Uma das áreas industriais mais emblemáticas de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, está prestes a entrar em uma nova fase. O espaço, que durante décadas teve papel fundamental no desenvolvimento econômico da região e ajudou a consolidar o município como referência nacional no setor cerâmico, deverá passar por uma grande transformação nos próximos meses.
Com aproximadamente 60 mil metros quadrados, a fábrica abrigou por anos uma operação que movimentou a economia local, gerou milhares de empregos e levou o nome da cidade para mercados internacionais. O local também se tornou um símbolo do crescimento industrial catarinense, acompanhando diferentes ciclos de expansão do setor ao longo das últimas décadas.
Agora, os antigos pavilhões da Cecrisa serão demolidos para dar lugar ao futuro Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci. A Prefeitura de Criciúma já trabalha nos trâmites técnicos e jurídicos para viabilizar a licitação da demolição controlada da área, etapa considerada essencial para o avanço do projeto.
História e relevância da empresa
Fundada em 1966 pelo empresário Manoel Dilor de Freitas, a Cecrisa iniciou a produção de revestimentos cerâmicos em 1971 e se tornou uma das principais empresas do segmento no Brasil. Com o passar dos anos, expandiu suas operações, adquiriu unidades em outros estados e passou a exportar produtos para mais de 50 países distribuídos pelos cinco continentes.
Além da marca Cecrisa, a companhia ganhou destaque nacional com a Cerâmica Portinari, reconhecida entre as principais marcas premium do mercado brasileiro de revestimentos. Em 2019, a empresa foi adquirida pela Duratex, atual Dexco, em uma negociação avaliada em até R$ 539 milhões.
O futuro do espaço
O espaço onde funcionavam os antigos pavilhões será transformado em um complexo voltado à tecnologia, inovação, sustentabilidade e economia criativa. O projeto prevê laboratórios de pesquisa, áreas empresariais, espaços de coworking, centro de eventos, empreendimentos residenciais e opções gastronômicas.
Com investimento estimado em R$ 200 milhões, o Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci também seguirá o conceito de “cidade de 15 minutos”, reunindo moradia, trabalho, comércio e serviços em um mesmo ambiente urbano.
Fonte: Portal 6



