Considerado o missionário redentorista mais longevo do Brasil, o padre José Luciano Jacques Penido – que morreu aos 103 anos enquanto rezava Ave-Maria – era natural de Belo Vale, na região Central de Minas. A trajetória dele foi dedicada à Congregação do Santíssimo Redentor, à qual esteve ligado por 83 anos de vida religiosa e 78 de sacerdócio.
O religioso faleceu na última sexta-feira (9), por volta das 18h, na Comunidade Santo Afonso, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Durante o velório, realizado no sábado (10), o responsável pela Paróquia Santo Afonso, padre Sérgio Luiz e Silva, relatou que padre Penido morreu um minuto antes das 18h. Publicidade
O sepultamento foi realizado no domingo (11), no Cemitério Provincial Nossa Senhora da Glória, em Juiz de Fora, após missa celebrada pela manhã.
Sonhava em ser sacerdote desde criança
Segundo a Província Nossa Senhora Aparecida, pertencente à Congregação do Santíssimo Redentor, padre Penido, como era conhecido, tinha 12 irmãos. Desde criança, sonhava em ser sacerdote. Na infância, brincava de fazer pregações das homilias que ouvia nas missas de domingo.Publicidade
Conheceu os missionários redentoristas por meio das Santas Missões na cidade. Ele ingressou no Seminário Redentorista, em Congonhas, aos 11 anos. Em 1941, foi realizar a etapa do noviciado – período de formação e discernimento inicial na vida religiosa – no Seminário da Floresta, em Juiz de Fora.
Fundador de museu e abençoado pelo papa Francisco
Padre Penido residiu em diversas comunidades e deixou um legado fora da atuação pastoral. Foi o fundador do Museu do Escravo, instituição reconhecida nacionalmente pela preservação da memória da escravidão no Brasil. Criado inicialmente em Congonhas, o museu foi oficializado como Museu Municipal de Belo Vale em 1975 e, desde 1988, funciona em um prédio em estilo colonial no centro da cidade.
Em 2022, aos 100 anos, recebeu a bênção apostólica enviada pelo papa Francisco. Conforme a Província Nossa Senhora Aparecida, o religioso ‘era muito querido pelos paroquianos que o consideravam um sacerdote de grande coração, solícito, gentil, humilde e carinhoso com as pessoas”.



