Mediante situação econômica problemática, a população de Belo Vale quer saber, oficialmente, a veracidade das acusações administrativas entre o prefeito e ex-prefeito.
Qual é a responsabilidade da Câmara Municipal e como poderá contribuir nesse impasse, que põe em risco direitos e qualidade de vida do cidadão? Diante da polarização política que vem se arrastando pelos três últimos mandatos dos chefes do Executivo Municipal de Belo Vale sinto-me como cidadão, jornalista e eleitor, no direito de expressar a minha insatisfação para com os rumos que o Município venha a se enfrentar, a partir de 2026.
Recentemente, em 06/01/2026 o prefeito @lapinhabv publicou no Instagram uma “Carta aberta à população”. Em tom de esperança, enfoca que o planejamento para 2026 é mais estratégico e eficiente para tratar com os interesses sociais. E justifica, como consequência, a difícil situação financeira e administrativa que vive o município em decorrência da gestão anterior. O prefeito José Lapa (Solidariedade), já havia se manifestado, oficialmente, sobre as “irregularidades da gestão passada”, através de um Decreto publicado em Janeiro de 2025,
que inflamou parte da população e continua a gerar contestações pelo ex-prefeito Waltenir Soares (MDB).
O ex-prefeito, @nequinhabelovale, também usa as redes sociais para repudiar as acusações a ele dirigidas. Em sua última postagem fala sobre “inverdades”, afirma que
deixou, em conta, saldo de R$ 14 milhões. Ele expõe a situação das obras em andamento e enfoca que “houve redução de receita, mas não cortaram gastos”. Não questiono honestidade e não ponho em dúvida a eficiência dos prefeitos para com o trato dos bens públicos. Pelo que se sabe, são homens sérios e
trabalhadores. Entretanto, a continuidade de suas as ações e reações, me leva a acreditar que planejamento, metas, postura transparente e democrática, ferramentas essas essenciais ao bom desempenho administrativo, podem não estar sendo tratadas de forma eficiente, que garantam e mantenham o organismo público no controle, com perspectivas de bons resultados.
Receita CFEM cai e Belo Vale empobrece Enquanto Belo Vale se destacava entre os municípios com as maiores receitas da região, principalmente, com origem na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – obras várias se edificaram por todos os cantos. Algumas caras, ainda não chegaram a cumprir suas funções: uma delas, a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), com valor em torno de R$ 12 milhões, carece de uma boa gestão. Quais são os resultados que a ETE vem proporcionando para a melhoria da qualidade de vida da população?
Alternativas econômicas
Sabe-se que Belo Vale é município caracterizado pela mineração, desde o período do Ciclo do Ouro. As atividades minerárias trazem receitas, mas prejudicam de forma
irreparável a natureza, o meio ambiente e a saúde da população. Um dinheiro fácil que entra na conta e garante o orçamento, até que o município depara com sua falta e passa a
enfrentar situações que poderiam e podem ser evitadas. O momento é de ser criativo, planejar, reduzir gastos, passar a investir em projetos que garantam a segurança e os
direitos dos cidadãos. É momento de discutir e colocar em prática os novos empreendimentos e alternativas econômicas que gerem trabalho para a população com novas receitas, buscar parcerias e investir em pequenas fábricas de produtos básicos indispensáveis à população. Há muitos fundos de financiamento estaduais e federais disponíveis. Para acessar a essas oportunidades, bastar ter boa equipe de profissionais que executem bons projetos e saibam captar esses recursos.
- Tarcísio Martins, jornalista, belo-valense.



