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Programa da Gerdau transforma resíduos em energia limpa e educa para a sustentabilidade

Projeto de educação ambiental ensina crianças e jovens estudantes como gerar gás de cozinha com sobras de alimentos e bactérias anaeróbicas

A Gerdau, por meio do seu programa de educação ambiental, o Germinar, está transformando resíduos sólidos em energia limpa e conhecimento para estudantes. Com o uso de um biodigestor, o Biocentro demonstra como a sustentabilidade pode ser divertida e educativa. Crianças e jovens aprendem a gerar gás de cozinha e biofertilizante a partir de restos de alimentos, esterco e outros materiais orgânicos, contribuindo para um futuro mais sustentável.

Instalado no Biocentro, sede do programa Gerdau Germinar em Ouro Branco (MG), o equipamento pode receber diariamente até 4kg de resíduos orgânicos e 18 kg de esterco, transformando-os em energia limpa e fertilizante natural. Essa transformação é possível graças à ação de bactérias que decompõem a matéria orgânica, gerando biogás e biofertilizante.

O biodigestor é parte do circuito educativo. As crianças e jovens estudantes que visitam o espaço aprendem sobre economia circular, observando na prática como o equipamento funciona — desde sua alimentação com a matéria orgânica, passando pela compreensão do papel das bactérias biodigestoras na produção de gás e geração de biofertilizante, até o encanamento que leva o gás de cozinha ao refeitório.

Toda semana, o biodigestor é alimentado com 30kg de matéria orgânica e gera, aproximadamente, 25 litros de biofertilizante semanalmente e o equivalente a um botijão de gás de cozinha de 13 kg por mês. Desde sua instalação, em março de 2024, não foi mais necessário que o Biocentro comprasse gás de cozinha para uso no refeitório, sendo utilizado o biogás.

O biofertilizante obtido é utilizado no paisagismo do próprio Biocentro, cumprindo um ciclo de reutilização de matéria orgânica e geração de energia limpa e renovável.

Entre os benefícios do biofertilizante estão o fornecimento de macro e micronutrientes essenciais para o solo, como nitrogênio, fosfato, zinco, entre outros; melhoria na capacidade de retenção de água no solo; redução de até 30% nos custos de adição de fertilizantes químicos, além de acelerar o processo de decomposição de material orgânico no solo e contribuir para a manutenção do seu pH, melhorando sua biologia.

Fernanda Montebrune, especialista de Sustentabilidade da Gerdau, destaca como o equipamento contribui para a educação ambiental dos estudantes. “O biodigestor é uma excelente ferramenta educativa, torna palpável às crianças e aos jovens todos aqueles conceitos sobre economia circular e sustentabilidade que vamos conversando ao longo da visita. Eles sempre se surpreendem em ver como o descarte correto da matéria orgânica, gerada, por exemplo, dos restos do lanche que fazem durante a visita, podem se transformar em gás de cozinha e compreendem que é possível gerar energia limpa com gestos muito simples”, afirma.

Um único biodigestor possibilita o descarte correto de até 3.650 quilos de resíduos orgânicos por ano, além de reduzir a pegada de carbono em 15 toneladas/ano, contribuindo para a mitigação de gases do efeito estufa.

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