Unidade de Vigilância de Zoonoses é inaugurada em Congonhas

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Unidade de Vigilância de Zoonoses é inaugurada em Congonhas/Divulgação

Congonhas agora conta com a Unidade de Vigilância de Zoonoses Sebastião Maurício, inaugurada na manhã desta quarta-feira, 20, na Plataforma. O setor de Zoonoses da Prefeitura, responsável pela administração da unidade, irá recolher e fazer a prevenção em cães e gatos considerados de risco para a saúde da população, além de promover ações para controle da população de animais de rua. Além de investir R$ 450 mil na obra, executada pela Anglo Projetos e Obras, empresa contratada via licitação, o Governo Municipal adquiriu móveis e equipamentos, no valor de R$ 150 mil.

Participaram da solenidade o prefeito Zelinho, acompanhado da primeira-dama Míriam Schwab; o vice-prefeito Arnaldo Osório; o secretário municipal de Saúde, Rafael Geraldo Cordeiro; a secretária adjunta de Saúde, Célia Maria Coelho; a secretária municipal de obras, Rosemary Aparecida Benedito; o proprietário da Anglo Projetos e Obras, empresa que executou a obra, Targino Guido; o presidente da Câmara Municipal, Adivar Geraldo Barbosa, e vereadores Cida Penido, Patrícia Monteiro, Igor Souza Costa e Lucas Santos Vicente; chefe de departamento de Fiscalização e Vigilância em Saúde, Philippe Santos; o presidente da APARC, Saulo Cordeiro; a esposa do homenageado, Odília Soares Maurício; além da comunidade, servidores e demais autoridades.

O prefeito Zelinho explicou que o prédio onde está a Unidade de Vigilância de Zoonoses seria, a princípio, uma igreja, que começou a ser construída por iniciativa do morador da Plataforma, Sebastião Maurício. “A CSN começou a desapropriar o local para sua expansão e esse prédio também seria demolido, mas mostrei o interesse da Prefeitura em reaproveitar a área para que construíssemos essa Unidade de Vigilância de Zoonoses, que é referência em Minas Gerais. Fico muito feliz que temos sido referência para muitas cidades na área da saúde. O serviço de Zoonoses já era realizado em Congonhas, mas não havia um local adequado. Qual cidade tem três veterinários como temos aqui? São poucas. O espaço vai ser todo equipado. Compramos R$ 150 mil em equipamentos que devem chegar em 15 dias. Além de tratar cães e gato, temos espaço para animais de grande porte. Vamos recolher esses animais e vamos cobrar o valor da diária. Caso o proprietário não busque o animal, ele será leiloado”, pontuou.

A esposa do homenageado, Odília Soares Maurício, contou que ela e o marido, Sebastião Maurício, tiveram a ideia de construir uma capela na antiga comunidade de Plataforma. “Começamos do zero e, com a ajuda de muitas pessoas, começamos a construir. Só a base estava pronta. O espaço foi muito bem aproveitado e fiquei muito satisfeita”, disse.

O secretário municipal de Saúde, Rafael Geraldo Cordeiro, destaca que o Governo Municipal se compromete não só com o cuidado aos animais, mas sobretudo com a saúde pública. Ele reforça, ainda, que a Unidade de Vigilância de Zoonoses não irá abrigar animais, mas sim tratar de sua saúde: “Essa unidade não existe em muitos lugares e Congonhas está se preocupando em fazer um atendimento de qualidade. Não vamos recolher todos os cães e gatos. Vamos trazê-los, examiná-los, colocá-los em condições saudáveis e voltá-los ao seu habitat. Ao longo prazo vamos ver a população canina diminuindo”.

O presidente da Associação Protetores dos Animais de Rua de Congonhas (APARC), Saulo Cordeiro, observa que poucas cidades de Minas Gerais tem uma estrutura como essa. “Queríamos ressaltar, em nome da APARC, o quão importante é a inauguração dessa Unidade de Zoonoses. Essa data é um marco em termos de saúde pública e da causa animal, como um todo”, diz.

Serviço

Conforme o Ministério da Saúde, o recolhimento de cães e gatos das ruas será destinado àqueles considerados de relevância para a saúde pública, ou seja, animais suspeitos de serem vetores e portadores de alguma zoonose que pode ser transmitida à população. Os animais de rua que não se encaixam neste perfil podem ser atendidos por instituições de proteção e cuidado animal, como a Associação Protetora dos Animais de Rua de Congonhas (APARC), que é parceira do Município.

Entre as medidas que serão tomadas com a inauguração da unidade está a implantação do “Programa de controle da população de cães e gatos de Congonhas”  para controlar o número desses animais. Uma série de atividades está prevista, como recolhimento de animais suspeitos ou já diagnosticados com doenças de relevância para a saúde pública; castração cirúrgica de cães e gatos de rua e domiciliados (por meio de agendamento); eutanásia, quando indicado, de animais de relevância para a saúde pública; vermifugação de cães e gatos de rua; aplicação de vacina antirrábica; triagem de cães para diagnóstico de leishmaniose visceral; e execução de ações para conscientizar a população sobre os cuidados com animais de estimação.

A previsão também é de que os cães de rua serão registrados e identificados com microchip, que terá informações sobre o animal, como cor, raça, pelagem, vacinação, vermifugação, etc. Ele será aplicado na nuca do animal. O principal objetivo desta ação é monitorar a saúde dos animais de rua.

Este mesmo serviço será oferecido aos animais domiciliares. O microchip terá informações não só do cão, mas também de seu guardião legal (nome, endereço, RG, CPF, telefone, etc). Assim, será possível conhecer e dimensionar as populações de cães e gatos; conhecer os proprietários e seus animais; avaliar o controle do proprietário sobre o animal; e responsabilizar os proprietários pela manutenção de seus animais em seus domicílios para, entre outros benefícios, reduzir o percentual de cães e gatos perdidos ou abandonados nas ruas. Além disso, o guardião poderá ser avisado, caso seu animal seja apreendido e levado ao Canil Municipal.

A equipe irá iniciar a campanha de “Posse responsável de animais de estimação, que busca conscientizar os proprietários sobre os cuidados básicos para a criação e bem-estar de seus animais de estimação. Outros trabalhos já realizados pelo setor de Zoonozes irão continuar, como orientação da população sobre o controle de roedores, pulgas, carrapatos, pombos e baratas, e a vigilância e prevenção de acidentes causados por animais peçonhentos e venenosos.

A equipe de trabalho será formada por médicos veterinários; auxiliar de veterinário; agente de combate às endemias; profissionais responsáveis pela limpeza do local e alimentação dos animais; profissional responsável pela captura e transporte de animais; funcionário de serviços gerais; profissional para a administração; profissional responsável pela vigilância do Canil Municipal, entre outros.