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Pedreiro de Ouro Branco morre após cirurgia em hospital de Oliveira; “Demos toda a assistência”, citou secretaria de saúde

Faleceu na manhã desta sexta-feira (23) o pedreiro Aurélio de Souza Cristino, de 50 anos, em um hospital da cidade de Oliveira, após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor na região da vesícula. Apesar do procedimento, Aurélio não resistiu. Ele havia sido transferido para o município após permanecer internado por mais de 20 dias no Hospital Municipal Raymundo Campos, em Ouro Branco, aguardando vaga pelo sistema de regulação. Em Oliveira, permaneceu internado por cerca de oito dias até a realização da cirurgia.

A notícia da morte de Aurélio repercutiu na cidade de Ouro Branco, onde ele morava e era conhecido pelo trabalho na construção civil. Familiares lamentaram a perda e falaram com a reportagem na manhã de hoje. A família isentou de responsabilidade a direção do hospital de Ouro Branco, esclarecendo que o caso era extremamente delicado.“O caso era por demais muito grave”, afirmou a esposa da vítima, considerando que não houve negligência da secretaria municipal. Aurélio era casado, pai e avô. Sua trajetória era marcada pelo trabalho na construção e pelo cuidado com a família. Informações sobre velório e sepultamento devem ser divulgadas pelos familiares.

Nota oficial da Secretaria Municipal: paciente recebeu toda a assistência

A Prefeitura de Ouro Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, esclareceu que informações divulgadas sobre o atendimento do Hospital Municipal Raymundo Campos continham dados incorretos, incompletos e fora de contexto, especialmente quanto ao tempo de internação, à gravidade do caso e à alegação de demora ou omissão de assistência.

O órgão informa que o vídeo divulgado foi gravado no dia 11/01 e republicado posteriormente sem contextualização, desconsiderando ações que ocorreram após a gravação. A Secretaria relata que, entre os dias 11 e 14/01, o paciente e a família receberam acompanhamento presencial do Secretário de Saúde, da Direção do Hospital e de equipes técnicas, com explicações sobre o quadro e os procedimentos. No dia 14/01, o paciente foi transferido para unidade de maior complexidade. O município afirmou que o paciente recebeu assistência contínua, com exames, medicamentos, acolhimento e atualização de laudos conforme os fluxos da Central de Regulação do Estado. Destaca ainda que exames de alta complexidade foram realizados com autorização direta da direção hospitalar para agilizar o diagnóstico.

A Prefeitura reforçou que o óbito decorreu de quadro clínico grave e não por falta de assistência. Critica a divulgação de informações parciais que geram desinformação e prejudicam a imagem institucional. Por fim, manifesta solidariedade aos familiares, reafirma o compromisso com a transparência e se coloca à disposição para esclarecimentos, respeitando o sigilo legal.

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