Mato Grosso registra alta na emissão da CIN diante da exigência de biometria para programas sociais.
Sem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), brasileiros poderão ter o acesso a benefícios sociais bloqueado já a partir do dia 30 de abril. A exigência faz parte do processo de implementação do cadastro biométrico obrigatório para programas da Seguridade Social, como o Bolsa Família.
Em Mato Grosso, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) expediu 49.679 novas identidades no estado — número que supera tanto o volume registrado no mesmo período de 2025, quando foram emitidos 26.960 documentos, quanto a meta mensal de 35.594 prevista para 2026.
Atualmente, Mato Grosso ocupa a 5ª posição no ranking nacional de emissão da CIN proporcional à população, com 31,52% dos moradores já contemplados com o novo documento.
O aumento na procura está diretamente relacionado à exigência da CIN para garantir o acesso e a manutenção de benefícios sociais. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 60% no número de carteiras expedidas. No acumulado do primeiro trimestre de 2026 em relação a 2025, a alta chega a 25%.
A CIN será a principal base para o cadastro biométrico. De forma transitória, também poderão ser utilizados dados de outras bases oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A partir do dia 30 de abril, quem solicitar novos benefícios ou precisar renovar auxílios já existentes deverá ter a biometria cadastrada. Sem isso, o acesso poderá ser impedido. O cronograma do Governo Federal prevê ainda que, até 31 de dezembro de 2027, a CIN será obrigatória para todos os processos de concessão e revisão de benefícios sociais.
A medida busca reduzir fraudes, impedir o uso indevido de dados de terceiros e tornar mais ágil a identificação dos beneficiários.
Para atender ao aumento da demanda, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso ampliou a capacidade de emissão do documento. Entre as ações adotadas estão a descentralização dos atendimentos — que passaram a contar com atuação de papiloscopistas no interior — e a automatização de etapas do processo.
O sistema de identificação civil também foi integrado à Receita Federal, permitindo a correção de inconsistências cadastrais durante o atendimento, como divergências em nome, data de nascimento, filiação ou ausência de CPF, o que agiliza a emissão do documento. Atualmente, a Politec possui mais de 150 postos de identificação distribuídos em mais de 95% dos municípios de Mato Grosso.
Fonte: VGNoticias





