O abandono de veículos em vias públicas continua sendo um dos grandes desafios enfrentados por Conselheiro Lafaiete. A questão, que afeta diretamente a segurança e a saúde pública, voltou ao debate na Câmara Municipal por meio de um requerimento do vereador Erivelton Jaime, conhecido como Erivelton Sonho de Rua.
A preocupação com os carros deixados ao relento por semanas ou até meses não é nova. Esses veículos, muitas vezes cobertos de sujeira e depredados, acabam servindo como abrigo para marginais, usuários de drogas e foco para proliferação de doenças como a dengue, já que acumulam água parada. Além disso, representam riscos sanitários ao atrair animais peçonhentos e dificultar a circulação em diversas vias da cidade.
Em resposta ao requerimento, a Secretaria Municipal de Defesa Social reconheceu o problema e explicou que a remoção dos veículos ocorre conforme as denúncias recebidas pelo Departamento Municipal de Trânsito e Tráfego (DMTT). No entanto, um dos principais entraves para uma ação mais efetiva é a falta de um pátio municipal para o recolhimento desses automóveis. Atualmente, apenas um prestador de serviço atende à cidade, mas enfrenta dificuldades de espaço devido à alta demanda estadual e federal.
A Lei 5.791/2016, que prevê a remoção de veículos abandonados há mais de dez dias consecutivos, está em vigor, mas sua aplicação esbarra na infraestrutura limitada. Enquanto isso, a população segue sendo impactada pelos problemas causados por esses automóveis largados em diversas ruas e avenidas.
Moradores que identificarem veículos abandonados podem registrar denúncias por meio do protocolo do município ou diretamente no DMTT. A expectativa agora é que as autoridades encontrem uma solução definitiva para esse problema que já se arrasta há anos e continua comprometendo a qualidade de vida em Lafaiete.
FOTO CAPA: ILUSTRATIVA