Ícone das mini motos da Honda retorna à Europa com design clássico preservado, novas cores e dados oficiais de consumo que chamam atenção, mantendo foco em uso urbano, simplicidade mecânica e eficiência energética em um segmento de baixa cilindrada.
A Honda confirmou a chegada da Dax (ST125) linha 2026 ao mercado europeu, mantendo a proposta que caracteriza o modelo desde seu relançamento: dimensões compactas, visual inspirado nas décadas de 1960 e 1970 e foco em eficiência energética.
A atualização preserva o desenho clássico e traz novas opções de cores, além de consumo oficial informado em 1,5 l/100 km, equivalente a cerca de 66,7 km/l no ciclo WMTC.
A mini moto segue posicionada como uma alternativa urbana de baixa cilindrada, com capacidade para dois ocupantes, iluminação em LED e transmissão sem manete de embreagem.
Esses elementos fazem parte do pacote técnico já conhecido da Dax na Europa e permanecem na linha 2026 sem mudanças estruturais relevantes.
Design clássico e chassi em “T” mantêm identidade histórica
A base do projeto continua sendo o chassi em formato de “T”, produzido em aço estampado e responsável por abrigar o tanque de combustível.
Esse desenho define a silhueta do modelo e está diretamente ligado ao conceito original da Dax, lançada pela Honda no fim dos anos 1960.
O visual remete às mini motos da marca daquele período, com escapamento elevado, guidão alto e peças cromadas.
Apesar da aparência associada a modelos clássicos, a Dax 2026 foi homologada para uso cotidiano.
A altura do assento é de 775 mm, medida que facilita o apoio dos pés no solo para pilotos de diferentes estaturas.
O peso em ordem de marcha declarado é de 107 kg, característica que influencia a condução em baixa velocidade e manobras urbanas.
O banco duplo permanece como item de série e foi projetado para acomodar dois adultos.
Segundo a fabricante, a proposta é permitir deslocamentos a dois sem comprometer a ergonomia básica do conjunto, dentro das limitações de uma motocicleta de pequeno porte.
Iluminação em LED e painel digital reforçam proposta urbana
A iluminação totalmente em LED faz parte do pacote tecnológico mantido para 2026.
O farol circular preserva o formato tradicional, enquanto lanternas e indicadores seguem o mesmo padrão.Play Video
O painel de instrumentos também adota desenho redondo e utiliza uma tela LCD, que concentra informações essenciais como velocidade, nível de combustível e hodômetro.
De acordo com a Honda, a escolha por um painel digital simples busca manter a leitura direta, sem alterar a identidade visual do modelo.
Detalhes como a alça cromada para o passageiro e o acabamento do conjunto reforçam a continuidade estética em relação às versões anteriores comercializadas na Europa.
Motor 124 cc e câmbio automático priorizam facilidade de uso

No conjunto mecânico, a Dax 2026 segue equipada com motor monocilíndrico de 124 cc, arrefecido a ar, com comando simples no cabeçote e duas válvulas.
A potência máxima declarada é de 6,9 kW, o equivalente a 9,4 cv, a 7.000 rpm.
O torque chega a 10,8 Nm a 5.000 rpm, conforme dados técnicos divulgados pela fabricante.
A ciclística permanece voltada ao uso urbano.
O modelo utiliza rodas de 12 polegadas e suspensão dianteira invertida de 31 mm, além de freios a disco nas duas rodas com sistema ABS.
Esses componentes já fazem parte do conjunto oferecido no mercado europeu e não passaram por alterações na linha 2026.
Um dos principais diferenciais técnicos da Dax está na transmissão.
O câmbio de quatro marchas utiliza embreagem centrífuga automática, eliminando a necessidade de manete no guidão.
Na prática, as trocas são feitas apenas pelo pedal, enquanto o sistema gerencia o acoplamento da embreagem, solução adotada pela Honda em outros modelos de baixa cilindrada.
Consumo oficial e autonomia informada pela fabricante
O consumo informado pela fabricante é um dos dados mais destacados na ficha técnica.
Segundo a Honda, a Dax 2026 registra média de 1,5 l/100 km no ciclo WMTC, padrão europeu de homologação.
Convertido para a métrica mais comum no Brasil, o número corresponde a aproximadamente 66,7 km/l.
Com tanque de 3,8 litros, a autonomia teórica pode chegar a cerca de 250 km, considerando os dados oficiais.
Especialistas do setor costumam ressaltar que consumo e alcance variam conforme condições de tráfego, carga transportada, estilo de pilotagem e manutenção.
Ainda assim, motos de baixa cilindrada e peso reduzido tendem a apresentar bons índices de eficiência energética.
Novas cores da Honda Dax 2026 no mercado europeu
Na linha 2026, a principal atualização visual está nas cores.
A Honda confirmou três opções para o mercado europeu: Pearl Horizon White e Candy Energy Orange, ambas inéditas, além da Pearl Shining Black, já conhecida.
Não houve alterações anunciadas no conjunto mecânico ou estrutural em relação ao ano-modelo anterior.
Em comunicados oficiais, a fabricante descreve a Dax 2026 como uma atualização pontual, focada na manutenção do conceito original e na ampliação das opções de personalização visual.
A oferta de acessórios originais, como itens para transporte de bagagem, varia conforme o país europeu onde o modelo é comercializado.
Lançamento da Honda Dax 2026 no Brasil segue indefinido
No Brasil, até o momento, não há confirmação oficial da Honda sobre a chegada da Dax 2026.
Consultas a comunicados e canais institucionais da empresa no país não indicam planos de lançamento ou importação do modelo.
A marca concentra sua linha de motocicletas compactas no mercado nacional em outros produtos, como Biz e Pop.
A Dax já apareceu em ações institucionais e exposições da Honda voltadas ao público brasileiro.
Esse tipo de apresentação, no entanto, não representa, necessariamente, uma decisão comercial.
Sem anúncio formal, o modelo permanece restrito a mercados como o europeu, onde a proposta de mini motos com visual clássico já está consolidada.
Caso um dia seja oferecida oficialmente no Brasil, a Dax passaria a disputar espaço em um segmento dominado por motos utilitárias de baixa cilindrada, mas com características bastante diferentes em termos de design e forma de condução; a questão que fica é se haveria demanda suficiente para sustentar esse tipo de proposta no mercado nacional.
FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS




