Principal aposta do Novo para eleger pelo menos três Deputados Federais em Minas Gerais, Gleidson Azevedo, Prefeito de Divinópolis e irmão do Senador Cleitinho, caso seja indicado para vice de Mateus Simões resolveria dois problemas na formação chapa governista.
Primeiro deles, é que o Novo que reivindica a vaga de Vice na chapa, não possui outro nome com a mesma densidade eleitoral e um padrinho político como Cleitinho. Segundo é justamente o padrinho político, que numa eventual participação de Gleidson Azevedo na chapa abriria mão de concorrer ao Governo de Minas e apoiaria a candidatura de Mateus Simões ao Governo.
Mesmo sem Cleitinho na disputa pelo Governo, a possibilidade de uma chapa única da direita depende do cenário político nacional onde Flávio Bolsonaro precisa de um palanque forte em Minas. Caso Zema, que afirma concorrer a Presidência, venha a ser vice de Flávio Bolsonaro, a direita caminhará unida em Minas Gerais com o PL indicando um dos nomes para o Senado.
Na hipótese da chapa Mateus Simões Governador com Gleidson Azevedo de Vice se concretizar e conseguir se eleger em 2026, Mateus Simões caso queira continuar com mandato eletivo a partir de 2031, terá que renunciar ao cargo de Governador para entrar numa disputa nacional ou tentar o Senado.
Renunciando ao cargo de Governador, entregaria o Governo para Gleidson Azevedo para tentar se eleger para a vaga justamente ocupada por Cleitinho. Com o Governo na mão e o irmão também candidato à reeleição Gleidson Azevedo apoiaria seu irmão para o Senado, mesmo que Mateus Simões tentasse concorrer ao cargo.
O argumento dos irmãos seria o mesmo de Mateus Simões em 2026, Gleidson assumindo o Governo Estadual só poderia se candidatar a Governador e Cleitinho com o irmão à frente do Governo Estadual só poderia concorrer ao Senado, por que foi eleito antes do irmão assumir o Governo.
Eleições são periódicas e política é permanente. A busca por uma solução eleitoral de curto prazo, pode gerar um problema político no longo prazo.





