Avanço na educação: Piranga (MG) inaugura escola para atender mais de 260 crianças

No último dia 02 de fevereiro , diante da população piranguense o Prefeito Luisinho, o vice Arlindo, acompanhados pelo presidente da câmara Júlio Resende, a Secretária Soninha Miranda e senhor Vininho Patrocínio, filho da Sra. Maria de Lourdes Ferreira do Patrocínio, professora piranguense que dá nome ao CMEI, descerraram a placa marcando a inauguração do Centro Municipal de Ensino Infantil.

Dona Maria de Lourdes foi uma importante educadora do nosso município, sendo pioneira na ensino nas comunidades rurais, seus familiares prestigiaram a inauguração.

A obra levou 10 anos para ser concluída, a administração 2021- 2024 investiu mais de R$ 1 milhão de reais para a sua finalização.

A CMEI conta com 10 salas de aula, cozinha profissional, banheiros projetados para crianças, banheiros acessíveis, biblioteca, possui ainda rampa de acesso e piso tátil direcional e de alerta perceptível por pessoas com deficiência visual; e muito mais, uma estrutura completa, moderna, funcional e acessível para todos.

São 1.317,99 m² de área construída.

Atualmente 263 crianças estão matriculadas no CMEI Maria de Lourdes Ferreira do Patrocínio, que recebe crianças de 3 a 5 anos, no maternal e educação infantil, em horário regular e integral.

Prefeitura de Piranga – MG tem inscrições anunciadas para novo Processo Seletivo

As oportunidades disponíveis serão destinadas à profissionais com formação nos níveis fundamental e superior

A partir do dia 9 de janeiro de 2024 serão recebidas as inscrições para o novo Processo Seletivo da Prefeitura de Piranga, no estado de Minas Gerais, que tem como objetivo a contratação de profissionais com formação nos níveis fundamental incompleto e superior.

As oportunidades disponíveis serão destinadas aos cargos de Professor Especialista – Educação Física (5) e Servente Escolar (15), os quais atuarão em jornadas de 25 a 30 horas semanais de trabalho, com remuneração que variam de R$ 1.261,62 a R$ 2.762,84 ao mês.

Além dos requisitos de escolaridade, para concorrer também é necessário ser brasileiro ou naturalizado e estar em dia com as obrigações eleitorais e militares.

Os interessados em concorrer deverão realizar as inscrições até o dia 10 de janeiro de 2024, apenas de maneira presencial na sede da Secretaria Municipal de Educação, localizada na Rua Benedito Valadares, nº 9, Centro. No local, o atendimento acontece nos horários de 8h às 11h e de 13h às 16h.

A classificação dos concorrentes acontecerá por meio de prova objetiva, que tem aplicação prevista para acontecer no dia 23 de janeiro de 2024.

Este Processo Seletivo terá validade pelo período de um ano, com possibilidade de prorrogação por tempo semelhante.

Para mais informações basta acessar o edital de abertura, disponível na íntegra para consulta em nosso site.

FONTE PCI CONCURSOS

MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes no Rio de Janeiro tem participação de alunos de Piranga (MG)

De 11 a 14 de setembro os alunos Joaquim 9° ano EF e Emerson Inácio 3° ano EMTI juntamente com o professor Adauto Mendes estarão representando a Escola Estadual Coronel José Ildefonso, de Piranga (MG) na MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes no Rio de Janeiro.
Para a comunidade escolar essa conquista tem grande valor, não só pela abrangência da competição, mas por estarem representando nosso Município, nossa SRE e o reconhecimento do empenho e participação da Escola Estadual Coronel José Ildefonso na Jornada de Foguetes, evento que é a etapa final da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
O apoio da @Prefeitura Municipal de Piranga foi fundamental para a participação da nossa escola na competição. Tal parceria contribui na realização dos sonhos dos alunos os quais levam o nome do município por todos os cantos do país.

MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes no Rio de Janeiro tem participação de alunos de Piranga (MG)

De 11 a 14 de setembro os alunos Joaquim 9° ano EF e Emerson Inácio 3° ano EMTI juntamente com o professor Adauto Mendes estarão representando a Escola Estadual Coronel José Ildefonso, de Piranga (MG) na MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes no Rio de Janeiro.
Para a comunidade escolar essa conquista tem grande valor, não só pela abrangência da competição, mas por estarem representando nosso Município, nossa SRE e o reconhecimento do empenho e participação da Escola Estadual Coronel José Ildefonso na Jornada de Foguetes, evento que é a etapa final da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
O apoio da @Prefeitura Municipal de Piranga foi fundamental para a participação da nossa escola na competição. Tal parceria contribui na realização dos sonhos dos alunos os quais levam o nome do município por todos os cantos do país.

Coreto charmoso completa seu centenário e evidencia sua beleza em praça histórica de Piranga (MG)

Os coretos são equipamentos urbanos presentes em todo o mundo, sua popularização na cultura ocidental ocorreu na Europa em meados do século  XVIII. Personificação da cultura e do lazer, ainda hoje são utilizados em festividades locais, criando um ambiente de dança e apreciação musical. Presente nas praças públicas brasileiras do final do século XIX e início do século XX, os coretos contam parte da história urbana nacional, pois foram considerados objetos símbolo de modernidade e desenvolvimento urbano. (Projeto “Coreto de Minas”- PUC-MG.).

Por João Vicente

O Coreto é uma construção que ainda observamos nas cidades interioranas que conseguiram preservar esse elemento urbanístico que teve grande importância até o fim da década de 1960. Ele guarda o romantismo do tempo em que as praças eram o ponto central dos eventos da sociedade. Sua arquitetura básica é composta de planta circular, elevado em alvenaria e com cobertura.
Alguns estudiosos apontam que o Coreto nasceu na China e foi trazido para a Europa na época das Cruzadas. Outros sugerem que ele surgiu com os movimentos liberais europeus, no século XIX, como forma de democratização de espaços para oradores e apresentações musicais, onde a população pobre poderia assisti-los, por isso o formato redondo. E isso foi um grande passo na sociedade que até então vivia excluída das atividades artísticas restritas aos grandes salões, palácios e óperas, como também para a política em si, pois vários pensadores ou líderes poderiam expor suas ideias aos menos favorecidos e assim surgir movimentos locais. Esse espaço democrático se espalhou por toda a Europa e, em vários países, tinha significados distintos: na Itália coretto significava local de vendas de tabaco, bebidas e jornais; na Inglaterra bandstand, na França kiosque a musique e na Espanha quiosco de musica significava local de apresentação de bandas musicais.

No Brasil


Com o início das instalações dos povoados e das vilas, o centro era, em sua maioria, composto por uma capela com um espaço aberto em frente, que hoje denominamos de praça. Nesse espaço, chamados “Largo da Praça” eram construídos chafarizes, para o abastecimento de água que predominaram até o fim do século XIX. Quando as praças começaram a receber o paisagismo, o coreto surgiu como elemento decorativo e tornou-se popular, com a função de entretenimento para a população e também um espaço para discursos políticos e transmissão de notícias importantes. A expressão bagunçar o coreto significa que a(s) pessoa(s) atrapalhou algum acontecimento importante da cidade. Na década de 1940, a popularização do rádio e suas radionovelas, fizeram com que as pessoas ficassem mais em suas casas à noite e, uma década depois, com a chegada da televisão, o coreto foi relegado ao segundo plano, principalmente nas cidades médias. Muitos coretos foram demolidos, ou “abafados” nas praças dos grandes centros urbanos, porém nas cidades interioranas eles ainda são destaque na paisagem urbana e funcionam como antigamente.

3 coretos, sendo o primeiro de Uberlândia, segundo de Lençóis- Bahia e o terceiro de Cons. Lafaiete

Um breve relato da história do Coreto de Piranga

Piso do coreto de Piranga com o nome do administrador da época, Cel. Amantino Maciel e o ano da inauguração, 1923.

Em 1922, o governo brasileiro incentivou as administrações municipais a construir coretos e praças como marco histórico para comemorar o centenário da Independência do Brasil nos largos das Matrizes que passaram no ano 1922 a chamar, “Praça da Liberdade”. Piranga em 1924 tinha como administrador, o Cel. Amantino Maciel, que na época passava por um processo de recuperação sanitária proveniente dos estragos que a gripe espanhola (1918-1919) havia causado a população e se estruturava com obras de urbanização, como calçamento e a construção do novo Fórum de estilo neoclássico. Com o advento do centenário da Independência, o prefeito Cel. Amantino Maciel também aderiu ao movimento e construiu o coreto no antigo largo da Matriz Nossa Senhora da Conceição. Um fato misterioso aconteceu na época o que fez atrasar a inauguração do coreto. O arquiteto alemão, Franz Joseph Bolt, responsável pela obra tanto do Fórum, quanto do coreto foi encontrado morto em novembro de 1922 e substituto pelo mestre Rafhael Giulliano que terminou a obra, inaugurada em 7 de setembro em 1923.

Antigo Fórum de Piranga, estilo neoclássico. Na ultima administração era a sede da Prefeitura, hoje abriga departamentos municipais e que futuramente pode virar o Museu da cidade.

Com a construção do coreto e da praça, o antigo largo da Matriz transformou em espaços de lazer e cultura na cidade. A praça e o coreto  passou a ter um papel cultural importante na vida citadina dos  moradores de Piranga com a realização de  manifestações culturais, políticas e de lazer, principalmente depois das missas com a chegada da luz elétrica. O coreto é um dos patrimônio mais valioso    da  população piranguense, pois ele representa uma memória viva de gerações a gerações que curtiram o coreto como  um espaço de namoricos,de brincadeiras de crianças,de abrigo dos foliões nos velhos carnavais, pelos comícios políticos e pelas corporações musicais.Como eu morei na praça, lembro de tudo isso que citei sobre a praça e o coreto na década de 60 e 70. A atual Pça Cel. Amantino Maciel, onde fica o coreto, recebeu esse nome em 1960( lei 218 de 28.12)sancionada pelo prefeito Zuzu.

Coreto na década de 40 e a lei que mudou o nome da Praça em 1960  

Vale destacar que arquitetura do coreto de Piranga difere da maioria dos coretos construídos em |Minas Gerais e no Brasil. Enquanto os coretos são circulares, o de Piranga tem estilo oriental com charola templária octogonal e na sua laje uma lira harpa simbolizando que aquele espaço é um espaço da musica e de manifestações  culturais  local.

Teto do coreto com a chalota templaria

Apesar da importância cultural que o coreto de Piranga tem para seus moradores nenhuma atividade oficial foi programada para comemorar o Centenário do coreto, inaugurado em 1923, juntamente com o prédio do Fórum de estilo neoclássico. Vale ressaltar que o símbolo da atual administração municipal é o próprio coreto.

Logo da Administração Municipal

Mais informações sobre a história do coreto de Piranga, visite o Arquivo do Conhecimento Claudio Manoel da Costa que fica na antiga rua do Estudo no interior do  Escritório de Contabilidade Gomes, o mais antigo escritório contábil da região, onde você encontrará um livro escrito pelo diretor do ACCMC, Marco de Nilo que conta com mais detalhes a história de um dos coretos mais bonitos do Brasil.

Livro:Viajando pela História – autor Marco de Nilo

Fonte: Arquivo do Conhecimento Claudio Manoel da Costa-Piranga-Adpatação texto Renata Weber-Site Cultura&Cidadania)

Foto capa: Guara Drone

Coreto charmoso completa seu centenário e evidencia sua beleza em praça histórica de Piranga (MG)

Os coretos são equipamentos urbanos presentes em todo o mundo, sua popularização na cultura ocidental ocorreu na Europa em meados do século  XVIII. Personificação da cultura e do lazer, ainda hoje são utilizados em festividades locais, criando um ambiente de dança e apreciação musical. Presente nas praças públicas brasileiras do final do século XIX e início do século XX, os coretos contam parte da história urbana nacional, pois foram considerados objetos símbolo de modernidade e desenvolvimento urbano. (Projeto “Coreto de Minas”- PUC-MG.).

Por João Vicente

O Coreto é uma construção que ainda observamos nas cidades interioranas que conseguiram preservar esse elemento urbanístico que teve grande importância até o fim da década de 1960. Ele guarda o romantismo do tempo em que as praças eram o ponto central dos eventos da sociedade. Sua arquitetura básica é composta de planta circular, elevado em alvenaria e com cobertura.
Alguns estudiosos apontam que o Coreto nasceu na China e foi trazido para a Europa na época das Cruzadas. Outros sugerem que ele surgiu com os movimentos liberais europeus, no século XIX, como forma de democratização de espaços para oradores e apresentações musicais, onde a população pobre poderia assisti-los, por isso o formato redondo. E isso foi um grande passo na sociedade que até então vivia excluída das atividades artísticas restritas aos grandes salões, palácios e óperas, como também para a política em si, pois vários pensadores ou líderes poderiam expor suas ideias aos menos favorecidos e assim surgir movimentos locais. Esse espaço democrático se espalhou por toda a Europa e, em vários países, tinha significados distintos: na Itália coretto significava local de vendas de tabaco, bebidas e jornais; na Inglaterra bandstand, na França kiosque a musique e na Espanha quiosco de musica significava local de apresentação de bandas musicais.

No Brasil


Com o início das instalações dos povoados e das vilas, o centro era, em sua maioria, composto por uma capela com um espaço aberto em frente, que hoje denominamos de praça. Nesse espaço, chamados “Largo da Praça” eram construídos chafarizes, para o abastecimento de água que predominaram até o fim do século XIX. Quando as praças começaram a receber o paisagismo, o coreto surgiu como elemento decorativo e tornou-se popular, com a função de entretenimento para a população e também um espaço para discursos políticos e transmissão de notícias importantes. A expressão bagunçar o coreto significa que a(s) pessoa(s) atrapalhou algum acontecimento importante da cidade. Na década de 1940, a popularização do rádio e suas radionovelas, fizeram com que as pessoas ficassem mais em suas casas à noite e, uma década depois, com a chegada da televisão, o coreto foi relegado ao segundo plano, principalmente nas cidades médias. Muitos coretos foram demolidos, ou “abafados” nas praças dos grandes centros urbanos, porém nas cidades interioranas eles ainda são destaque na paisagem urbana e funcionam como antigamente.

3 coretos, sendo o primeiro de Uberlândia, segundo de Lençóis- Bahia e o terceiro de Cons. Lafaiete

Um breve relato da história do Coreto de Piranga

Piso do coreto de Piranga com o nome do administrador da época, Cel. Amantino Maciel e o ano da inauguração, 1923.

Em 1922, o governo brasileiro incentivou as administrações municipais a construir coretos e praças como marco histórico para comemorar o centenário da Independência do Brasil nos largos das Matrizes que passaram no ano 1922 a chamar, “Praça da Liberdade”. Piranga em 1924 tinha como administrador, o Cel. Amantino Maciel, que na época passava por um processo de recuperação sanitária proveniente dos estragos que a gripe espanhola (1918-1919) havia causado a população e se estruturava com obras de urbanização, como calçamento e a construção do novo Fórum de estilo neoclássico. Com o advento do centenário da Independência, o prefeito Cel. Amantino Maciel também aderiu ao movimento e construiu o coreto no antigo largo da Matriz Nossa Senhora da Conceição. Um fato misterioso aconteceu na época o que fez atrasar a inauguração do coreto. O arquiteto alemão, Franz Joseph Bolt, responsável pela obra tanto do Fórum, quanto do coreto foi encontrado morto em novembro de 1922 e substituto pelo mestre Rafhael Giulliano que terminou a obra, inaugurada em 7 de setembro em 1923.

Antigo Fórum de Piranga, estilo neoclássico. Na ultima administração era a sede da Prefeitura, hoje abriga departamentos municipais e que futuramente pode virar o Museu da cidade.

Com a construção do coreto e da praça, o antigo largo da Matriz transformou em espaços de lazer e cultura na cidade. A praça e o coreto  passou a ter um papel cultural importante na vida citadina dos  moradores de Piranga com a realização de  manifestações culturais, políticas e de lazer, principalmente depois das missas com a chegada da luz elétrica. O coreto é um dos patrimônio mais valioso    da  população piranguense, pois ele representa uma memória viva de gerações a gerações que curtiram o coreto como  um espaço de namoricos,de brincadeiras de crianças,de abrigo dos foliões nos velhos carnavais, pelos comícios políticos e pelas corporações musicais.Como eu morei na praça, lembro de tudo isso que citei sobre a praça e o coreto na década de 60 e 70. A atual Pça Cel. Amantino Maciel, onde fica o coreto, recebeu esse nome em 1960( lei 218 de 28.12)sancionada pelo prefeito Zuzu.

Coreto na década de 40 e a lei que mudou o nome da Praça em 1960  

Vale destacar que arquitetura do coreto de Piranga difere da maioria dos coretos construídos em |Minas Gerais e no Brasil. Enquanto os coretos são circulares, o de Piranga tem estilo oriental com charola templária octogonal e na sua laje uma lira harpa simbolizando que aquele espaço é um espaço da musica e de manifestações  culturais  local.

Teto do coreto com a chalota templaria

Apesar da importância cultural que o coreto de Piranga tem para seus moradores nenhuma atividade oficial foi programada para comemorar o Centenário do coreto, inaugurado em 1923, juntamente com o prédio do Fórum de estilo neoclássico. Vale ressaltar que o símbolo da atual administração municipal é o próprio coreto.

Logo da Administração Municipal

Mais informações sobre a história do coreto de Piranga, visite o Arquivo do Conhecimento Claudio Manoel da Costa que fica na antiga rua do Estudo no interior do  Escritório de Contabilidade Gomes, o mais antigo escritório contábil da região, onde você encontrará um livro escrito pelo diretor do ACCMC, Marco de Nilo que conta com mais detalhes a história de um dos coretos mais bonitos do Brasil.

Livro:Viajando pela História – autor Marco de Nilo

Fonte: Arquivo do Conhecimento Claudio Manoel da Costa-Piranga-Adpatação texto Renata Weber-Site Cultura&Cidadania)

Foto capa: Guara Drone

Tradicional Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau é festejado em Piranga (MG); evento religioso de mais de 2 séculos arrasta multidão

O Santuário Arquidiocesano do Bom Jesus do Bacalhau, no Distrito de Santo Antônio do Pirapetinga, no município de Piranga (MG), celebrou o 237° Jubileu do Bom Jesus, entre os dias 1º e 15 de agosto.

No contexto do Ano Vocacional no Brasil, o Jubileu foi norteado pelo seguinte tema “O Bom Jesus nos chama a viver a vocação como graça e missão”, por meio do qual todos os participantes foram convidados a dirigir as orações pelas vocações. Dessa maneira, evidencia-se que é o próprio Senhor que faz o coração arder por sua Palavra e colocar os pés a caminho da missão de anunciar o Evangelho a todas as criaturas.

Neste clima festivo, os romeiros e devotos contaram com uma programação extensa. Antes mesmo da abertura oficial do Jubileu, houve no dia 30 de julho, a 3ª Cavalgada da Fé, seguida de bênção para os cavaleiros e a Santa Missa. No dia 31 de julho, foi celebrada uma Missa para o Conselho Administrativo e demais voluntários do Santuário, e logo após, foi dada a bênção e inauguração do Restaurante do Bom Jesus, um espaço construído para acolher melhor os devotos e ajudar nas obras de reforma do Santuário.

A abertura oficial do Jubileu se deu no dia 1º de agosto, com a concentração dos romeiros e romeiras, em frente à Igreja de Santo Antônio e uma caminhada com uma bela apresentação cultural, que remonta às origens do Jubileu, encenada por moradores de Bacalhau. Logo após, às 19h, houve a Celebração Eucarística presidida pelo Reitor do Santuário e Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Piranga, Padre Reginaldo Coelho.

Ao longo dos demais dias, de 02 a 14 de agosto, foram realizadas diversas Celebrações de Missas, atendimentos de confissão, além da programação paralela, como a adoração ao Santíssimo, Oração do Terço Mariano, do Ofício de Nossa Senhora, do Terço da Misericórdia e os momentos culturais, com apresentação musical de artistas da cidade.

Mais uma vez, destacou-se a fé e a devoção dos milhares de romeiros e romeiras do Bom Jesus que peregrinaram ao Santuário para agradecer as graças alcançadas e deixar seus pedidos aos pés do Bom Jesus. Neste ano, o que chamou a atenção de todos foi a presença de muitas romarias de fiéis de cidades mineiras e de outros estados, além de várias paróquias da Arquidiocese de Mariana que participaram do Jubileu pela primeira vez.

Dia jubilar

O encerramento das festividades ocorreu no dia 15, com a Santa Missa Solene, às 15h, e a bênção papal do Bom Jesus, com Indulgência Plenária. A celebração foi presidida pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Antônio Reis Costa, que em sua homilia refletiu sobre três palavras ditas por Jesus no Evangelho.

A primeira palavra ressaltada foi “Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”. A partir disso, indagou a todos os presentes: “Quais lembranças nós poderíamos colocar no coração e levá-las para nossa vida? […] Amor ao nosso Deus e confiança total no Pai. […] A lembrança e a graça que pedimos ao Bom Jesus é que Ele nos conceda generosamente, ao concluir nosso Jubileu, é que saiamos daqui com um amor maior ao nosso Deus e com uma confiança total Nele”.

A segunda palavra, “‘Perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem’, é a primeira palavra que Jesus pronuncia estando pregado na cruz. É uma palavra de perdão, sobre todos aqueles que O haviam traído, abandonado, torturado e condenando à morte […]. É uma palavra que estende à humanidade inteira em todas as épocas e se estende também a nós. E o tempo do Jubileu possui essa característica forte de ser um tempo de reconciliação”.

Assim, Monsenhor Luiz Antônio trouxe à tona a realidade do perdão dado pelo Bom Jesus, como expressão do seu amor. “Nossa conversão deve ser uma resposta de amor ao perdão que amorosamente o Bom Jesus sempre nos oferece”, ressaltou.

A terceira palavra de Jesus meditada foi “Mulher, eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua Mãe”, fazendo uma relação entre as festas do Bom Jesus e da Assunção de Maria, celebrados em 15 de agosto.

“É transbordante a bondade, a misericórdia do Bom Jesus. É uma bondade tão grande, tão impressionante que Ele nos dá a sua própria Mãe para ser a nossa Mãe. Nos dá Maria Santíssima para que Ela seja uma presença em nossas vidas, cuidando de nós como seus verdadeiros filhos, nos aproximando cada vez mais de Jesus, nos configurando com Ele”. A partir disso, exortou a todos que atendessem o pedido de Nossa Senhora, que em Fátima indicou: “Rezem o Terço todos os dias”. Desse modo, encontramos forças para perseverar nas graças recebidas durante o jubileu.

Ao final, Padre Reginaldo agradeceu a todos que contribuíram para que o 237º acontecesse, sobretudo, o intenso e alegre trabalho da equipe de voluntários dos vários serviços desenvolvidos no Santuário do Bom Jesus.

Visite o Santuário do Bom Jesus de Bacalhau

Além do tempo de Jubileu, o Santuário fica aberto de terça a domingo, entre 8h e 16h, para acolher os romeiros (as). Além disso, conta com uma programação de retiros e com a Missa do romeiro, que é celebrada todo dia 15 do mês, às 17h. Para mais informações sobre o Santuário e organização de caravanas, favor entrar em contato com a Secretaria do Bom Jesus, por meio do telefone (31) 9 95312780.

“A casa do Bom Jesus é também a nossa casa!”

Pastoral da Comunicação do Santuário Arquidiocesano do Bom Jesus do Bacalhau

Fotos: Pascom do Santuário.

FONTE ARQUIDIOCESEMARIANA

Tradicional Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau é festejado em Piranga (MG); evento religioso de mais de 2 séculos arrasta multidão

O Santuário Arquidiocesano do Bom Jesus do Bacalhau, no Distrito de Santo Antônio do Pirapetinga, no município de Piranga (MG), celebrou o 237° Jubileu do Bom Jesus, entre os dias 1º e 15 de agosto.

No contexto do Ano Vocacional no Brasil, o Jubileu foi norteado pelo seguinte tema “O Bom Jesus nos chama a viver a vocação como graça e missão”, por meio do qual todos os participantes foram convidados a dirigir as orações pelas vocações. Dessa maneira, evidencia-se que é o próprio Senhor que faz o coração arder por sua Palavra e colocar os pés a caminho da missão de anunciar o Evangelho a todas as criaturas.

Neste clima festivo, os romeiros e devotos contaram com uma programação extensa. Antes mesmo da abertura oficial do Jubileu, houve no dia 30 de julho, a 3ª Cavalgada da Fé, seguida de bênção para os cavaleiros e a Santa Missa. No dia 31 de julho, foi celebrada uma Missa para o Conselho Administrativo e demais voluntários do Santuário, e logo após, foi dada a bênção e inauguração do Restaurante do Bom Jesus, um espaço construído para acolher melhor os devotos e ajudar nas obras de reforma do Santuário.

A abertura oficial do Jubileu se deu no dia 1º de agosto, com a concentração dos romeiros e romeiras, em frente à Igreja de Santo Antônio e uma caminhada com uma bela apresentação cultural, que remonta às origens do Jubileu, encenada por moradores de Bacalhau. Logo após, às 19h, houve a Celebração Eucarística presidida pelo Reitor do Santuário e Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Piranga, Padre Reginaldo Coelho.

Ao longo dos demais dias, de 02 a 14 de agosto, foram realizadas diversas Celebrações de Missas, atendimentos de confissão, além da programação paralela, como a adoração ao Santíssimo, Oração do Terço Mariano, do Ofício de Nossa Senhora, do Terço da Misericórdia e os momentos culturais, com apresentação musical de artistas da cidade.

Mais uma vez, destacou-se a fé e a devoção dos milhares de romeiros e romeiras do Bom Jesus que peregrinaram ao Santuário para agradecer as graças alcançadas e deixar seus pedidos aos pés do Bom Jesus. Neste ano, o que chamou a atenção de todos foi a presença de muitas romarias de fiéis de cidades mineiras e de outros estados, além de várias paróquias da Arquidiocese de Mariana que participaram do Jubileu pela primeira vez.

Dia jubilar

O encerramento das festividades ocorreu no dia 15, com a Santa Missa Solene, às 15h, e a bênção papal do Bom Jesus, com Indulgência Plenária. A celebração foi presidida pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Antônio Reis Costa, que em sua homilia refletiu sobre três palavras ditas por Jesus no Evangelho.

A primeira palavra ressaltada foi “Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”. A partir disso, indagou a todos os presentes: “Quais lembranças nós poderíamos colocar no coração e levá-las para nossa vida? […] Amor ao nosso Deus e confiança total no Pai. […] A lembrança e a graça que pedimos ao Bom Jesus é que Ele nos conceda generosamente, ao concluir nosso Jubileu, é que saiamos daqui com um amor maior ao nosso Deus e com uma confiança total Nele”.

A segunda palavra, “‘Perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem’, é a primeira palavra que Jesus pronuncia estando pregado na cruz. É uma palavra de perdão, sobre todos aqueles que O haviam traído, abandonado, torturado e condenando à morte […]. É uma palavra que estende à humanidade inteira em todas as épocas e se estende também a nós. E o tempo do Jubileu possui essa característica forte de ser um tempo de reconciliação”.

Assim, Monsenhor Luiz Antônio trouxe à tona a realidade do perdão dado pelo Bom Jesus, como expressão do seu amor. “Nossa conversão deve ser uma resposta de amor ao perdão que amorosamente o Bom Jesus sempre nos oferece”, ressaltou.

A terceira palavra de Jesus meditada foi “Mulher, eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua Mãe”, fazendo uma relação entre as festas do Bom Jesus e da Assunção de Maria, celebrados em 15 de agosto.

“É transbordante a bondade, a misericórdia do Bom Jesus. É uma bondade tão grande, tão impressionante que Ele nos dá a sua própria Mãe para ser a nossa Mãe. Nos dá Maria Santíssima para que Ela seja uma presença em nossas vidas, cuidando de nós como seus verdadeiros filhos, nos aproximando cada vez mais de Jesus, nos configurando com Ele”. A partir disso, exortou a todos que atendessem o pedido de Nossa Senhora, que em Fátima indicou: “Rezem o Terço todos os dias”. Desse modo, encontramos forças para perseverar nas graças recebidas durante o jubileu.

Ao final, Padre Reginaldo agradeceu a todos que contribuíram para que o 237º acontecesse, sobretudo, o intenso e alegre trabalho da equipe de voluntários dos vários serviços desenvolvidos no Santuário do Bom Jesus.

Visite o Santuário do Bom Jesus de Bacalhau

Além do tempo de Jubileu, o Santuário fica aberto de terça a domingo, entre 8h e 16h, para acolher os romeiros (as). Além disso, conta com uma programação de retiros e com a Missa do romeiro, que é celebrada todo dia 15 do mês, às 17h. Para mais informações sobre o Santuário e organização de caravanas, favor entrar em contato com a Secretaria do Bom Jesus, por meio do telefone (31) 9 95312780.

“A casa do Bom Jesus é também a nossa casa!”

Pastoral da Comunicação do Santuário Arquidiocesano do Bom Jesus do Bacalhau

Fotos: Pascom do Santuário.

FONTE ARQUIDIOCESEMARIANA

Cemitérios dos Enforcados

Na última matéria sobre o tema, vamos destacar as razões que me levaram a escrever e reproduzir o tema sobre enforcamento dos escravos no Brasil com destaque para o enforcamento ocorrido em Piranga- Minas Gerais.

Por João Vicente

Parte 5 – LARGO DO ROSÁRIO: local onde eu nasci, onde ficava o antigo cemitério dos escravos e dos negros libertos e palco dos enforcamentos em Piranga

Largo do Rosário em 1950. A casa onde nasci está à esquerda do Casarão que na época era um Hospital. O cemitério ficava atrás da Igreja do Rosário. O largo era onde aconteciam os enforcamentos. (foto: ACCMC-Piranga)

O largo do Rosário foi onde eu nasci em 1962. Por tanto, sou pirangusense rosarista da gema. E´nesse espaço que passei grande parte da minhas infância, brincando de pique e jogando pelada com meus amigos de infância, onde eu tenho só boas lembranças. Mas, foi numa noite, numa mesa do Bar do nosso amigo Celso reunido com meus irmãos que surgiu a ideia de escrever e reproduzir texto sobre os enforcamentos de escravos no século XIX no Brasil e, em Minas Gerais. Meus irmãos mais velhos Nilo e Marco sempre contam que na década de 60 quando meu pai Nilo Gomes iniciou uma obra atrás da igreja do Rosário aconteceu um caso inusitado e sinistro com o mano Nilo que brincava ao lado de uma caixa d´água e de repente a terra a fundou e o Nilo quase foi junto e se não fosse o Tui que estava perto e que conseguiu segurá-lo pelo pescoço. Mai ai veio a grande descoberta. Com o afundamento da terra aflorou alguns ossos humanos assustando a todos. Meus pais que era o único contador da cidade procurou a paróquia e descobriram que ali fora no passado um cemitério dos escravos. Muitos anos depois, pesquisas feitas pelo diretor Marco de Nilo do ACCMC no Fórum de Piranga, foram encontrados documentos que relatavam enforcamentos ocorridos no Largo do Rosário, e um desses documentos, estão exposto no Espaço Cultural do Fórum daquela cidade. Foi com essa prosa com os meus irmãos no Bar do Celso na Praça do Rosário que surgiu às matérias com o titulo “Cemitérios dos Enforcados”.

Praça do Rosário (antigo largo).Ao fundo Capela de NS do Rosário do século XVIII

O largo do Rosário nasceu com a construção da Capela de NS do Rosário pela Irmandade dos homens de Preto nos meados do século XVIII e no fundo desta capela um cemitério onde eram enterradas a população negra livre, escrava e pessoas indulgentes. Foi no largo do Rosário que em 1843 aconteceu o primeiro enforcamento de um escravo relatado em documentos oficiais que se encontram em exposição no espaço cultural do Fórum Dr.Luiz Romualdo da Silva. Segue abaixo a transcrição do relato do enforcamento do escravo.  

“  Homicidio acontecido no Distrito de NS da Conceição do Turvo, Freguesia  da Villa de Piranga; O escravo Antonio , idade  de  vinte três anos, solteiro, não sabendo ler, nem mesmo escrever, era escravo de João Batista da Costa Moreira e foi acusado de “ assacignasto”(assassinato) de seu saenhor.

A testemunha de f.5 informou que o senhor João Batista havia passado carta de alforria ao escravo Antonio, mas havia arrependido.

Levado a Júri, a sentença foi dada às ff 21e 21. “ A vista da descisão do Jury e do disposto no artigo 1º da lei de 10 de junho de 1835, condeno ao réu Antonio escravo de João Batista Costa Moreira a pena de morte: Intime-se da sentença ao Sr. Curador,pagas as custas pelos cofres da Municipalidade nos termos da lei.Data da Sessão do Jury da Villa de Piranga, 22 de abril de 1843.Jose Ricardo de Sá Rego.

O condenado foi enforcado no dia 30 de outubro de 1843, às onze horas da manhã na forca levantada no largo do Rosário da Villa de Piranga, tendo sido condenado pelo Juiz Criminal  Francisco de Carvalho Duarte Badaró pelo sennhor Escrivão, Antonio Joaquim, pela força de policia e guardas nacionais.

Pelo carrasco foi declarado que foi suspenso e enforcado até que morresse na forma da sentença,e foi este acto ultimado, e seu corpo levado e sepultado no cemitério atrás da Capela de NS do Rosário desta sobre dita Villa.”

Documento do processo do enforcamento do escravo  em exposição no Centro Cultural do Fórum de Piranga

Cemitérios dos Enforcados

Na última matéria sobre o tema, vamos destacar as razões que me levaram a escrever e reproduzir o tema sobre enforcamento dos escravos no Brasil com destaque para o enforcamento ocorrido em Piranga- Minas Gerais.

Por João Vicente

Parte 5 – LARGO DO ROSÁRIO: local onde eu nasci, onde ficava o antigo cemitério dos escravos e dos negros libertos e palco dos enforcamentos em Piranga

Largo do Rosário em 1950. A casa onde nasci está à esquerda do Casarão que na época era um Hospital. O cemitério ficava atrás da Igreja do Rosário. O largo era onde aconteciam os enforcamentos. (foto: ACCMC-Piranga)

O largo do Rosário foi onde eu nasci em 1962. Por tanto, sou pirangusense rosarista da gema. E´nesse espaço que passei grande parte da minhas infância, brincando de pique e jogando pelada com meus amigos de infância, onde eu tenho só boas lembranças. Mas, foi numa noite, numa mesa do Bar do nosso amigo Celso reunido com meus irmãos que surgiu a ideia de escrever e reproduzir texto sobre os enforcamentos de escravos no século XIX no Brasil e, em Minas Gerais. Meus irmãos mais velhos Nilo e Marco sempre contam que na década de 60 quando meu pai Nilo Gomes iniciou uma obra atrás da igreja do Rosário aconteceu um caso inusitado e sinistro com o mano Nilo que brincava ao lado de uma caixa d´água e de repente a terra a fundou e o Nilo quase foi junto e se não fosse o Tui que estava perto e que conseguiu segurá-lo pelo pescoço. Mai ai veio a grande descoberta. Com o afundamento da terra aflorou alguns ossos humanos assustando a todos. Meus pais que era o único contador da cidade procurou a paróquia e descobriram que ali fora no passado um cemitério dos escravos. Muitos anos depois, pesquisas feitas pelo diretor Marco de Nilo do ACCMC no Fórum de Piranga, foram encontrados documentos que relatavam enforcamentos ocorridos no Largo do Rosário, e um desses documentos, estão exposto no Espaço Cultural do Fórum daquela cidade. Foi com essa prosa com os meus irmãos no Bar do Celso na Praça do Rosário que surgiu às matérias com o titulo “Cemitérios dos Enforcados”.

Praça do Rosário (antigo largo).Ao fundo Capela de NS do Rosário do século XVIII

O largo do Rosário nasceu com a construção da Capela de NS do Rosário pela Irmandade dos homens de Preto nos meados do século XVIII e no fundo desta capela um cemitério onde eram enterradas a população negra livre, escrava e pessoas indulgentes. Foi no largo do Rosário que em 1843 aconteceu o primeiro enforcamento de um escravo relatado em documentos oficiais que se encontram em exposição no espaço cultural do Fórum Dr.Luiz Romualdo da Silva. Segue abaixo a transcrição do relato do enforcamento do escravo.  

“  Homicidio acontecido no Distrito de NS da Conceição do Turvo, Freguesia  da Villa de Piranga; O escravo Antonio , idade  de  vinte três anos, solteiro, não sabendo ler, nem mesmo escrever, era escravo de João Batista da Costa Moreira e foi acusado de “ assacignasto”(assassinato) de seu saenhor.

A testemunha de f.5 informou que o senhor João Batista havia passado carta de alforria ao escravo Antonio, mas havia arrependido.

Levado a Júri, a sentença foi dada às ff 21e 21. “ A vista da descisão do Jury e do disposto no artigo 1º da lei de 10 de junho de 1835, condeno ao réu Antonio escravo de João Batista Costa Moreira a pena de morte: Intime-se da sentença ao Sr. Curador,pagas as custas pelos cofres da Municipalidade nos termos da lei.Data da Sessão do Jury da Villa de Piranga, 22 de abril de 1843.Jose Ricardo de Sá Rego.

O condenado foi enforcado no dia 30 de outubro de 1843, às onze horas da manhã na forca levantada no largo do Rosário da Villa de Piranga, tendo sido condenado pelo Juiz Criminal  Francisco de Carvalho Duarte Badaró pelo sennhor Escrivão, Antonio Joaquim, pela força de policia e guardas nacionais.

Pelo carrasco foi declarado que foi suspenso e enforcado até que morresse na forma da sentença,e foi este acto ultimado, e seu corpo levado e sepultado no cemitério atrás da Capela de NS do Rosário desta sobre dita Villa.”

Documento do processo do enforcamento do escravo  em exposição no Centro Cultural do Fórum de Piranga

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