Diretoria de Patrimônio Histórico de Congonhas entrega novos Inventários e Dossiês do Tombamento conforme a política do Programa ICMS Patrimônio Cultural

A Prefeitura Municipal de Congonhas, por meio do Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico – DPHA, faz entrega de novos inventários e Dossiês de Tombamento, conforme a política do Programa ICMS Patrimônio Cultural. Congonhas chega ao fim de 2023 com 305 bens inventariados nas categorias de bens móveis, imóveis, imateriais, acervos, conjuntos urbanos, sítios naturais e sítios arqueológicos. O Município tem, atualmente, 20 bens tombados na esfera municipal, 03 na estadual, 04 na federal e mais 04 bens imateriais registrados tanto na esfera estadual quanto na federal.

Foram inventariados, este ano, pelo município:
Embarcadouro Ferroviário da Cruzeiro do Sul;
Comunidade Remanescente Quilombola Barra de Santo Antônio;
Comunidade Remanescente Quilombola do Campinho;
Arquivo da Escola Municipal Barão de Congonhas;
Atualização do inventário da Ladeira Bom Jesus;
Atualização do inventário do Jubileu do Bom Jesus.

Outro Dossiê de Tombamento que está sendo entregue é o do prédio da Escola Municipal Barão de Congonhas. Neste caso, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Congonhas – Comuphac – realizou o levantamento para registro do imóvel no ano de 2019. De acordo com a DPHA, o dossiê é primordial para estabelecer diretrizes de conservação e valorização do imóvel, bem como sua relevante história afetiva com a comunidade congonhense.

Também está sendo finalizada complementação ao Dossiê de Tombamento da Igreja de São José Operário, de 2002, devido a recomendações do IEPHA.

Sobre os inventários para registros e tombamentos:
Os inventários são uma forma de proteção e catalogação inicial feitos por meio de fichas com levantamentos arquitetônicos, históricos e descrição. Eles são avaliados e aprovados pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Congonhas que poderá gerar, posteriormente, um tombamento ou registro imaterial.

Sobre o ICMS Cultural:
O ICMS Patrimônio Cultural é um programa de incentivo oriundo da Lei Robin Hood, destinado à preservação e difusão do patrimônio cultural de Minas Gerais, gerenciado pelo Iepha-MG. As avaliações recebem pontuações e posterior repasse de recursos aos municípios do ICMS Cultural para os que trabalham na preservação e conservação de seu patrimônio e suas referências culturais através de políticas públicas relevantes.

Os acervos do programa ICMS Patrimônio Cultural estão disponíveis à população na Diretoria de Patrimônio Histórico. Confira a listagem de bens tombados, registrados e inventariados em 2023:
https://drive.google.com/file/d/1BVRiHw_JjvyA4l-PJdSFr0C-OjLjdObS/view?usp=sharing

Fichas de inventário 2023
https://drive.google.com/drive/folders/1N2775MR37VSigPC8QHhnp9LWs-R3XMcg?usp=sharing

Texto: Daniel Palazzi – colaboração: Diretoria de Patrimônio Histórico
Fotos: Acervo DPHAC
1: Capa – Barra de Santo Antônio
2: Arquivos para registro E.M. Barão de Congonhas
3: Embarcadouro
4: Comunidade do bairro Campinho

Após controvérsias, MAB afirma que Política de Barragens valerá pra danos em Mariana e Brumadinho

Segundo representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, a Lei não é retroativa mas os danos provocados pelos rompimentos são continuados

Após controvérsias sobre a validade da Política Nacional dos Atingidos por Barragens (PNAB), que foi sancionada com veto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (15), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) afirma que, embora não seja retroativa, a lei valerá para os danos e as vítimas das barragens em Mariana e Brumadinho. Foi vetado na lei o trecho que tornava a PNAB inconstitucional, pois dava margem para interpretação de retroatividade para os desastres ocorridos em 2016 e 2018. Para garantir a tramitação rápida do textos e a aprovação ainda neste ano, o veto foi combinado com o próprio Movimento dos Atingidos por Barragem, pois se o texto redigido na Câmara fosse alterado no Senado, a peça teria que voltar para avaliação dos deputados.

Segundo Andreoli, a negociação do MAB garantiu a aprovação do texto. Caso contrário, oito anos após o rompimento de Mariana, o Brasil continuaria sem uma política que contemplasse os direitos de atingidos. “É importante dizer que a PNAB é uma grande conquista histórica, inédita, que vai garantir direito dos atingidos por barragem no Brasil. Em relação ao veto sobre a palavra ocorrido, não tem a ver com não reconhecer direitos. A questão dessa palavra, ela colocava em debate a constitucionalidade ou não da PNAB. E para garantir a plena constitucionalidade, ou seja, a legalidade dessa lei, foi feita com emenda de redação no Senado e depois vetada essa palavra”, afirmou.

Aplicável à Mariana e Brumadinho

Brasíia (DF), 15.12.2023 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, saciona Projeto de Lei n° 27882019 que institui a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB). Foto: Ricardo Stuckert/PR

No entanto, segundo Joceli Andreoli, um dos coordenadores do MAB, a PNAB continua valendo para as vítimas das barragens de Brumadinho e Mariana, já que os danos provocados pelo rompimento são continuados e ainda não foram ressarcidos. Ainda de acordo com ele, o direitos dos atingidos é algo presente e não retroativo, por esse motivo a lei incide sobre os casos. “A PNAB vale para Brumadinho e Mariana? Vale. Porque Mariana e Brumadinho, primeiro, são crimes continuados, ou seja, com danos futuros, inclusive, porque está muito bem descrito na lei as barragens que serão enquadradas a essa lei e ela se enquadra. As duas, e também quando fala na Constituição Federal, no seu artigo 5º, sobre a retroatividade da lei, fala que só não retroage se atingir prejudicando o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Nesses três casos, Brumadinho e Mariana, eles não se enquadram, ou seja, é um crime que ainda está em andamento, não foi reparado, o processo continua, então é um fato presente e com danos futuros, portanto isso faz-nos afirmar que a PNAB terá uma plena efetividade em relação a esses crimes, porque eles, inclusive, foram os motivadores de criar uma lei no Brasil para garantir direitos”, explica Joceli.

Ainda de acordo com ele, a PNAB acaba, de alguma forma, regulamentando e dando diretrizes à Lei Ambiental, que já está sendo aplicada. “Outro aspecto é que esses dois crimes são crimes considerados crimes ambientais também, e a Lei Ambiental é muito clara que o poluidor deve ser o pagador, portanto a empresa tem que indenizar, tem que reparar. Qual é o problema? O problema é que faltava dizer quem era os atingidos, como devem ser reparados e quais são os seus direitos, e isso a PNAB traz muito bem e vamos usar em todos seus aspectos para garantir os direitos da população atingida por esses dois maiores crimes socioambientais do nosso país”, acrescentou.

FONTE ITATIAIA

70 anos de Emancipação Política de Ouro Branco-MG é marcado por festa e novas obras

70 anos de Emancipação Política de Ouro Branco-MG é marcado por festa e novas obras

A comunidade de Ouro Branco tem muito o que comemorar. No dia 12/12/2023 foi comemorado o aniversário de 70 anos de emancipação política e 299 anos de fundação do povoado. A Prefeitura de Ouro Branco e vários parceiros preparram diversas atividades entre os das 02 a 12/12 e no dia do aniversário várias atividades marcaram a agenda da cidade.

No Estádio Municipal José Mapa Filho foi realizada a Super Copa Ideal Proteção Veicular de Futebol de Campo, nas categorias kids e adulto; no Gabinete do prefeito foi assinada a pactuação entre a PMOB e a Gerdau para a realização de novos projetos; na avenida Mariza de Souza Mendes foi inaugurado o Monumento do Versilindro; na praça Santa Cruz teve rua de lazer, shows musicais e coral, festival gastronômico, desfile dos novos veículos da frota municipal e o acendimento das luzes de Natal.

Parabéns Ouro Branco pelos 70 anos de Emancipação Política!

Ano de 2024 será decisivo para Conselheiro Lafaiete voltar a ser representada na Câmara dos Deputados

A região do Alto Paraopeba e Vale do Piranga esteve muito perto de voltar a ser representada na Câmara dos Deputados após 42 anos. Por ironia do destino ou falta de vontade política, Minas Gerais ficou sem a 54ª vaga na Câmara do Deputados, previsto á no Censo de 2010 e não o de 2022 que ocorreu dois anos após pela pandemia e restrição orçamentária por parte do Governo Federal.

Com a 54ª cadeira para Mnas, Glycon Franco já teria sido eleito de forma direta e não dependeria do resultado da eleição presidencial para assumir uma eventual vaga aberta pela formação do primeiro escalão do Governo Federal, como foi especulada com a eleição de Lula. Havia a expectativa de Reginaldo Lopes assumir o Ministério da Educação, do Planejamento ou do Desenvolvimento Agrário, principalmente pelo fato de Minas gerais ter sido o único Estado das região Sudeste em que Lula venceu as eleições em ambos os turnos. Nos demais, assim como em todos os Estados do Sul e Centro Oeste, o Presidente saiu derrotado em ambos os turnos.

Veio a nomeação dos Ministros e o PT mineiro ficou sem a vaga no primeiro escalão do Governo Federal e Conselheiro Lafaiete sem Deputado Federal. Entre os meses de julho e setembro, foi especulada uma eventual renúncia de mandato por parte de um Deputado Federal do PT mineiro devido a problemas de saúde e familiares, o que levaria Glycon Franco a Câmara dos Deputados como membro efetivo, com mandato até 2027, pois como suplente poderia deixar o cargo a qualquer momento.

Como este Deputado não renunciou, a expectativa de Glycon Franco em assumir o cargo de Deputado Federal, fica para a Reforma Ministerial que o Governo Federal pretende realizar em janeiro e que pode se estender até junho devido ao prazo de desincompatibilização para a disputa pelo Poder Executivo Municipal ser de quatro meses antes das eleições e também pelo resultado das eleições municipais onde quatro Deputados Federais são pré-candidatos em seus respectivos municípios.

Ao mesmo tempo que o PT tem como prioridade a reeleição de Marília Campos em Contagem e Margarida Salomão em Juiz de Fora, o partido vai lançar Paulo Guedes em Montes Claros, Dandara em Uberlândia e Leonardo Monteiro em Governador Valadares. Estes três serão candidatos de oposição nestes municípios que contam com Prefeitos que não podem disputar a reeleição e estão bem avaliados pela população com grande chance de elegerem seu sucessor, além de contar com apoio de Deputados Estaduais e Federais locais, o que torna a eleição dos parlamentares petistas ao Executivo de seus respectivos municípios uma tarefa mais difícil.

Já em Belo Horizonte, onde o PT lançou o nome do Deputado Federal Rogério Correia, o mesmo pode vir a retirar sua candidatura para apoiar a reeleição de Fuad Noman em Belo Horizonte. Sua desistência pode ser recompensada com um cargo na Esplanada dos Ministérios, como Desenvolvimento Agrário, do qual o mesmo foi Delegado Regional do Ministério entre 2007 e 2010. Sua ida para o primeiro escalão do Governo Federal, abriria a vaga para Glycon Franco assumir como suplente. Outra hipótese que pode levar Glycon Franco a Câmara dos Deputados seria a indicação e consequentemente a eleição de Patrus Ananias como Vice Prefeito de Belo Horizonte, que o levaria a renunciar ao mandato de Deputado Federal, trazendo o de volta para a capital onde poderia dedicar mais as suas atividades acadêmicas e a carreira política do seu filho Pedro Patrus, que exerce o terceiro mandato de Vereador em Belo Horizonte, visando se reeleger em 2024 e concorrer em 2026 a Deputado Estadual em dobrada com ex Deputado Estadual André Quintão, que atualmente exerce o cargo de Secretário Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome ou a Deputado Federal, seguindo os passos do pai, eleito quatro vezes para o cargo.

Entre uma especulação e outra, o tempo vai passando e quase 25% da legislatura já transcorreu e o PT mineiro vai ficando sem Ministério e a região de Conselheiro Lafaiete sem um representante na Câmara dos Deputados, onde o ano de 2024 será decisivo tanto para a demanda do PT mineiro quanto para a demanda regional.

Ano de 2024 será decisivo para Conselheiro Lafaiete voltar a ser representada na Câmara dos Deputados

A região do Alto Paraopeba e Vale do Piranga esteve muito perto de voltar a ser representada na Câmara dos Deputados após 42 anos. Por ironia do destino ou falta de vontade política, Minas Gerais ficou sem a 54ª vaga na Câmara do Deputados, previsto á no Censo de 2010 e não o de 2022 que ocorreu dois anos após pela pandemia e restrição orçamentária por parte do Governo Federal.

Com a 54ª cadeira para Mnas, Glycon Franco já teria sido eleito de forma direta e não dependeria do resultado da eleição presidencial para assumir uma eventual vaga aberta pela formação do primeiro escalão do Governo Federal, como foi especulada com a eleição de Lula. Havia a expectativa de Reginaldo Lopes assumir o Ministério da Educação, do Planejamento ou do Desenvolvimento Agrário, principalmente pelo fato de Minas gerais ter sido o único Estado das região Sudeste em que Lula venceu as eleições em ambos os turnos. Nos demais, assim como em todos os Estados do Sul e Centro Oeste, o Presidente saiu derrotado em ambos os turnos.

Veio a nomeação dos Ministros e o PT mineiro ficou sem a vaga no primeiro escalão do Governo Federal e Conselheiro Lafaiete sem Deputado Federal. Entre os meses de julho e setembro, foi especulada uma eventual renúncia de mandato por parte de um Deputado Federal do PT mineiro devido a problemas de saúde e familiares, o que levaria Glycon Franco a Câmara dos Deputados como membro efetivo, com mandato até 2027, pois como suplente poderia deixar o cargo a qualquer momento.

Como este Deputado não renunciou, a expectativa de Glycon Franco em assumir o cargo de Deputado Federal, fica para a Reforma Ministerial que o Governo Federal pretende realizar em janeiro e que pode se estender até junho devido ao prazo de desincompatibilização para a disputa pelo Poder Executivo Municipal ser de quatro meses antes das eleições e também pelo resultado das eleições municipais onde quatro Deputados Federais são pré-candidatos em seus respectivos municípios.

Ao mesmo tempo que o PT tem como prioridade a reeleição de Marília Campos em Contagem e Margarida Salomão em Juiz de Fora, o partido vai lançar Paulo Guedes em Montes Claros, Dandara em Uberlândia e Leonardo Monteiro em Governador Valadares. Estes três serão candidatos de oposição nestes municípios que contam com Prefeitos que não podem disputar a reeleição e estão bem avaliados pela população com grande chance de elegerem seu sucessor, além de contar com apoio de Deputados Estaduais e Federais locais, o que torna a eleição dos parlamentares petistas ao Executivo de seus respectivos municípios uma tarefa mais difícil.

Já em Belo Horizonte, onde o PT lançou o nome do Deputado Federal Rogério Correia, o mesmo pode vir a retirar sua candidatura para apoiar a reeleição de Fuad Noman em Belo Horizonte. Sua desistência pode ser recompensada com um cargo na Esplanada dos Ministérios, como Desenvolvimento Agrário, do qual o mesmo foi Delegado Regional do Ministério entre 2007 e 2010. Sua ida para o primeiro escalão do Governo Federal, abriria a vaga para Glycon Franco assumir como suplente. Outra hipótese que pode levar Glycon Franco a Câmara dos Deputados seria a indicação e consequentemente a eleição de Patrus Ananias como Vice Prefeito de Belo Horizonte, que o levaria a renunciar ao mandato de Deputado Federal, trazendo o de volta para a capital onde poderia dedicar mais as suas atividades acadêmicas e a carreira política do seu filho Pedro Patrus, que exerce o terceiro mandato de Vereador em Belo Horizonte, visando se reeleger em 2024 e concorrer em 2026 a Deputado Estadual em dobrada com ex Deputado Estadual André Quintão, que atualmente exerce o cargo de Secretário Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome ou a Deputado Federal, seguindo os passos do pai, eleito quatro vezes para o cargo.

Entre uma especulação e outra, o tempo vai passando e quase 25% da legislatura já transcorreu e o PT mineiro vai ficando sem Ministério e a região de Conselheiro Lafaiete sem um representante na Câmara dos Deputados, onde o ano de 2024 será decisivo tanto para a demanda do PT mineiro quanto para a demanda regional.

Se nova distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados valesse para 2022, Conselheiro Lafaiete voltaria a ter um Deputado Federal após 32 anos

No Brasil, o Poder Legislativo é bicameral, ou seja, dividido em duas Casas Legislativas. O Senado Federal representa os Estados, com 3 membros representando cada uma das unidades federativas totalizando 81 Senadores. Já a Câmara dos Deputados, representa a população, com 513 Deputados divididos nas 27 Unidades Federativas de acordo com a população de cada Estado, com o mínimo de oito e o máximo de 70 representantes. A atual divisão foi realizada em 1993 e nos últimos 30 anos as populações dos Estados sofreram alterações, onde alguns Estados ganharam habitantes enquanto outros perderam.

Com base no Censo de 2022, que não ocorreu devido em 2020 devido a pandemia e em 2021 devido a cortes orçamentários do Governo, sete Estados ganharam vagas e outros sete perderam, devido ao fato do número de parlamentares na Câmara não sofrer alterações. Dentre os sete Estados que ganharam está o Minas Gerais, que a partir de 2027 terá 54 cadeiras na Câmara Federal e 78 na Assembleia Legislativa.

Para valer para as eleições de 2026, esta mudança deve ser aprovada até um ano antes das eleições, ou seja, até setembro de 2025. No último mês de agosto o STF, aprovou por unanimidade esta mudança, determinando que o Congresso Nacional, aprove esta alteração até junho de 2025. E caso não faça, caberá ao TSE fazer esta alteração até setembro de 2025, para valer nas eleições de 2026.

Caso esta regra já tivesse sido válida para 2022, não só Minas Gerais ganharia mais uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir deste ano. A Federação Brasil da Esperança: PT-PV-PC do B ganharia teria eleito 11 Deputados Federais. Já Conselheiro Lafaiete voltaria a ter um representante no Congresso Nacional, 32 anos após João Nogueira Rezende renunciar ao seu oitavo mandato de Deputado Federal para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União, órgão que presidiu entre 1984 e 1985, ano de sua aposentadoria.

A expectativa de Conselheiro Lafaiete voltar a ter um representante na Câmara Federal pode ficar para 2024 quando o Presidente Lula pretende fazer uma reforma ministerial mais ampla, podendo contemplar o PT mineiro com uma vaga no primeiro escalão do governo. Como a pressão do “Centrão” sobre o Presidente Lula tende a aumentar cada vez mais, a esperança da representação pode vir a depender do resultado das eleições municipais de 2024 onde quatro do 10 Deputados Federais petistas pretendem concorrer as Prefeituras de seus respectivos municípios.

Se nova distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados valesse para 2022, Conselheiro Lafaiete voltaria a ter um Deputado Federal após 32 anos

No Brasil, o Poder Legislativo é bicameral, ou seja, dividido em duas Casas Legislativas. O Senado Federal representa os Estados, com 3 membros representando cada uma das unidades federativas totalizando 81 Senadores. Já a Câmara dos Deputados, representa a população, com 513 Deputados divididos nas 27 Unidades Federativas de acordo com a população de cada Estado, com o mínimo de oito e o máximo de 70 representantes. A atual divisão foi realizada em 1993 e nos últimos 30 anos as populações dos Estados sofreram alterações, onde alguns Estados ganharam habitantes enquanto outros perderam.

Com base no Censo de 2022, que não ocorreu devido em 2020 devido a pandemia e em 2021 devido a cortes orçamentários do Governo, sete Estados ganharam vagas e outros sete perderam, devido ao fato do número de parlamentares na Câmara não sofrer alterações. Dentre os sete Estados que ganharam está o Minas Gerais, que a partir de 2027 terá 54 cadeiras na Câmara Federal e 78 na Assembleia Legislativa.

Para valer para as eleições de 2026, esta mudança deve ser aprovada até um ano antes das eleições, ou seja, até setembro de 2025. No último mês de agosto o STF, aprovou por unanimidade esta mudança, determinando que o Congresso Nacional, aprove esta alteração até junho de 2025. E caso não faça, caberá ao TSE fazer esta alteração até setembro de 2025, para valer nas eleições de 2026.

Caso esta regra já tivesse sido válida para 2022, não só Minas Gerais ganharia mais uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir deste ano. A Federação Brasil da Esperança: PT-PV-PC do B ganharia teria eleito 11 Deputados Federais. Já Conselheiro Lafaiete voltaria a ter um representante no Congresso Nacional, 32 anos após João Nogueira Rezende renunciar ao seu oitavo mandato de Deputado Federal para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União, órgão que presidiu entre 1984 e 1985, ano de sua aposentadoria.

A expectativa de Conselheiro Lafaiete voltar a ter um representante na Câmara Federal pode ficar para 2024 quando o Presidente Lula pretende fazer uma reforma ministerial mais ampla, podendo contemplar o PT mineiro com uma vaga no primeiro escalão do governo. Como a pressão do “Centrão” sobre o Presidente Lula tende a aumentar cada vez mais, a esperança da representação pode vir a depender do resultado das eleições municipais de 2024 onde quatro do 10 Deputados Federais petistas pretendem concorrer as Prefeituras de seus respectivos municípios.

Vereadores de Lafaiete lavam roupa suja em plenário, trocam insultos, atacam colegas e promovem a sessão mais tumultuada dos últimos anos

“Aqui parece Casa da politicagem. Ficamos aqui quase 3 horas e não votamos nada”. Assim bradava fora do microfone o Vereador André Menezes (PL) já ao final da sessão desta terça-feira (20), em Conselheiro Lafaiete (MG), quando o Presidente, Vado Silva, suspendeu os trabalhos após um tremendo bate-boca e troca de insultos entre os vereadores João Paulo Pé Quente (União Brasil) e Pedro Américo (PT). Veja vídeo.

A sessão foi retomada e no pedido de vista de João Paulo, mesmo diante de extensa pauta da ordem do dia, com 9 páginas, entre projetos, requerimentos e moções, apesar de pedidos contrários, o Presidente encerrou a sessão, já no limite regimental de 10:00 horas.

A sessão

Mas a sesão foi tensa e com os nervos à flor da pele. Logo no início ainda ecoando as sequelas abertas da reunião anterior, a Vereadora Damires Rinarlly (PV) insistiu que o Presidente teria sido inflexível ainda na quinta-feira (15) quando não lhe concedeu a questão de ordem recorrendo que ao prazo regimental de que sessão havia esgotado. Insatisfeita, ela pediu impugnação da ata, mas perdeu na votação por 7 votos 5. Ela tachou a ata com mentirosa e deturpada já que o texto não refletiria o registrado na sessão. O Vereador Giuseppe Laporte (MDB) questionou sua colega solicitando uma investigação sobre sua suposta fala afrontosa.

Mas com o recinto tomado de servidores públicos, que hoje (21) iniciam a operação tartaruga, afetando os serviços públicos, um clima de confronto e disputa pairava nas entrelinhas dos discursos ainda com desdobramento de um acordo desfeito em torno do destravamento da pauta.

Os vereadores permaneceram se alfinetando na palavra franca. “O combinado foi desfeito”, disparou Erivelton Jayme (Patriotas). “Se há algum culpado nesta situação é o prefeito”, assinalou Damires Rinarlly (PV) que reverberava que haveria falta de ética na suspensão de sua palavra na sessão anterior. “Muitas das vezes a gente é bonzinho, mas se passa como bobo”, comentou Vado Silva.

Damires criticou a falta de comprovações fáticas da impossibilidade de aumento salarial aos servidores. “Minha posição foi de estar ao lado dos servidores. Resistimos e minha voz não será silenciada”.

O Vereador Giuseppe Laporte citou que todos os projetos que beneficiam os servidores são votados em tempo célere para beneficiar a categoria. “Não tem ninguém aqui contra os servidores, mas observem aqui hoje. Muitos para os quais vocês batem palmas votaram contra o covid-19”, insinuou. “Assim não dá. Dê nomes aos bois”, retrucou Erivelton. Giuseppe ainda trocou farpas com o Presidente do Sindicato dos Servidores, Valdiney Alves, presente na plateia.

“Eu não preciso ficar aqui fazendo discurso de que estou do lado do servidor. Ele mesmo sabe quem está do lado dele. Essa coisa de que pauta travada prejudicou alguém é conversa fiada e demagogia”, atacou Pedro Américo.

A sessão chegou ao final sob um intenso tiroteio de uma metralhadora verbal. Como diz o ditado: roupa suja se lava em casa. “Nunca vi uma sessão de tanta baixaria”, assoprou um participante a nossa reportagem.

Empreendedor e ativista sinaliza candidatura a prefeito de Lafaiete em 2024: “é hora de mudar esse cenário de pobreza”, assinalou

O publicitário, empreendedor e ativista Renato Mesquita Silva, de 42 anos, mais conhecido como “Renato da Percentual”, alimenta um sonho de materializar através da política, a implantação de diversas políticas públicas na mais variados setores da vida de Lafaiete.
Com o jargão, “virar a chave”, ele prega a renovação política e já encaminha sua candidatura para 2024, entre outros pretendentes que já ensaiam a disputa. “Por que o ingressar na política? Justiça e indignação. Chega de aceitar que pessoas escolham por você”, pontuou Renato em entrevista a nossa reportagem ao confirmar sua intenção de participar do pleito a sucessão de Mário Marcus (União Brasil).
Além da formação profissional, ao longo dos anos, Renato se especializou, mesmo sem planejar uma carreira política, em governança, planejamento estratégico, e gestão para organização pública.
Em 2006, ele foi o autor e coordenador do projeto Câmara itinerante, aproximando o poder do cidadão lafaietense. Com diversas participações em entidades, exercendo a cidadania, voluntariado e o empreendedorismo cultural e social, com atuação no Clube do Cavalo, diretor do Clube Garagem Antiga, Presidente do Mineiro, do Morro da Mina, através de 170 crianças na formação profissional das categorias de base.
Em 2019, Renato ingressou como voluntário para o grupo “Mãos Ajudadoras” contribuindo na promoção de bazar solidário, com intuito de arrecadar recursos dinheiro para montagem de cestas básicas. Também através de parceria com Tiro de Guerra, através do Sargento Marcos, auxilia no encaminhamento de atiradores ao mercado de trabalho.

Profissional

No campo profissional, Renato da Percentual é um empreendedor de sucesso atuando de forma pioneira na atração de negócios como a instalação em Lafaiete de um XPT do Mercado Livre que movimenta a economia com 70 colaboradores diretos e indiretos. “. Hoje é Diretor da empresa Percentual Distribuidora.

Atuação política

Em 2020 Renato fez sua primeira incursão no plano eleitoral ficando suplente de vereador na eleição Municipal, com quase 600 votos. Na eleição 2022 foi responsável pela campanha na cidade, do atual Senador eleito por Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos). “Considero-me liberal para coisas econômicas e conservador para assuntos que dizem respeito a família. Com experiência adquirida no setor privado, tenho certeza que também posso contribuir com crescimento e desenvolvimento da nossa querida cidade que escolhemos para formar família e trabalhar. Sempre Digo ” Lafaiete tem problemas de cidade grande com arrecadação de cidade pequena e é hora de mudar esse cenário de pobreza”, assinalou.

A vida

Renato cresceu em um bairro de periferia, no Bairro Paulo VI, uma comunidade mais afastada do centro e dos olhares dos governantes, com a falta de atenção do serviço público. “Conheço toda estrutura do serviço público e seu sistema, porque utilizei todas elas, sempre estudei em escola pública, enfrentei filas no pronto socorro, PSF e INSS para consultas. Usei transporte público muitos anos, meus filhos frequentaram creche. Tive o primeiro contato e acesso a política em 1997. Foi quando resolvi sair da inércia e tomar a frente de decisões que trariam resultados a população. Me considero uma pessoa de ação estratégica e pró ativa. Atitude é fazer hoje pela geração do futuro e deixar um legado”, concluiu.

Visando não perder espaço na esquerda, PDT, PSD e Solidariedade cogitam federação

Com o fim do bipartidarismo em 1980, Leonel Brizola fundou o PDT, partido com suas raízes no antigo PTB, partido pelo qual foi filiado e eleito Governador do Rio Grande do Sul em 1958. Desde sua fundação o partido chegou duas vezes ao Governo do Rio de Janeiro, justamente com Leonel Brizola, que concorreu à Presidência da República em 1989 e 1994. Em 1998, Brizola concorreu como vice de Lula visando unificar a esquerda no país. Na oposição a todos os Governos, com exceção de Lula e Dilma, o partido tentou chegar novamente a Presidência da República com Ciro Gomes em 2018 e 2022. Atualmente, o partido ocupa o Ministério da Previdência Social, com Carlos Lupi, Presidente Nacional do partido.

Já o PSB, fundado em 1945 por João Mangabeira, com o nome de Esquerda Democrática, recebeu seu atual nome em 1947, sendo extinto pelo AI-2 em 1965 e sendo refundado em 1985 por Miguel Arraes. Esteve junto ao PT em todas as eleições presidenciais, com exceção de 2002, quando lançou a candidatura de Antony Garotinho e em 2014, quando lançou a candidatura de Eduardo Campos, que faleceu durante a campanha e foi substituído por Marina Silva. Em 2022, indicou Geraldo Alckimin como candidato a Vice Presidente na chapa de Lula. Atualmente ocupa dois Ministérios: Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com Geraldo Alckimin e Portos e Aeroportos com Márcio França.

Fundado em 2013, como um partido de centro esquerda, o partido serviu como uma janela para políticos de direita, assim como o PROS, hoje incorporado ao Solidariedade, servisse como uma janela de esquerda. Liderado por Paulinho da Força, o partido se aliou ao PSDB nas candidaturas presidenciais de Aécio Neves em 2014 e Geraldo Alckimin em 2018. Em 2022, o partido apoiou a candidatura presidencial de Lula, sem ocupar qualquer Ministério no atual Governo.

Caso se confirme esta Federação, PDT, PSB e SD terão uma bancada composta por 36 Deputados Federais e sete Senadores, além de ocupar três Ministérios.

Em Minas Gerais, o PDT elegeu dois Deputados Federais, o Solidariedade um e o PSB nenhum, totalizando três Deputados Federais. Quanto ao número de representantes no parlamento mineiro, o PDT elegeu dois Deputados Federais, o Solidariedade e PSB elegeram um cada.

Em Conselheiro Lafaiete, o PDT elegeu um Vereador em 1992 e concorreu ao Executivo Municipal nas eleições de 2020. O PSB que elegeu dois Vereadores na eleição de 2000, conseguiu eleger um Vereador nas eleições de 2004, 2012 e 2016 e concorreu ao Executivo Municipal nas eleições de 2000, 2008, 2012 e 2016, obtendo êxito apenas em 2012. O Solidariedade chegou a ter dois representantes na Câmara nas eleições de 2016, volta a ter um representante no Legislativo municipal após incorporar o PROS que em 2020 elegeu um representante.

Confirmando esta Federação, seria a quarta ser criada no país e assim como a Federação Brasil da Esperança, seria composta por três partidos, enquanto as outras duas são compostas por dois partidos cada.

Este crescente número de Federações impacta diretamente no número de concorrentes ao Poder Legislativo nas próximas eleições municipais e gerais. Para se ter uma ideia, em Conselheiro Lafaiete, estas “quatro” Federações podem lançar 14 candidatos cada, totalizando 56 candidatos. Como partidos isolados, este número subiria para 140 candidatos divididos em 10 partidos, ou seja, serão 84 vagas a menos para concorrentes ao Legislativo Municipal.

Além da fusão, incorporação e federação de partidos, outro fator que contribuirá para a redução de candidaturas ao Vereador, foi a redução do número de vagas por partido ou Federação, que até 2020 poderiam lançar 20 candidatos (150% das vagas da Câmara) por partido, agora podem lançar 14 candidatos (100% + 1 vaga da Câmara) por partido ou Federação, o que aumenta o quociente partidário, eleitoral e consequentemente  o mínimo de votos para se eleger Vereador, que foi de 743 votos em 2020, 556 em 2016, 882 em 2012 e 931 em 2008.

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