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Mau tempo reduz o Desfile de 7 de Setembro em Congonhas, mas não o civismo e a empolgação dos participantes

Nove atrações passaram pela avenida JK, no Centro da cidade, enquanto outras escolas e entidades deverão ter outra data para se apresentarem.

Mesmo com o tempo chuvoso em Congonhas, a Secretaria de Educação da Prefeitura, em comum acordo com as escolas e entidades participantes, resolveu realizar parte do desfile cívico em comemoração ao Dia da Independência do Brasil, 7 de setembro, no trecho central da av. JK. O motivo: respeito a quem queria desfilar e ao público, que compareceu em bom número. O município avalia a possibilidade de marcar nova data para o desfile das instituições de ensino e outras entidades que não puderam comparecer ao evento.

Participaram dos desfiles, nesta segunda-feira (07/09), o pelotão da Guarda Civil Municipal, que sempre desfila reforçado por crianças que se paramentam como se fossem do efetivo da corporação; o Grupo Pop Poente Prateado, do Lar Comunitário das Operárias de São José; a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Congonhas; a Banda Marcial do Arte na Escola, composta por alunos das escolas municipais João Narciso, do Joaquim Murtinho, e Rosália Andrade da Glória, do Alvorada; a fanfarra da Escola Estadual Lamartine de Freitas, da Praia; o Colégio Sagrado Coração de Jesus; a Fanfarra do Centro Educacional Tecnológico (CET), do Centro; e os Desbravadores, do Clube Águia Dourada, de Congonhas. Também passou em frente ao paço da Prefeitura o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, coordenado pela Dimensão Sociopolítica da Evangelização da Arquidiocese de Mariana, em parceria com movimentos sociais.

As escolas de localidades mais distantes do Centro tiveram dificuldade para realizarem o deslocamento de seus alunos e funcionários, em decorrência da instabilidade do tempo. De acordo com a secretária de Educação da Prefeitura de Congonhas, Marcilaine Lana, “para não deixarmos de comemorar esta data tão importante para a nossa pátria, optamos manter, pelo menos, uma parte do desfile, em acordo com os participantes. Muitas cidades da nossa Superintendência Regional de Ensino optaram por não realizá-lo hoje. Em respeito às escolas e entidades que não conseguiram chegar ao Centro nesta segunda-feira, após se prepararem desde agosto para esta apresentação, mas também para não privar o público do espetáculo que estava preparado por elas, iremos avaliar a possibilidade de agendar uma nova data para os desfiles destas outras escolas e entidades”.

Desfiles

(Clique nas fotos para abri-las)

A Guarda Civil Municipal abriu os desfiles. A corporação municipal representa a proteção, a ordem e o compromisso diário com o bem-estar da população congonhense. Com dedicação, coragem e profissionalismo, seus integrantes atuam na proteção do patrimônio público, na promoção da segurança e da cidadania.

O hasteamento das Bandeiras, símbolos da identidade, da história e da soberania nacional, ocorreu com participação do prefeito Anderson Cabido, o vice-prefeito Zelinho, o 1º Tenente Vitor Silvério Gandra Machado, da 73ª Companhia da Polícia Militar, e da secretária de Educação da Prefeitura, Marcilaine Lana.

A Corporação Musical Senhor Bom Jesus executou o Hino Nacional Brasileiro e o Hino de Congonhas. O público também acompanhou, igualmente em posição de respeito, o Hino da Independência.

Em seguida, O Grupo POP, do Lar Comunitário das Operárias de São José, celebrou a arte, a inclusão e a transformação social por meio da música. Senhoras inspiradoras mostraram como a percussão pode transformar histórias, fortalecendo a autoestima, o pertencimento e a alegria de viver. Estas mulheres fazem da música uma expressão de força e renovação, levando para a avenida talento, vitalidade e orgulho de nossa comunidade neste 7 de setembro.

Componente do Grupo Pop Poente Prateado, Márcia Teixeira Mendes, expressou, ao final do desfile, seu sentimento. “Nossa apresentação nos remete à nossa infância, ao civismo que aprendemos a cultivar na nossa escola, que é o amor à pátria que sentimos, por exemplo, ao cantarmos o Hino Nacional. É isso que nos motiva a participar das festividades do 7 de Setembro. É importante mostrarmos para a sociedade que nós, idosos, podemos participar de tudo. Basta a gente querer e ter condições. Tem muito idoso que está em casa por falta de oportunidade de estar aqui, como nós. Também participo do Conselho Municipal, que é de onde surgem as políticas públicas para este setor da sociedade, que é a terceira idade. Então fazemos a nossa parte e agora precisamos contar com apoio do poder público para colocá-las em prática. Também faço parte da ASAPEC [Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Congonhas], que existe há 30 anos em nossa cidade”.

Desde 1987, o Lar desenvolve oficinas que utilizam a música como instrumento criativo, educativo e de convivência.

Neste ano, as escolas e entidades de Congonhas prepararam o tema “Soberania do Brasil: o povo como protagonista da história, dos movimentos sociais à construção da nação”, de forma a valorizar a história do Brasil, sua diversidade, lutas e conquistas, e a reconhecer o seu povo como protagonista na construção de um país mais justo, democrático e soberano.

Os alunos e funcionários APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Escola Casa de Andrea, de Congonhas encararam o mau tempo e emocionaram o público que tomou os dois lados a av. JK.

Criada em 1979, a instituição, que possui 277 alunos e 90 funcionários, atua nas áreas assistencial, educacional e terapêutica, promovendo a inclusão e o desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual, múltipla e autismo. A APAE oferece educação, oficinas, terapias, atendimentos clínicos e assistência às famílias. Ao longo de sua trajetória, fortalece a inclusão, sensibiliza a sociedade e reafirma seu compromisso com a dignidade e os direitos das pessoas com deficiência. 

A Banda Marcial do Arte na Escola, composta pelas fanfarras das escolas municipais Rosália Andrade da Glória, do Alvorada, e João Narciso, do Joaquim Murtinho, reforçada por familiares de alunos, também encantou o público.

O Arte na Escola celebra, em 2026, 20 anos transformando vidas por meio da arte e da educação. Desenvolvido pela Secretaria de Educação da Prefeitura de Congonhas, o projeto promove, há duas décadas, a formação integral de crianças e adolescentes, despertando talentos e fortalecendo valores culturais, sociais e humanos. Por meio das oficinas, estudantes encontram oportunidades para criar, expressar-se e descobrir seus próprios potenciais. Mais do que ensinar arte, o projeto inspira, acolhe e transforma, reafirmando a educação pública como instrumento de inclusão, desenvolvimento e emancipação, revelando talentos, construindo sonhos e transformando gerações.

Safira Garcia Ferreira estuda na Escola Municipal João Narciso e participa do Arte na Escola há cerca de 3 anos. Ela, a exemplo da mãe, toca o instrumento lira na Banda Marcial e quer seguir se relacionando com a música a vida inteira. Sobre desfilar em dia de chuva, comentou: “Gostei do desfile com o tempo nublado. Assim o tempo ficou fresquinho, daí ninguém passou mal”.

Para ela, desfilar no 7 de Setembro representa mais do que amor à pátria: “Esta data representa amor em comunidade, porque juntamos quem desfila, quem assiste aos desfiles e as autoridades, disseminando a boa convivência e a paz. É isso que queremos para o nosso Brasil e todo o Planeta Terra. Além do mais, estamos exaltando a arte”.

Como acontece a cada ano, a Fanfarra da Escola Estadual Lamartine de Freitas, da Praia, acompanhada por um número de pirâmide humana, arrancou aplausos do público. Com seus tambores e instrumentos, a fanfarra leva à avenida memória, disciplina, cultura e Integração entre gerações. Mais do que música, representa o orgulho e o sentimento de pertencimento de toda a comunidade escolar.

Fundada em 1965, a trajetória da tradicional escola de Congonhas reúne mais de seis décadas dedicadas à educação e à formação de gerações. Por suas salas de aula passaram estudantes, professores, servidores e famílias que ajudaram a construir essa história.

O Colégio Sagrado Coração de Jesus apresentou em seu desfile a valorização dos sonhos, da educação, do cuidado com o planeta, a tecnologia e a inovação. Com o tema “Juventude transformando o Brasil”, destacou os jovens como protagonistas na construção de um futuro melhor e, com o lema “Toda Escola ensina. O sagrado vai além.”, a instituição reafirmou seu compromisso com uma formação integral e de excelência. A apresentação também marcou a estreia da Fanfarra do Sagrado, formada por estudantes. Outra atração foi o número circense do fogo. Este no símbolo do Sagrado Coração de Jesus representa o amor ardente, infinito e inextinguível de Deus pela humanidade. 

O Sagrado atende estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Já a Fanfarra do Centro Educacional Tecnológico (CET), multicampeã, símbolo de talento, disciplina e espírito de equipe, saudou  Congonhas e celebrou a educação, a cidadania e o futuro.

O CET Congonhas, instituição da Fundação CSN, transforma vidas por meio da educação e da formação cidadã há 65 anos. Fundado em 1961, é referência no Alto Paraopeba, oferecendo Ensino Fundamental II, Ensino Médio e cursos técnicos. Com inovação e protagonismo juvenil, prepara estudantes para os desafios acadêmicos, profissionais e da vida.

E os Desbravadores, do Clube Águia Dourada, de Congonhas, também passaram pela av. JK com seu desfile. Fundado em 1998 para acolher e contribuir com o desenvolvimento de crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, promove atividades educativas, culturais, recreativas, esportivas e de contato com a natureza. Por meio de acampamentos, caminhadas, projetos e ações comunitárias, estimula valores como respeito, responsabilidade, companheirismo e cidadania. O clube também fortalece a liderança, o trabalho em equipe e a convivência. A instituição é um espaço de acolhimento, aprendizado e novas experiências. Assim, contribui para a formação integral de seus participantes, preparando-os para uma vida mais consciente, responsável e participativa.

Outra atração dos desfiles cívicos do Dia da Independência em Congonhas foi o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, coordenado pela Dimensão Sociopolítica da Evangelização da Arquidiocese de Mariana em parceria com movimentos sociais, como é o caso do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). Este ano, o Grito traz como tema geral “Vida em Primeiro Lugar!” e como lema “Na defesa da Terra, da Paz, da Moradia – Mulheres e Soberania”.

“Um chamado que nos convida a refletir e a nos posicionar diante de questões fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e humana”, explicam os organizadores.

Ao final do evento, o prefeito Anderson Cabido afirmou: “O Dia da Independência é uma data emblemática, tão marcante na história de Congonhas. Quantas pessoas passaram por esta avenida no 7 de Setembro? Nesta data, resgatamos o valor da pátria, da independência, da soberania nacional. É importante renovarmos esses valores e esse compromisso a cada ano, em especial quando temos alcançado tantas realizações e conquistas para a nossa cidade. Ver a avenida cheia, apesar da chuva, celebrando o Dia da Independência do Brasil, é motivo de alegria, orgulho e honra para todos nós. Então, viva o nosso país, a soberania nacional, uma nação cada vez mais justa e próspera. É para isso que trabalhamos todos os dias. E viva Congonhas”.

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas

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