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Eclipse de 12 de agosto: onde no mundo o fenômeno será visto na totalidade

No Brasil, a experiência visual será parcial, sem o escurecimento total do Sol

Em 12 de agosto, uma quarta-feira, a Lua vai se interpor entre a Terra e o Sol e provocar um eclipse solar. O espetáculo, porém, não será igual para todos: a experiência visual depende diretamente de onde o observador estiver no planeta.

O eclipse total — aquele momento raro em que o Sol desaparece completamente do céu — ficará restrito à chamada faixa de totalidade, uma estreita faixa que cruzará partes da Groenlândia, Espanha, Portugal, Rússia e Islândia. Quem estiver nessas regiões viverá alguns minutos de escuridão plena em pleno dia.

Para o restante do mundo, o evento ocorrerá como eclipse parcial, com abrangência muito maior. Grande parte da Europa, o oeste da África e o norte da América do Norte entram nessa categoria — e o Brasil também. Por aqui, o fenômeno será visível, mas apenas em sua versão parcial, sem o escurecimento total do Sol.

Seja qual for o tipo de eclipse observado, a proteção ocular não é opcional. Olhar diretamente para o Sol durante a fase parcial, mesmo por poucos segundos, pode causar danos permanentes à retina. A condição resultante — a retinopatia solar — pode ser irreversível e levar à perda da visão.

A única forma segura de observar o eclipse é com óculos certificados pela norma internacional ISO 12312-2. Óculos de sol comuns, por mais escuros que sejam, não oferecem proteção suficiente. O mesmo vale para câmeras, binóculos e telescópios: nenhum desses equipamentos deve ser apontado para o Sol sem filtros solares certificados acoplados à lente frontal.

O evento vale a pena — desde que observado com o equipamento certo.

Fonte: VEJA

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