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Volkswagen Amarok vai sair de linha em breve para chegada da nova geração

Amarok atual terá produção encerrada na Argentina no segundo semestre desse ano; nova geração vai ter uma opção híbrida

A atual geração da Volkswagen Amarok terá a sua produção encerrada em Pacheco (Argentina) no segundo semestre de 2026, de acordo com informações do site argentino Autoblog. O movimento é para abrir espaço para a próxima geração da picape, que tem início de produção previsto para 2027,

As versões V6 3.0 turbodiesel que fazem parte do portfólio da Amarok devem seguir no showroom das concessionárias do Brasil até o ano que vem Brasil — e em outros países do continente também. Porém, antes disso, a produção será encerrada para abrir espaço para que a nova geração comece com as primeiras unidades saindo das linhas.

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Após mais de 15 anos na mesma geração, a nova terá como grande novidade uma motorização híbrida, que a fabricante ainda não revelou os seus detalhes. Por isso, ainda não é possível afirmar se ela será híbrida plug-in, híbrida plena ou híbrida leve.

A plataforma de produção será a mesma usada pela Saic, fabricante parceira da VW na China, de onde sai a picape Maxus Terron 9, que a Autoesporte já conheceu durante o Salão de Xangai. Mas nem ela pode indicar qual será a tecnologia híbrida da nova Amarok, pois suas versões usam dois motores: turbodiesel ou elétrico.

“Na Volkswagen, temos uma aliança estratégica de longa data com o Grupo SAIC na China. Este novo projeto é um desenvolvimento conjunto que envolve o compartilhamento de muitas tecnologias. É prática comum realizar esses desenvolvimentos conjuntos entre a VW e a SAIC. Neste caso, a cooperação se concentrou no desenvolvimento de todos os aspectos técnicos do projeto Amarok América do Sul ”, disse Thomas Schäfer , CEO global da marca Volkswagen em entrevista ao Autoblog.

Projeção da nova Volkswagen Amarok que deverá chegar ao mercado em 2027 — Foto: Renato Aspromonte/Autoesporte
Projeção da nova Volkswagen Amarok que deverá chegar ao mercado em 2027 — Foto: Renato Aspromonte/Autoesporte

É possível que o sistema híbrido da picape esteja ligado a um motor turbodiesel, que estreou no final do ano passado nos modelos Audi Q5 e A6 na Europa. A motorização é uma evolução do motor 3.0 V6 turbodiesel EA897 já usado pela Amarok no Brasil. Batizado de EA897Evo4, o conjunto agora é híbrido e funciona associado a um sistema elétrico de 48 volts.

Inclusive, a Maxus Terron 9, vendida como MG U9 em outros mercados, também será vendida no Brasil. A Saic é a dona da marca MG, que já chegou ao país no ano passado, e a sua picape média está nos planos para o país. A chegada deve acontecer em 2027.

A segunda geração da picape continuará sendo produzida na fábrica de Pacheco, que está em fase de preparação. A unidade está recebendo investimento de R$ 3,3 bilhões para produzir o novo projeto.

Quais os motores da nova Volkswagen Amarok?

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Como já mencionado, não sabemos como será a motorização eletrificada, mas podemos esperar pela manutenção do atual motor V6 turbodiesel de 258 cv de potência e 59,1 kgfm de torque, assim como do câmbio automático de oito marchas da ZF. Há também a possibilidade de versões mais baratas equipadas com motor 2.0 turbodiesel de quatro cilindros, atrelado a um câmbio manual de seis marchas.

Além disso, devido ao uso da plataforma da Maxus Terron 9, a tração 4×4 pode passar, enfim, a ser sob demanda, resolvendo uma velha queixa de consumidores quanto à robustez da picape de primeira geração, com suspensão traseira por eixo rígido com feixe de molas semielípticas.

Engenharia e visual com pegada sul-americana

Ainda que use a mesma plataforma da chinesa Maxus Terron 9, os times de design e engenharia da Volkswagen trabalharam no projeto da nova Amarok para que ela atinja os padrões exigidos pelos consumidores da região. O visual será assinado por José Carlos Pavone, brasileiro que chefia os times de design da marca nas Américas.

Volkswagen Amarok deve ter mudanças em relação à Maxus Terron  — Foto: André Paixão/Autoesporte
Volkswagen Amarok deve ter mudanças em relação à Maxus Terron — Foto: André Paixão/Autoesporte

E as dimensões da nova Amarok devem ser tão superlativas quanto as da Maxus T90, que mede 5,50 metros de comprimento, 3,30 m de entre-eixos, 2 metros cravados de largura e 1,86 m de altura.

De olho no mercado

A decisão de lançar uma motorização híbrida na segunda geração da picape segue o mesmo movimento de outras marcas do segmento de picapes médias. Dessa forma, a marca alemã não ficará para trás e baterá de frente com Ford Ranger e Toyota Hilux, suas duas principais rivais, que já tem configurações híbridas confirmadas também.

FONTE: AUTO ESPORTE

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