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Enquanto direita caminha para chapa única, esquerda segue indefinida em Minas Gerais

Após a reeleição de Romeu Zema em 2022, três nomes ganharam destaque como possível representante da direita á sua sucessão em 2026. O vice Governador Mateus Simões, que tende a assumir o Governo em março; o Senador Cleitinho, com mandato até 2031 e o Deputado Federal Nikolas Ferreira, eleito com a maior votação para o cargo naquela eleição e da história de Minas Gerais.

Mesmo tendo o com menor desempenho nas pesquisas de intenção de voto entre os candidatos da direita, o vice Governador Mateus Simões atua para ser o nome escolhido para representar este espectro político nas eleições de 2026.

Para que isso se concretize, está sendo articulada uma chapa que contemple o Senador Cleitinho e o PL, partido do Deputado Federal Nikolas Ferreira, que ao concorrer a reeleição contribuirá e muito não só para a manutenção, como também para uma possível expansão da bancada do partido na Câmara dos Deputados. Vale ressaltar que a distribuição dos fundos partidário, eleitoral e tempo e televisão tem como base os votos para Deputados Federais, o que torna a recandidatura de Nikolas Ferreira importante não só para o PL mineiro como o nacional.

O Novo, que além de perder o Vice Governador Mateus Simões para o PSD, perdeu o ex Secretário de Governo Igor Eto para o Avante, busca se manter na chapa majoritária da coligação, que até então conta com estes três partidos, com as Federações União Progressista (União Brasil e Progressistas), Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), Podemos, Mobiliza e DC; além de buscar trazer o Republicanos e o PL. O ideal do partido seria indicar o nome do Vice de Mateus Simões, vaga estratégica que pode ser ocupada por Alex Diniz, recém filiado ao PL, o que traria o apoio de Cleitinho ao Vice Governador, devido à forte ligação entre ambos. Para o Senado, uma das vagas já estaria reservada para o atual Secretário de Governo Marcelo Aro e a outra ficaria com o PL, que ao decidir pela candidatura do Deputado Federal Domingos Sávio, contemplaria novamente o Senador Cleitinho, pois abriria espaço para candidatura de seu irmão e atual Prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Faltando acertar com o partido Novo que tem a pretensão de indicar o nome para compor a chapa de Mateus Simões, que poderia ser Gleidson Azevedo, porém o mesmo é a aposta do partido para puxar votos para Deputado Federal. Além do partido Novo, outra pendência a ser resolvida é com o Deputado Cristiano Caporezzo, que também pretende concorrer ao Senado e afirma ser o nome escolhido por Jair Bolsonaro para concorrer ao cargo.

Enquanto a direita busca uma chapa de consenso contemplando as principais lideranças do Estado, a esquerda não possui sequer um candidato ao Governo. O nome preferido do Presidente Lula é do Senador Rodrigo Pacheco, que pretendia deixar o Senado para ser Ministro do STF, com a vaga aberta com a saída do Ministro Luiz Roberto Barroso. Como foi preterido pelo Presidente que indicou o Advogado Geral da União, Jorge Messias, o Senador anunciou que pretende deixar a vida pública, mas antes pretende conversar com seus aliados em Minas Gerais. Não podendo esperar muito o Presidente nacional do PT, Edinho Silva, abriu conversas com o ex Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que aceita uma composição com o PT, mas de forma diferente de 2022, quando foi derrotado por Romeu Zema no primeiro turno.

Outros nomes cogitados foram das Prefeitas Margarida Salomão de Juiz de Fora e Marília Campos de Contagem. A primeira pretende concluir seu mandato até 2028, quando estará com 78 anos. Já a segunda, em seu quarto mandato como Prefeita de Contagem e com uma boa avaliação, colocou seu nome para concorrer ao Senado, desde que seja a única candidata da chapa. Neste caso, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, outro nome cogitado para compor a chapa como candidato ao Senado poderia vir como candidato ao Governo ou coordenar a campanha de Lula no Estado. Para o Senado, outro nome que cogitado no campo da esquerda é da ex Vereadora e ex Deputada Federal Áurea Carolina, que vai se filiar novamente ao PSOL, que pretende renovar a federação com o REDE. Com dificuldade em lançar um nome para a sucessão estadual, o PT chegou a sondar o atual presidente da ALMG, Deputado Tadeu Leite e o ex Vereador e pré candidato ao Governo, Gabriel Azevedo. Como a Federação entre Republicanos e MDB não vingou, o MDB passou a ser uma possibilidade de palanque para o Presidente Lula, devido a relação entre os partidos que foram aliados entre 2003 e 2018. Enquanto Gabriel Azevedo, busca ser uma alternativa aos extremos, o Presidente do Legislativo Mineiro não definiu seu futuro político, embora tenha seu nome cogitado para vice de diferentes pré candidatos.

A menos que tenha uma candidatura forte de centro, a eleição para o Governo de Minas Gerais tende a ser decidida no primeiro turno como foi decidida em cinco das seis últimas eleições. A única exceção foi em 2018, quando o cenário indicava para uma polarização e definição no primeiro turno entre o então Governador Fernando Pimentel e o ex Governador e então Senador Antônio Anastasia, Romeu Zema surpreendeu chegando em primeiro lugar no primeiro turno e sendo eleito no segundo turno contra Antônio Anastasia.

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