O Brasil consolidou uma posição inédita no setor florestal ao atrair a construção da maior fábrica de celulose do mundo em uma única etapa, superando unidades instaladas nos Estados Unidos e reforçando o protagonismo do país no mercado global da bioeconomia.
Batizado de Projeto Sucuriú, o empreendimento é liderado pela multinacional chilena Arauco e está sendo implantado no município de Inocência, em Mato Grosso do Sul.
O investimento soma US$ 4,6 bilhões e prevê a instalação de um complexo industrial com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta, volume que o coloca como o mais produtivo do planeta.
Além do impacto industrial, o Projeto Sucuriú deve impulsionar a economia regional. A expectativa é de cerca de 14 mil empregos temporários durante a fase de construção e aproximadamente 6 mil postos de trabalho diretos após o início da operação, com reflexos na cadeia logística, no comércio local e no desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.
Maior fábrica do Brasil
A planta tem início de operação previsto até o fim de 2027 e deve provocar impactos relevantes na geração de empregos, na infraestrutura regional e na balança comercial brasileira, ampliando a presença do país no mercado internacional de commodities industriais.
Especialistas atribuem o avanço brasileiro à combinação de fatores como alta produtividade florestal, condições climáticas favoráveis, uso de tecnologia de ponta e décadas de investimento em silvicultura sustentável, elementos que garantem competitividade ao setor nacional.
O projeto também incorpora diretrizes ambientais, com a geração de energia renovável a partir de biomassa florestal, estimada em 400 megawatts. Parte dessa produção deverá ser destinada ao Sistema Interligado Nacional, contribuindo para a matriz energética do país.
Para autoridades e investidores, o empreendimento reforça o Brasil como um dos principais destinos globais para investimentos em tecnologias verdes e produção sustentável.




