terceira onda, conhecida como Era da Eletricidade, introduziu as linhas de montagem, os motores à combustão, a eletricidade e o uso de produtos químicos. Foi a época de ouro do Fordismo, modelo de produção criado por Henry Ford.

A quarta onda é chamada de Produção em Massa e trouxe os primeiros eletrônicos, aviões e o uso de produtos petroquímicos na indústria.

E a quinta onda é conhecida pelas Redes e Tecnologias da Informação e Comunicação, o que inclui a chegada disruptiva da internet, dos softwares e das redes sociais, tendo Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg como algumas das suas figuras mais bem-sucedidas.

FONTE EXAME

about

Be informed with the hottest news from all over the world! We monitor what is happenning every day and every minute. Read and enjoy our articles and news and explore this world with Powedris!

Instagram
© 2019 – Powedris. Made by Crocoblock.