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terça-feira, 27 julho 2021
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Vereadora de Conselheiro Lafaiete é ameaçada e consegue medidas cautelares no MP

Vereadora Damires Rinarlly afirmou que recebe ameças de Wesley Bolsonaro desde o fim das eleições. Ele nega os ataques

A vereadora de Conselheiro Lafaiete, Damires Rinarlly (PV), conseguiu junto ao Ministério Público (MP) medidas cautelares após alegar ameaça de morte por um cidadão.

De acordo com a parlamentar, o homem, que é motorista de carreta, a ameaça desde quando foi eleita, mas intensificou quando ela apresentou dois projetos que tratavam sobre o direito ao nome social de pessoas LGBTQIA+ e em relação a maus tratos aos animais.

“Ele gravou dois vídeos me ofendendo e postou também em um grupo com quase 260 pessoas. Quando ele postou, algumas pessoas começaram a me defender, a partir disso ele começou a gravar vários áudios de maneira muito homofóbica, misturou os dois projetos e começou a ser realmente homofóbico a ponto de dizer ‘ah, fala pra Damires enfiar a bandeira LGBT naquele lugar’, ‘essa raça tem que morrer, esses veados tem que morrer’, aí começou de maneira bem criminosa. A  partir daí enviou uma capa de mulher enforcada morta no rio e em seguida disse que eu tinha que morrer dessa mesma maneira, ou seja, me ameaçou de morte também”, contou a vereadora. 

Lésbica e a única vereadora mulher da cidade, Damires levanta bandeiras do feminismo e diz que isso incomodou o candidato derrotado. Pela decisão do MP, Wesley Bolsonaro não pode ir à Câmara e nem ter contatos com a vereadora.

A parlamentar disse que desde o início das ameaças mais contundentes, no início do mês, não anda sozinha pela cidade, tem sempre a companhia do seu assessor jurídico ou de um familiar. Além do pedido ao MP, ela também requereu segurança junto à Câmara Municipal na última semana, mas ainda não teve resposta.

Damires diz ainda que o candidato derrotado na última eleição já praticava discurso de ódio contra a única mulher na legislatura passada e que vê nele uma perseguição às mulheres. Com as medidas cautelares impostas, a vereadora espera que a vida retorne ainda que de maneira resistente. “Ser mulher já é difícil, mulher que levanta bandeiras diante de um cenário patriarcal e machista que é o político. Mas eu considero que nesse momento, tenho recebido apoio de cidadãos, autoridades, com muita solidariedade, então isso fortalece para seguir e ser de fato essa resistência e continuar levantando as bandeiras que são necessárias”, concluiu.

Em contato com o Aparte, cidadão se defendeu e disse que a vereadora fala “inverdades” com o intuito de se promover para a eleição do ano que vem. Disse que não é homofóbico e que “só falou que se uma filha dele entrar no banheiro e um gay entrar depois, ele não deixa e mete o cacete” e que “não gosta dessa raça de feminista, que tem que morrer tudo”. 

Sobre os desentendimentos, ele disse que fez uns vídeos “denunciando” o projeto da vereadora sobre maus tratos aos animais que previa a obrigatoriedade das casas agropecuárias colocarem um aviso que não praticam maltratam os bichos. “E depois fiz um comentário no grupo de Whatsapp que não tá na hora de levantar bandeira LGBT, que tem coisa mais importante pra levantar na cidade”, disse.

Perguntado sobre o vídeo da mulher morta em um rio, cidadão disse que o vídeo existe, mas que é mentira da vereadora. “Tem uma mulher morta no rio, mas ai quando vai ver o vídeo, é um vídeo de um casal transando. Esse vídeo existiu, mas não existiu de falar que ela deveria morrer. Mas tem que pedir ela, se teve alguma fala minha, algum vídeo meu ameaçando. Está fazendo isso por política”, se defendeu.

Sobre as medidas impostas pelo MP, o motorista disse que “nem pisa na Câmara Municipal” e que não tem o contato da vereadora.

Ontem (21), de modo virtual, durante a sessão da Câmara, agradeceu o apoio recebido pelas agressão sofridas. “Vou continuar na resistência e agradeço imensamente o apoio”.

FONTE O TEMPO

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