Nossa reportagem teve acessos as informações sobre um caso que já repercute em Minas e ganha contornos de uma ocorrência de natureza grave mobilizou as autoridades policiais e de saúde na tarde do último domingo (01/02). Tudo corre sob sigilo. Um feto foi localizado escondido dentro de uma mochila no armário de uma residência no Povoado de Machados, zona rural de Jeceaba, após a mãe, uma jovem de 20 anos, dar entrada num hospital com hemorragia. A localidade é perto do Distrito de Buturi, onde o caso do desaparecimento da pequena Alice, de 4 anos, ficou perdida em uma mata por mais de 48 anos ganhando repercussão nacional.
O Socorro e a Suspeita
O caso começou a ser desvendado quando a mulher foi socorrida por uma ambulância da prefeitura de Jeceaba. Devido à gravidade do seu estado de saúde — apresentando forte hemorragia e dores abdominais — a paciente foi transferida para o Hospital Bom Jesus, em Congonhas. Ao chegar à unidade hospitalar, a equipa médica suspeitou de um aborto recente. Perante a situação, a direção do hospital condicionou a receção da paciente e de quaisquer vestígios biológicos à presença da Polícia Militar para o registo oficial da ocorrência.
A Descoberta
Versão da Jovem
Em declarações às autoridades, a mulher afirmou que não sabia que estava grávida e que acreditava que o mal-estar e o sangramento eram decorrentes do seu período menstrual. Segundo o seu relato, ela sentiu fortes dores por volta das 04h30 da manhã, seguidas da expulsão de “algo” do seu corpo, momento em que pediu ajuda à mãe e desmaiou.
Investigação e Perícia
A Polícia Militar isolou a residência para o trabalho da perícia técnica. No quarto da jovem, os peritos encontraram manchas de sangue no colchão e peças de roupa de cama deixadas de molho. Sobre uma cómoda, foram apreendidas cartelas de medicamentos, incluindo analgésicos e fármacos para controlo de ansiedade e colesterol (Buscopan, Venlafaxina e Rosuvastatina). A Polícia Civil de Minas Gerais agora investiga as circunstâncias do fato para determinar se o aborto foi natural ou provocado, e por que razão o feto foi ocultado dentro de uma mochila no armário em vez de se procurar auxílio médico imediato para o ocorrido. O caso foi registado inicialmente como “destruição, subtração ou ocultação de cadáver”.
A jovem permanece internada, sem previsão de alta, conforme boletim. Ela recebeu voz de prisão em flagrante, mas não foi conduzida à delegacia em razão do estado de saúde.





