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Após resistência popular, mineradora terá que usar nova rota para escoar produção pela BR 040

Após um impasse marcado por resistência das comunidades de Buarque de Macedo e São Vicente, que se recusaram a permitir a circulação de caminhões e carretas, foi definida uma nova rota para o escoamento da produção da Carijós Mineração, emprrendimento localizado na divisas de Lafaiete, Santana dos Montes e Itaverava. A mudança ocorreu após tratativas entre a empresa e a administração municipal de Conselheiro Lafaiete.A nova rota não passará por nenhuma das duas comunidades e recebeu aprovação da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania.

O trajeto alternativo seguirá pela região da Jacuba, com acesso à BR-040 nas proximidades do Distrito Industrial, em Conselheiro Lafaiete, até o destino final em Gagé, onde será realizado o embarque do minério.Segundo o secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Fábio José, foi firmado um acordo entre a Prefeitura, o Ministério Público e a empresa, estabelecendo que a Mineradora Carijós realizará um estudo técnico detalhado da nova rota, prevendo as intervenções necessárias para minimizar os impactos do transporte pesado.Após a apresentação do plano de ação, a empresa deverá iniciar as obras de adequação da via, garantindo mais segurança e reduzindo transtornos às comunidades.

A mudança representa um alívio para os moradores das comunidades que protestavam contra o tráfego intenso de caminhões, ao mesmo tempo em que permite a continuidade das operações da mineradora com uma alternativa considerada mais segura pelas autoridades.

O empreendimento

A mineradora vai iniciar operações de lavra a céu aberto de minério de ferro, disposição de pilhas de rejeito/estéril e funcionamento de uma Unidade de Tratamento de Minerais (UTM) com processo a seco, sem barragem. A produção prevista é de 550 mil toneladas de minério de ferro por ano, com beneficiamento de até 750 mil toneladas/ano. O destino da produção será em Gagé. De acordo com o Plano de Controle Ambiental (PCA), o empreendimento terá vida útil estimada em 10 anos e não utilizará água nas operações, uma vez que todo o processo ocorrerá a seco. A área diretamente afetada ocupa cerca de 12 hectares, sendo 5 hectares destinados à pilha de estéril/rejeito. A mineradora planeja escoar 30 carretas de minério por dia, com promessa de 40 empregos diretos. A empresa tem licenciamento ambiental para iniciar a operação.

Em outubro do ano passado, em reunião entre a empresa e a comunidade de São Vicente, os moradores rejeitaram que o escoamento passasse na localidade temendo impactos.

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