Lafaiete mantém o combate ao Aedes aegypti com uma operação baseada em visitas domiciliares, eliminação de criadouros, monitoramento por armadilhas e aplicação localizada de inseticida. O município não possui carro fumacê próprio nem contrato permanente para esse tipo de serviço.
Ao longo de 2026, foram realizadas 297.201 visitas a imóveis e terrenos baldios nos ciclos de combate ao mosquito. A cobertura média informada pela Secretaria Municipal de Saúde foi de 80,2%.
O trabalho inclui ainda o acompanhamento de locais considerados mais vulneráveis à proliferação do Aedes, como ferros-velhos, oficinas, cemitérios e borracharias. Ao todo, 62 pontos estratégicos passaram por 17 ciclos de tratamento.
Outro eixo de vigilância é formado pelas ovitrampas, equipamentos utilizados para detectar a presença de ovos do mosquito. Lafaiete mantém 154 dispositivos desse tipo e realizou 35 ciclos de monitoramento.
As equipes também atenderam 63 denúncias relacionadas a imóveis, terrenos e outros locais com possível risco sanitário. Foram tampadas 208 caixas-d’água e emitidos 55 autos de fiscalização para limpeza e retirada de materiais capazes de acumular água.
Nos casos em que há confirmação de arbovirose, o município utiliza equipamentos costais motorizados para realizar bloqueios com inseticida na área de circulação do paciente. Foram contabilizadas 38 operações em bairros como Carijós, Progresso, Queluz, Jardim América, Lourdes, Real de Queluz, Albertina, Santo Antônio e Centro.
Segundo a Secretaria de Saúde, esse bloqueio é programado para ocorrer em até cinco dias após a confirmação do caso.
A utilização de carro fumacê depende de avaliação técnica e, quando necessária, de estrutura disponibilizada pela Secretaria de Estado de Saúde. Lafaiete não mantém atualmente processo de compra, locação ou contratação de veículo próprio para esse serviço.
As visitas domiciliares seguem ciclos bimestrais e abrangem todas as regiões do município. Já os bloqueios com inseticida não obedecem a calendário fixo, porque são acionados conforme o surgimento e a confirmação de casos.
A vacinação contra a dengue também integra a estratégia de prevenção. As doses estão disponíveis nas unidades de Estratégia de Saúde da Família e na Unidade Central de Vacinação para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária definida pelo Programa Nacional de Imunizações.
O cenário reforça que a principal frente de enfrentamento ao mosquito continua sendo a eliminação dos criadouros. Recipientes com água parada, caixas-d’água destampadas, pneus, vasos e objetos expostos à chuva permanecem entre os principais pontos de atenção dentro dos imóveis.



