12 de junho de 2024 12:37

Elefante branco: Hospital Regional de R$32 milhões ainda está no papel; previsão de conclusão é em 2025

Com investimentos de quase R$ 32 milhões e a previsão de contar com mais 97 leitos para pronto atendimento, cirurgias, tratamentos emergenciais e outras atividades médicas, o Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete (MG) ainda está no papel.

Iniciado em 2010 e com paralisação em 2012, a obra atingiu apenas 44% do previsto. Considerado um “elefante branco”, símbolo do desperdício e irresponsabilidade com o dinheiro o público, o equipamento foi alvo de uma ação do Ministério Público. Em 2021, um o Governo de Minas pôs fim a demanda Judicial através de um acordo para conclusão do hospital com recursos de medidas reparadoras do rompimento da Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

Em dezembro de 2022, a Sengel Construções Ltda venceu da licitação para as obras de conclusão do equipamento. Através do Gabinete do Vereador Erivelton Jayme (Patriotas), a Secretaria de Estado de Saúde infirmou o cronograma das fases de execução dos serviços.

Segundo documento até abril de 2024, a obra ainda estará em fase elaboração de projetos básicos e executivos e das licenças ambientais, alvarás, autorizações e aprovações junto aos órgãos competentes. A partir desta data, as obras de conclusão serão retomadas com prazo previsto de até 520 dias. Se não houver atrasos no cronograma o hospital deve iniciar as operações, depois de 13 anos, no início de 2026.

Repercussão

Os Vereadores de Lafaiete reagiram de forma positiva às informações do Governo de Minas. “Vamos continuar acompanhado as obras e vamos enviar um novo ofício cobrando informações adicionais”, comentou Erivelton Jayme. “Quero fiscalizar cada etapa do projeto e precisamos estar perto do Governo do Estado para acelerar a conclusão do hospital”, assinalou Giuseppe Laporte (MDB). “Foi importante a cobranças, mas o hospital ainda está no papel, mas foi um exemplo de dinheiro desperdiçado”, reverberou Pedro Américo (PT).

O Vereador e Líder do Governo, João Paulo Pé Quente (União Brasil), ironizou seu colega, Fernando Bandeira, que comentou que alteraria seu nome caso o hospital fosse concluído. “Há temos que pensar no novo nome do Fernando Bandeira”, brincou Pé Quente.

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