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Cidade brasileira fica conhecida como a capital da acerola após transformar município ‘minúsculo’ em polo agrícola

Município do interior paulista transformou cultivo da acerola em base econômica e projetou cidade de pouco mais de 20 mil habitantes no cenário agrícola regional, articulando produção rural, processamento industrial e eventos temáticos voltados à valorização da fruta.

Junqueirópolis, no interior de São Paulo, consolidou a fama de “capital da acerola” ao transformar o cultivo da fruta em eixo da economia local, reunindo produção rural e processamento industrial em uma cidade que tinha 20.448 habitantes no Censo 2022.

Situado na região de Presidente Prudente, o município fica a pouco mais de 600 quilômetros da capital paulista por estrada, variando conforme a rota e o ponto de partida, e ganhou projeção por associar pomares comerciais a agroindústrias de polpa congelada e bebidas.

Capital da acerola no interior de São Paulo

Ao contrário do uso genérico do apelido em diferentes regiões do país, o reconhecimento atribuído a Junqueirópolis se relaciona com um processo histórico de especialização produtiva que a cidade passou a divulgar como marca, especialmente quando a acerola ganhou espaço na pauta agrícola regional.

Cidade do interior de SP transformou a acerola em motor econômico, com agroindústrias, agricultura familiar e projeção regional.
Cidade do interior de SP transformou a acerola em motor econômico, com agroindústrias, agricultura familiar e projeção regional.Software para finanças

No entanto, esse “título” não aparece, até aqui, como uma designação federal definitiva em lei, apesar de existir um projeto apresentado na Câmara dos Deputados para declarar Junqueirópolis como Capital Nacional da  Acerola, ainda em tramitação no Legislativo.

Expansão do cultivo e fortalecimento da agroindústria

A expansão do cultivo avançou quando produtores buscaram alternativas capazes de melhorar a renda e diluir riscos típicos de culturas mais sujeitas a ciclos de preços, encontrando na acerola uma opção compatível com colheitas frequentes e demanda por processamento.

Com a produção em crescimento, o município passou a atrair e estruturar etapas industriais ligadas à cadeia da fruta, o que inclui a fabricação de polpa e derivados, ampliando o valor agregado e reduzindo a dependência de vendas concentradas apenas no mercado in natura.

Agricultura familiar e geração de renda local

Outra característica associada à cultura é a necessidade de mão de obra cuidadosa, porque a fruta madura é sensível e, em muitas realidades produtivas, o manejo e a colheita seguem predominantemente manuais, o que reforça o peso do trabalho rural na dinâmica econômica local.

Nesse cenário, o perfil de pequenas propriedades aparece com frequência em relatos setoriais sobre a região, e a presença de agricultores familiares ajuda a explicar por que a atividade gera efeitos além da porteira, movimentando transporte, beneficiamento, embalagens e comércio ligado à safra.

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Festa da Acerola impulsiona turismo e negócios

Ao mesmo tempo, a tradição de eventos ligados à fruta se consolidou como ferramenta de divulgação, com a Festa da Acerola e da Uva (Aceruva) integrada ao calendário local e descrita como espaço para ampliar mercados e dar visibilidade à produção da cidade.

Segundo registro institucional da Assembleia Legislativa de São Paulo, a Aceruva é apresentada como uma iniciativa voltada a fortalecer a comercialização e a exposição do setor, reunindo produtores e atraindo público para atividades que misturam cultura e promoção agrícola.

Desafios climáticos e organização produtiva

Ainda assim, a base agrícola depende de variáveis difíceis de controlar, como oscilações climáticas e custos de insumos, o que costuma pressionar margens e exigir planejamento, especialmente em culturas com demanda por mão de obra e sensibilidade a perdas no ponto ideal de colheita.

Paralelamente, estudos e iniciativas de cooperação entre produtores são citados na literatura sobre o município, associando redes locais à adoção de melhorias de processo e gestão, o que ajuda a sustentar a relevância regional da acerola sem depender apenas de expansão de área.

A trajetória de Junqueirópolis mostra como uma fruta pode se tornar símbolo e atividade estruturante em um município de pequeno porte, conectando produção, indústria e eventos que reforçam a identidade local, mas o que ainda falta para transformar essa fama em números públicos mais transparentes sobre volume e faturamento?

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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