Trabalhadores de Lafaiete denunciam exclusão do mercado de trabalho de grandes empresas e empreiteiras da região

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Trabalhadores de Lafaiete criticam discriminação em contratações

nos Sines de Congonhas e Ouro Branco

Reunião emprego Sines (1)
Trabalhadores desempregados buscaram apoio dos vereadores contra exclusão do mercado de trabalho

Pelo menos 40 trabalhadores foram a Câmara Municipal na noite de ontem, dia 14, para protestar contra a discriminação que sofrem na seleção e contratação nos Sines de Ouro Branco e Congonhas.

Segundo eles, os prefeitos, através dos Sines, usam critérios para excluir os trabalhadores de Lafaiete e privilegiarem a mão de obra local. Este tipo de política na acontece em Lafaiete.

Já em outra denúncia, as empreiteiras que prestam serviços para as mineradoras e siderúrgicas, como Vale, VSB, Gerdau, Ferrous e CSN, estão trazendo ônibus carregados de trabalhadores de outras regiões de Minas, como Ipatinga, ou mesmo de outros estados, como Rio de janeiro, para trabalharem seus canteiros de obras. “O que revolta a gente é que procuramos o Sine das cidades da região. Logo exigem que pelo menos tenhamos morado há 6 meses na cidade ou até mesmo ter residência fixa na cidade. Aqui em Lafaiete isso não ocorre. Assim estamos perdendo mão de obra para outras cidades e Lafaiete fica de escanteio”, reclamou Marcelo Santos Tavares, morador do Bairro Triângulo e desempregado há 6 meses.

Minério
Trabalhadores denunciaram que empresas estão contratando mão de obras de outras cidades e de outros estados

Eles citaram, por exemplo, que uma empreiteira empregou mais de 90% de mão de obra vinda da cidade de Ipatinga. “Quando vamos ao Sine de Congonhas e Ouro Branco já sabemos que não temos chances. Isso é discriminação e a prefeitura de Lafaiete não faz nada. Ninguém nos defende ou defende a mão de obra local”, lamentou Vander Oliveira, morador da Vila Resende, pai de 2 filhos e desempregado há pelo menos um ano.

Em dos casos citados pelos trabalhadores, na semana passada, a Milplan fez seleção de 1 mil pessoas para trabalhar em uma obra da mineradora Ferrous. Porém, o principal critério era morar em Jeceaba onde será o canteiro de obras. “Nestas cidades as prefeituras exigem privilegiar mão de obra local e em Lafaiete não vemos nada disso”, criticou Wesley Silva, morador da Vila Resende, pais de 4 filhos e desempregado há mais de 8 meses. Nesta maratona em busca de emprego, os trabalhadores ficam isolados e sem qualquer apoio do poder público.

As reclamações dos desempregados vão mais longe e afirmam que há privilégios na escolha dos selecionados a emprego dentro do Sine de Lafaiete. “Quando a gente procura o Sine parece que as vagas de empregos estão já marcadas e carimbadas”, denunciou Josimar Oliveira, morador do bairro Angélica.

Uma comissão de trabalhadores conversou com os vereadores antes da sessão de ontem a noite, buscando apoio e adesão às suas reivindicações. O Presidente da Câmara, Pedro Loureiro (DEM), criou uma Comissão Especial para traçar a melhor estratégia de inserção dos trabalhadores de Lafaiete no mercado de trabalho. Segundo ele, a Câmara apura denúncias de que no Sine de Lafaiete há empresas de seleção e recrutamento ou mesmo centros de treinamento atuando no setor de indicação de vagas. “Já temos notícias de que empresas estão influindo e direcionando candidatos dentro do Sine”, pontuou o vereador Pé Quente (DEM). A intenção dos vereadores é convocar a direção do Sine e o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Alessandro Dala Vedova para discutir a inserção da mão de obra local no mercado de trabalho regional.

Lafaiete a reboque

Os vereadores não pouparam a situação de Lafaiete em relação às vizinhas Congonhas e Ouro Branco. “Quantas empresas vieram e ficaram em Lafaiete?. A cidade precisa ocupar o espaço que merece, mas esta situação de estar a margem do crescimento regional já vem de anos”, frisou o vereador Sandro José (PSDB). “Eu mesmo fui ao prefeito Ivar e ofereci duas empresas  a se instalarem em Lafaiete e nada foi feito”, denunciou o vereador Benito Laporte (PROS).

Já o vereador Zezé do Salão (PMN) insinuou que Lafaiete “é terra de ninguém. “Enquanto outros prefeitos defendem seus trabalhadores nas empresas, aqui eles vêm, moram e usam de nossa infra estrutura”, criticou. “Temos que dar um basta nesta situação de que Lafaiete é cidade dormitório”,finalizou Pedro Loureiro.

Nossa reportagem enviou perguntas a prefeitura de Lafaiete e ao Sines de Congonhas e Ouro Branco, mas ainda não fomos respondidos a respeitos das demandas.

Fotos:CORREIO DE MINAS/Reprodução

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