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Vereadora questiona manutenção de imóveis tombados após interdição em ladeira histórica; “não podemos perder um dos casarões mais antigos de Congonhas”, desabafou

CONGONHAS – A preservação do conjunto histórico de Congonhas voltou ao centro do debate legislativo nesta semana. A vereadora Patrícia Fernandes Monteiro protocolou, no dia 2 de fevereiro de 2026, um requerimento direcionado à Secretaria de Planejamento e ao Poder Executivo, cobrando medidas urgentes e informações sobre políticas de apoio a proprietários de imóveis tombados. O documento foi motivado pela situação crítica de um casarão localizado na Rua do Aleijadinho, nº 10, no bairro Basílica. O imóvel, construído com técnicas tradicionais de taipa e adobe, foi formalmente interditado pela Defesa Civil após vistorias realizadas em dezembro de 2025.

Risco Iminente e Interdição

De acordo com o laudo técnico assinado pelo engenheiro Aleilson da Silva Diniz, a residência apresenta um quadro de “risco iminente de colapso estrutural”. Os principais problemas identificados foram:

  • Comprometimento do Telhado: Identificada fadiga no engradamento e sistema de travamento em madeira, gerando sobrecarga nas paredes.
  • Danos Estruturais: Presença de trincas significativas na sala, copa e quartos frontais.
  • Insegurança para Moradores: O imóvel possui apenas uma via de acesso, obrigando os três moradores a transitarem pela área sob risco de desabamento para chegar aos cômodos dos fundos.

A gravidade do caso levou a moradora, Sônia Maria de Barros, a solicitar formalmente à prefeitura uma avaliação do conceito de patrimônio histórico do imóvel, buscando conciliar a proteção cultural com a segurança física de sua família. “Além dessa casa, existem mais duas nessas condições. A repercussão é muito ruim se perdermos um dos casarios mais antigos da cidade, além do risco de vida que os moradores estão expostos”, citou a vereadora.

Questionamentos ao Executivo

Diante do cenário, a vereadora Patrícia Fernandes busca esclarecer quais ferramentas o município dispõe para evitar que o patrimônio se deteriore por falta de recursos dos proprietários particulares. Entre os principais pontos do requerimento, destacam-se:

CategoriaQuestionamento da Vereadora
Incentivos FiscaisExiste isenção total ou parcial de IPTU para imóveis tombados?
FinanciamentoHá parcerias com o BNDES ou CAIXA para linhas de crédito de restauro?
Programas FederaisO PAC das Cidades Históricas destina recursos para a Ladeira Histórica ou assistência técnica a privados?
Uso PúblicoExistem convênios de contrapartida onde o imóvel, após reformado, assume uso cultural de interesse público?

A parlamentar também relembrou o antigo Programa Monumenta, questionando se há iniciativas semelhantes ativas em parceria com o IPHAN para o restauro de fachadas e telhados no entorno do Santuário. O requerimento agora aguarda resposta da Secretaria de Planejamento para que a Câmara Municipal possa avaliar os próximos passos na proteção tanto dos cidadãos quanto da memória arquitetônica de Congonhas.

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